quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Morreu Diego Maradona 30-10-1960***25-11-2020

 

Diego Armando Maradona Franco (Lanús, 30 de outubro de 1960 — Tigre, 25 de novembro de 2020), faleceu hoje vitíma de uma paragem cadíaca.

Era amplamente considerado como um dos maiores futebolistas de todos os tempos, actuava como médio ou atacante.

Considerado, como um dos maiores, mais famosos e mais polémicos jogadores do século XX, diversas personalidades e organizações reconheceram nele como um dos melhores jogadores da história do futebol mundial.

Reunia inteligência, vontade e talento, com dribles e uma grande habilidade. Enquanto jogador, Maradona foi reverenciado como uma divindade no seu país natal, sendo criada inclusive uma igreja a ele dedicada

O Seu maior momento de glória, foi no Campeonato do Mundo no México, em 1986, que na opinião popular foi ganha inteiramente por "El Pibe de Oro", outra de suas muitas alcunhas.

 Internacionalmente, Maradona também consagrou-se como herói da equipe italiana do Napoli, um clube que, embora tradicionalmente, estava entre os pequenos de Itália, com "El Diez", o Napoli viveu momentos de glória no final da década de 1980, ganhando seus dois únicos títulos no campeonato italiano e lutando de igual para igual com as maiores equipas do país.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

JOE BIDEN Vence as Presidenciais nos Estados Unidos

“O democrata Joe Biden será o novo presidente dos Estados Unidos e Kamala Harris será a vice. Nesta sexta-feira, dia 6 de Novembro.

 O ex-vice-presidente americano garantiu os 270 votos no colégio eleitoral com o anúncio de sua vitória na Pensilvânia.

Biden, que até agora soma mais de 73 milhões de votos, deve tomar posse em janeiro do ano que vem e vai enfrentar grandes desafios – o principal e mais imediato deles é a pior crise de saúde do século – em um país profundamente polarizado, como o próprio resultado das eleições apresentou.

“A disputa contra o presidente Donald Trump foi apertada. Desde que a apuração dos votos começou, na noite de terça-feira passada, Biden estava com vantagem no número de delegados, mas levou quase três dias para consolidar a sua vitória no Colégio Eleitoral, composto por 538 delegados. 

O presidente Donald Trump ainda tinha possibilidade de conquistar a Pensilvânia, onde tinha uma vantagem de 18 mil votos até a manhã de sexta-feira, mas a contagem das cédulas que chegaram pelos correios acabou por colocar um fim às esperanças de reeleição do republicano”

Esperemos, que o mundo fique um pouco melhor, com a saída deste anormalzinho, sem categoria e qualidade, para desenpenhar mesmo que fossem as funções de presidente de qualquer da Junta de Freguesia do meu País...

domingo, 1 de novembro de 2020

Faleceu Carlos Pereira Mano "O Lhitas"- O Homem a quem o desporto Covagalense muito deve


 

O Homem que marcou a história mais recente da Cova Gala, pelo empenho, humildade e trabalho em prol do Desporto Covagalense em geral, e em particular o futebol e o GD Cova Gala.
Descansa em Paz Velho Guerreiro.
Que os teus Valores Humanos, sejam um exemplo para todos e o teu nome seja louvado e reconhecido para sempre...
Um Grande Abraço Velho Amigo dos anos 70, nesse tempo, em que tudo era mais difícil, mas a tua Coragem era ainda Maior.
Os meus sinceros sentimentos para toda a sua Família.
Há pouco mais de um ano, encontrei-o num domingo de manhã, junto ao campo de futebol, era um dos seus passeios preferidos.
Confessou-me então, que quando um dia morresse, - "Gostaria que as pessoas da Cova Gala me recordassem, como alguém que ajudou a fundar o GD da Gova Gala e dessem o meu nome ao Campo de Jogos, era a melhor homenagem que me poderiam fazer".
Aqui fica o seu desejo e a minha sugestão.
Como reza a história do Grupo Desportivo Cova-Gala, foi um dos fundadores do Cova-Gala que desde o início da fundação do Clube se entregou de corpo e alma ao estímulo pela prática do bom futebol, como desporto, para crianças.
Ainda hoje, quando com ele falamos, o sentimento desses dias de alegrias e tristezas lhe enchem a boca com memórias de boas recordações. Os meus ricos meninos – diz ele com saudade, enquanto os tenta, um a um, os indo visualizar em pensamento.
Sempre me obedeciam! Eram meigos e faziam tudo que lhes pedia. Gostava muito deles. Até mesmo os mais velhimos, os seniores, gostavam muito de mim. Mas não admira pois eu também lhes fazia todas as vontades.
Tratava-lhes da roupa, das botas, dos equipamentos, enfim, de tudo! Depois havia o resto do pessoal.
Tínhamos um bom grupo na Direcção pronto para trabalhar, apesar das dificuldades nesse tempo serem muitas. Hoje em dia têm tudo, nada lhes falta, mas mesmo assim parecem insaciáveis. Querem mais e mais e do bom! Nesse tempo, até com bolas todas estafadas e com a camara de ar à vista a sair pelos gomos ainda se treinava. Mas deixa lá, os nossos meninos merecem tudo…

domingo, 25 de outubro de 2020

Domingo à tarde...


                                                  As ruas estavam desertas...

O silêncio era quebrado pelos abraços e beijos de dois jovens apaixonados.
O muro branco e baixo da escola primária era o abrigo.
A tarde bocejava,quase adormecida com tanto silêncio.
O suave ruído das carícias,afagos e meiguices fogosas por vezes esbraseadas!
Era a única existência deste mundo irreal...só para nós dois.
Cores de felicidade,que aumentavam mais o nosso desejo...
Era domingo à tarde, contigo, no nosso lugar...

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Giro de Itália - João Almeida termina em 2° lugar na etapa de hoje, e com a presença dos Pais na meta

 


ORGULHO de PORTUGAL
João Almeida,  foi esta sexta-feira segundo classificado na 13.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta (Giro), reforçando a liderança da geral da prova,  o italiano Diego Ulissi (UAE Emirates) venceu a etapa. 

Ulissi, de 31 anos, cumpriu os 192 quilómetros entre Cervia e Monselice em 4:22.18 horas, batendo ao sprint e por milímetros  o nosso camisola rosa.

Na geral, João Almeida, que contou com a presença dos pais na meta, aproveitou os segundos de bonificação para aumentar a vantagem no primeiro lugar, com 40 segundos para o holandês Wilco Kelderman (Sunweb), segundo, e 49 para o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-McLaren), terceiro.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Covid 19 - "Confraternizações familiares" na origem da maioria dos novos casos


As "confraternizações familiares têm sido responsáveis por 67% dos casos reportados nos últimos dias no país", afirmou a diretora-geral de saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa sobre a situação da pandemia em Portugal esta sexta-feira, referindo-se ao número de casos de novas infeções que tem surgido na sequência de festas de casamento, batizado ou outras.

Os números não deixam muitas dúvidas: nas últimas 24 horas registaram-se 1394 novas infeções de covid-19 em Portugal e 12 óbitos que traduzem uma taxa de letalidade de 2,5% em relação ao total da população e de 13% na população com idade superior a 70 anos.Além disso, segundo informou a ministra da Saúde, Marta Temido, a taxa de incidência da covid-19 é de 67,4 novos casos por 100 mil habitantes - no entanto, subiu para 115,4 nos últimos 14 dias...

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Borda do rio da Gala no início dos anos 90

Gala no início dos anos 90

Cada tempo tem o seu perfume, os seus lugares e uma idade, num ano singular irrepetível.

Com momentos marcantes de feridas deliciosas e cicatrizes que nos farão retornar sempre no tempo da ingenuidade e felicidade perdidas.

Cada tempo, faz de nós uma história diferente, única, reflectindo no futuro, muito do que fomos nesse espaço de vida anterior.

No entanto, com o tempo tudo parte, caras, vozes e lugares que se transformaram em recordações impagáveis e impalpaveis, que já ninguém consegue tocar ou comunicar.
Simplesmente imaginar...

Excerto da escrita - "Borda do rio da Gala, em tempos de transformação". (João Catavento 1991)

domingo, 27 de setembro de 2020

Down to the sea in ships...


Portugal's skillful fishermen, free to follow their dreams, helped make the Port of New Bedford what it is today, a world leader. 
-"O Porto de New Bedford,nunca seria o que é hoje sem os Portugueses", quem o afirma é Pedro Cura, natural da Cova Gala, propietário de alguns barcos de pesca em New Bedford. 
Pessoa muito conhecida na nossa terra, bastante social de bom trato,sempre jovial e que emigrou para os Estados Unidos já no longínquo ano de 1975...nunca deixando de visitar Portugal todos os anos. 
Homem instruído, com quem tenho tido o prazer de conversar, trocar impressões sobre os temas mais variados e por quem nutro uma certa admiração. 
Numa entrevista publicada no "SouthCoastToday", em setembro de 2006, mas sempre de actualidade. 
Onde se fala também de outros emigrantes Portugueses nos Estados Unidos, que nunca se esquecem da sua terra natal ...a Cova Gala. 
Trabalhando no duro diariamente na faina da pesca e pensando um dia talvez em voltar...

domingo, 6 de setembro de 2020

Bom dia de Domingo, com um perfume de "Patchouly" de 1981 - Grupo de Baile

 

Ai que bem cheiras, que bem cheiras dos sovacos, as meias rotas e os sapatos descascados
Nas avenidas ainda fazes os teus engates, e tudo graças ao perfume patchouly
Essas miúdas das escolas secundárias, com cheiro a leite e o soquete pelo artelho
Ficam maradas com o teu charme perfumado, Yeah, o teu perfume patchouly
Essas miúdas das escolas secundárias, já fumam ganzas na paragem do eléctrio
Conversas parvas com mais buço que pentelho, não dizem… 
Pachuli - Planta lamiácea de cheiro aromático.

amiácea

"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

 Planta lamiácea de cheiro aromático.

2. Perfume extraído desta planta.


"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

. [Botânica]  Planta lamiácea de cheiro aromático.

2. Perfume extraído desta planta.


"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

. [Botânica]  Planta lamiácea de cheiro aromático.

2. Perfume extraído desta planta.


"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

1. [Botânica]  Planta lamiácea de cheiro aromático.

2. Perfume extraído desta planta.


"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

1. [Botânica]  Planta lamiácea de cheiro aromático.

2. Perfume extraído desta planta.


"pachuli", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pachuli [consultado em 06-09-2020].

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Ennio Morricone - Roma 10 de Novembro de 1928 – Roma, 6 de Julho de 2020




Faleceu hoje em Roma, Ennio Morricone cidade onde tinha nascido há 91 anos.
Morricone compôs mais de 400 partituras para o cinema e televisão, e mais de 100 obras clássicas.
As composições mais conhecidas são "The Ecstasy of Gold", "Se Telefonando", "Chi Mai","Once Upon a Time in America" e muitos outros...
Mas "Man with a Harmonica",  é a minha música preferida, que faz parte do filme "Once Upon a Time In The West (1968)"
Filme que tive a oportinidade de ver pela primeira vez em 1970, no Clube Mocidade Covense, já lá vão uns bons anitos.
Morricone ganhou fama internacional por compor muitas músicas para Westerns, nesse tempo muito em voga.
Em 1971 recebeu uma "Targa d'Oro" por vendas mundiais de 22 milhõese até 2016 Morricone tendo vendido mais de 70 milhões de registros em todo o mundo.
Em 2007, recebeu um Óscar Honorário pelas suas magníficas e multifacetadas contribuições à arte da música cinematográfica".

domingo, 5 de julho de 2020

Amanhecer - Portinho da Gala

No silêncio da madrugada, de águas paradas, e botes do rio em terra.
A alvorada da vida, que recomeça eternamente.
Momentos de contemplação mental sobre a nossa existência.
O início, a partida, o caminho até onde chegámos, e aquele que ainda faremos.
Dependemos de nós, de todos, de tudo o que nos rodeia, e depois, mais tarde, apanhados e levados com o tempo...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Portinho da Gala - O puto pescador de tainha

Podia ter acontecido na semana passada, mas já passaram vários anos.
Eram umas três horas da tarde de intenso calor, nesse mês de julho de 2012, já o estava a observar, há cerca de meia hora, tentando em vão apanhar as tainhas irrequietas que nadavam à superfície da água entre os barcos ali atracados.
Tanto ficava por largos minutos sossegado sempre com os olhos "pegados" na água, como repentinamente se movimentava com uma agilidade incrível  e posições acrobáticas.
Uma cana, onde estava agarrado um pequeno saco de rede, era o seu apetrecho de pesca.improvisado.
Às vezes exclamava em jeito de desabafo - "Cabrona" que já me fugistes outra vez, deixa estar que eu já te lixo!
Movimenta-se novamente, mas agora suavemente como um felino, esperando depois largos minutos antes de a atacar a presa...
Aproximei-me e fui falar com este grande pescador de oito anitos e perguntei?
- Então já apanhaste alguma coisa?
Resposta imediata - Oh! Só dois caranguejos! Hoje não está a dar nada!
Afastei-me lentamente, fascinado, com a agilidade e as respostas curtas e rápidas do puto pescador... num já longínquo e quente dia de verão no Portinho da Gala.
 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Paradoxos Insuportáveis

Vivemos numa tempo em que as contradições são o denominador comum das nossas vidas. Os avanços tecnológicos nunca foram tão notórios como os que sucedem hoje em dia. 
Nas ciências exactas, nas ciências sociais, no fundo em todo o saber, verificam-se avanços a todos os minutos. Contudo, a generalidade dos seres humanos anda infeliz, desapontada e desmotivada.
Com efeito, o que é que traz felicidade ao ser humano? 
O pós segunda guerra mundial, trouxe à generalidade dos povos mais bem estar material. Para isso contribuiu de forma inquestionável, o advento das economias de mercado nos países desenvolvidos do ocidente, liderados pelos Estados Unidos da América.
Criou-se, contudo, a ideia que as soluções económicas conduziriam o ser humano para níveis de felicidade mais altos e aceites por todos. 
O que a actual crise financeira e económica veio demonstrar, derivado sobretudo ao Codiv19, foi que não obstante o desenvolvimento económico realizado, que a economia não pode ser um fim, deve, isso sim, ser um instrumento ao serviço das pessoas.
Com isto não estou a defender que, o mérito e o esforço, não devam ser recompensados. Não devem, no entanto, estar no livre arbítrio de alguns, porque se as sociedades politicamente organizadas em Estados, deixarem as decisões, sem regulamentação, só com a observação das leis do mercado, naqueles que detêm o poder económico, há o perigo de continuarmos a construir um mundo cada vez mais assimétrico. 
Aqueles que terão menos oportunidades serão cada vez em maior número. 
Os factos estão aí à vista de todos...

quarta-feira, 24 de junho de 2020

No pensamento que somos...


Tudo o que pensaste, estás pensando, as experiências que viveste, encontraste pelo caminho da tua vida, formou ou vai formando o teu carácter e a tua personalidade.
Ás vezes encontramos pessoas, que têm uma atraente beleza espiritual, é como se os pensamentos que elas têm diariamente, se direcionassem espontaneamente  para nós.
O nosso modo de pensar, determina exactamente, aquilo que nós somos...
A nossa atitude e o modo como vemos as coisas e os outros, podem fazer, com que tudo se torne mais fácil, criando uma onda infinitamente positiva e contagiante para todos.
Contribuindo com isso, para ganharmos uma das batalhas mais importantes e dificeis da nossa vida.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Pesca à linha do bacalhau - Os solitários Homens dos dóris...


Na madrugada daquele dia do mês de Julho com o sol elevado a iluminar a planura daquele mar da Gronelândia a norte do Círculo Polar Ártico.
Depois de fazer uma emposta para leste até aos baixos do Kangek, relevos rochosos com profundidades variáveis podendo chegar às dez e catorze braças, o capitão deu a ordem de arriar: -" Arreia com Deus!"
Os dóris espalharam-se à volta do navio, a norte e a sul uns, outros a oeste e a leste, como de costume. A calma era absoluta, nem uma aragem, nem um movimento que perturbasse minimamente a superfície do mar que refletia a cor do céu agora límpido transfigurado por aquela luz translúcida do norte boreal. Manso, gelado e silencioso mar.
O silêncio era fantasmagórico, espectral, impressionante para o solitário homem do dóri. 
Distantes uns dos outros quanto baste, mais perto ou mais longe do navio ouvia-se o bater de um remo que o homem do dóri arrumava ou outro som relacionado com uma tarefa ocasional no afã da pesca. 
Eram sons que se sentiam como se fossem objetos alados a passar até se perderem na distância...
Habituados a sentir os batimentos cardíacos, os únicos capazes de se ouvir, os homens dos dóris na sua solidão e naquele silêncio ouviam outros sons surpreendentes do seu corpo, como por exemplo, os pulmões semelhante ao som dos foles da forje do ferreiro a encher e a expelir o ar, os movimentos peristálticos do intestino na laboração da massa ácida, outros sons menos percetíveis de outros órgãos, talvez o estômago a digerir o pequeno-almoço, talvez o sangue a correr na grande e pequena circulação. 
Impressionante! Isto naquele mar plano, gelado e silencioso do norte. Uma raridade naquelas latitudes sem verão nem calor.
( Celestino Ribeiro in Crónicas do Navio Branco)

sábado, 13 de junho de 2020

Praia da Cova - Quando o sol se põe a navegar neste mar...

O teu mundo é a tua mente e na tua mente só tu é que podes mandar, portanto, mesmo entre quatro paredes, podes sentir-te liberto e feliz.
A liberdade é um dom interior que te pertence.
Usa-o sempre, todos os dias, até ao fim...
Boas férias para todos os seres, deste e do outro mundo invisível,
Até já.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Dia 10 de Junho, Dia de Portugal

Porque razão o dia de Portugal se celebra a 10 de Junho? 
No dia 10 de Junho celebra-se em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O feriado nacional assinala ainda o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580, autor d´Os Lusíadas.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o “Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses”. Foi aproveitado para exacerbar as características nacionais.
Como Camões foi uma figura emblemática, associada aos Descobrimentos, foi usado como forma de o regime celebrar os territórios coloniais e o sentimento de pertença a uma grande nação espalhada pelo mundo, com uma raça e língua comum.

O 10 de Junho é estipulado como feriado, na sequência dos trabalhos legislativos após a  implantação da República a 5 de Outubro de 1910. No decorrer desses trabalhos legislativos, foi publicado um  decreto a 12 de Outubro, que definia os feriados nacionais.
Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da  Igreja Católica e com o objectivo de consolidar a laicização da sociedade.
Até ao 25 de Abril, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do  Estádio Nacional do Jamor em 1944.
A partir de 1978 este dia fica designado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Neste dia o Presidente da República e altas individualidades do Estado participam em cerimónias de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem em cidades diferentes todos os anos. Anualmente são distinguidas novas individualidades pelo seu trabalho em nome da nação.

terça-feira, 9 de junho de 2020

As Outras Músicas... - While My Guitar Gently Weeps - George Harrison - 1968


Guitarrista,compositor e cantor dos famosos Beatles,nasceu em Liverpool no dia 25 de Fevereiro de 1943 e faleceu em Los Angeles, nos Estados Unidos da América,em 29 de novembro de 2001,vítima de doença do cancro no pulmão. Foi considerado um dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos,ficando em 21° lugar na classificação elaborada pela revista musical "Rolling Stone". While my guitar gently weeps,composta por George Harrison, é a minha preferida e uma música que saiu no álbum The Beatles ou Álbum Branco de 1968. Aqui neste video,já com uma carreira a solo,mas acompanhado para a ocasião por vários artistas de renome internacional,entre os quais, outro dos maiores guitarristas de todos os tempos...Eric Clapton.

terça-feira, 2 de junho de 2020

As Palavras da (nossa) Vida...

 

O homem não vive só de pão, nem morre só por falta dele.
Pode sim, viver e morrer, mercê de certas palavras.
Dizia Pitágoras que os números regem o universo. 

O universo é matemática, e matemático o seu autor.
Mas se os números regem o mundo, as palavras regem os homens.
E se as há que lhes dão vida, outras há, à sombra das quais,os homens perpetram os crimes mais horrorosos.
As palavras, espoam na mente falando, são o melhor e a pior das coisas.
A palavra  foi concedida ao homem para esconder o seu pensamento...
A palavra é o simples sopro da voz...
A palavra é uma fuga...
A palavra põe-se à frente do silêncio, tapando-lhe a boca.
As palavras nasceram para dar nome às ideias e para as veicular no tempo e no espaço...

sexta-feira, 29 de maio de 2020

As salinas o batel e o rio

A singularidade de um talento, que nos faz sentir e viver a magia de um lugar.
As salinas, armazéns de sal, marnoteiros e o batel ao longe, que espera ao sabor das águas do rio.
Na calmita de um dia qualquer das nossas vidas, que esta pintura de Cunha Rocha, imortalizou.

terça-feira, 26 de maio de 2020

“Terra Nova” estreia em formato série na RTP


“Terra Nova” estava previsto estrear nas salas de cinema nacionais a 19 de março, mas, devido à pandemia de Covid-19, a produtora Cinemate foi obrigada a adiar a estreia. Dois meses depois, a RTP anuncia a estreia do filme de Artur Ribeiro em formato série no dia 3 de junho.
“É com imensa pena que devido aos recentes desenvolvimentos relacionados com a evolução do Covid-19 e atendendo a que a nossa prioridade é a proteção e segurança dos nossos colaboradores, parceiros, amigos e espectadores, decidimos adiar a antestreia no dia 11 no Cinema São Jorge e a estreia comercial no dia 19 de março. Contaremos consigo na nova data, que oportunamente será comunicada, numa altura mais feliz e despreocupada do que a que vivemos de momento”, lê-se no comunicado da Cinemate publicado a 10 de março.
A versão em formato filme não tem ainda estreia marcada nas salas de cinema nacionais, mas espera-se que seja até ao final do ano.
Baseado na obra literária “O Lugre”, de Bernardo Santareno, “Terra Nova” foi inteiramente filmado no alto mar da Noruega a bordo do lugre Santa Maria Manuela, em 2018. Esta é uma produção ambiciosa de Ana Costa com coprodução luso-alemã entre a Cinemate (Portugal) e a Lightburst Pictures (Alemanha), com apoio do ICA e da NOS.
Este filme surgiu de um desafio que Nicolau Breyner lançou em 2015 e conta com grandes nomes da ficção nacional, como Virgílio Castelo, Vítor D’Andrade, João Reis, Pedro Lacerda, Miguel Borges, João Craveiro, João Catarré, Ricardo de Sá, Vítor Norte, Miguel Partidário, Rodrigo Tomás, Paulo Manso, Manuel Sá Pessoa Miguel Melo.
O filme acompanha a viagem do lugre bacalhoeiro Terra Nova, quando, num mau ano de pesca, o capitão decide arriscar uma travessia nunca antes tentada até à Gronelândia à procura de mais peixe. Enquanto a tripulação enfrenta as tempestades e o frio do Atlântico Norte, o medo e conflito intensifica-se, numa luta aguerrida contra o mar e entre os homens.

domingo, 24 de maio de 2020

Cova de Lavos - Areias brancas do passado...


No tempo dos tamancos e pés descalços, na areia branca escaldante de um verão antigo.
Casas de madeira construídas sobre estacas, espalhadas pelo areal na terra península.
Ruas que ainda não existiam, todos se conheciam.
Lutas, brigas de desespero por falta de pão...
Pele queimada pelo sol do sofrimento e resistência de querer sobreviver...
Filhos adultos prematuros, na frente da vida.
Tarde de domingo junto à praia, onde muitos se encontravam, ao lado do casario.
Barcos em terra, encostados às dunas esperavam.
Alguns homens sentados na areia, falavam e remendavam redes espalhadas pela praia quase deserta.
Caminhos não haviam, inventavam-se todos os dias...
Todos sabiam quem partira e quando chegara.
Figueira já cidade, ali tão perto na outra margem espreitava, imagem que encantava e fazia falar o povo.
A sul, na Cova de Lavos terra dos meus ancestrais, a vida continuou como sempre, junto ao mar.
Até chegarmos aqui, depois de uma caminhada de séculos, no tempo de tantas vidas...

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Cova Gala - No tempo do berbigão...

"Na outra margem a "coroa da burra",começava a esperguiçar-se e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.
Era a mãe de muita gente, já à alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.
Nessa madrugada dos anos sessenta,famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.
Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos, e às vezes de mãos nuas à procura do pão espalhado na ilhota,que a baixa-mar proporcionava...
Os de mais tenra idade, com os seus seis, talvez sete anitos,apanhavam os burriés entre o limo.
Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.
À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.
Foi ao armazém do Pinto, e fez rápidamente o negócio da venda como era habitual (...)."


Excerto do escrito "A Recoleta"

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Primeiro mapa impresso de Portugal - Ano de 1561

Em 1561, surgiu o primeiro mapa impresso de Portugal, da autoria de Fernando Álvares
Seco, a que sucedeu outro, de Pedro Teixeira, em 1662, mas apesar destes contributos, o conhecimento do país permanecia muito lacunar.


O primeiro mapa de Portugal, da autoria de Fernando Álvares Seco, é datado de 1561 mas deverá ter sido elaborado nos anos trinta do século XVI.
Aqui fica uma reprodução (para verem o mapa em detalhe, o ideal é guardá-lo no computador e abri-lo com o vosso editor de imagens) e, para uma vista mais rápida à zona que nos interessa especialmente, um recorte ampliado da nossa região, o Concelho da Figueira da Foz.

 Só em finais do século XVIII, com o aparecimento de uma nova geração de homens, é que se empenhou na introdução dos métodos da ciência moderna em Portugal, e que esteve na origem da criação da Academia Real das Ciência de Lisboa,  em 1779 e
surgiram as condições necessárias para se proceder à renovação da cartografia, através de novas técnicas de apreensão do espaço.
Foi pela mão de Francisco António Ciera, membro daquela Academia, que se iniciaram os trabalhos geodésicos, com o intuito de construir uma rede de pontos fixos triangulados, de forma a servirem de referência aos levantamentos topográficos que estariam na base de uma Carta Geral do Reino.
Os trabalhos de campo começaram em 1788, mas só a partir de 1852, com a criação do Ministério das Obras Públicas, e especialmente com a formação da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos e Hidrográficos, houve mais condições.
No que diz respeito ao litoral, em 1812, Marino Franzini, antigo oficial da Marinha e colaborador da Sociedade Real Marítima, publicou uma carta da costa portuguesa, que incluía alguns planos particulares dos principais portos.
Para a execução deste trabalho, o oficial de origem italiana partiu da análise detalhada dos
roteiros existentes - o de Pimentel (1673 ou 1712) e o de D. Tofiño (1787 e 89) - que apresentavam de modo geral «as mesmas características de pouco rigor e simplicidade no desenho do litoral, que caracterizaram a produção cartográfica pouco inovadora de quase todo o século XVIII e de boa parte do XVII.
Franzini aproveitou daquelas cartas o que parecia conforme à verdade e elaborou o restante de acordo com as suas próprias investigações, segundo as inovações científicas e técnicas da época.
O Roteiro das costas de Portugal, publicado em duas folhas numa escala próxima de 1:600 000,
constituiu um trabalho precursor no que diz respeito à representação do litoral português, porque na sua execução se utilizaram métodos e instrumentos de medição, que permitiram uma exactidão, que até então não era possível.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Para a história da Cova Gala - As povoações piscatórias do litoral Português nos séculos XVIII e XIX

Durante muitos séculos grande parte do litoral  português permaneceu esquecido e inabitado,  com excepção de alguns povoados piscatórios, primeiro de carácter  sazonal e depois permanente.
A fixação permanente ou sazonal, era contrariada pela falta de condições de habitabilidade da costa.
Onde não havia água potável, terrenos agricultáveis ou estradas, que permitissem retirar o sustento do solo ou comunicar facilmente com os núcleos agrícolas do interior, donde provinham algumas populações e muitas outras que se deslocavam de outras zonas do litoral centro-norte para sul, que se instalavam junto ao mar na época da safra, e que mais tarde acabariam também por se instalar definitivamente, maioritariamente oriundas das terras de Ílhavo.
Exemplo mais notório disso, foi a Cova de Lavos, que muitos gracejando, anos mais tarde apelidavam também de "Cidade da Estaca", situada a sul da foz do mondego, como documenta a fotografia. 
Uma das povoações com o maior número de habitantes, no  século XIX, originários de Ílhavo, começaram a construir os seus primeiros palheiros ainda na segunda metade do século XVIII.
A escassez de materiais de construção, como a pedra e o adobe, bem como a dificuldade em transportá-los por caminhos trilhados na areia, o carácter de nos primeiros anos ser temporária a estadia e a instabilidade própria do solo, determinaram o tipo de habitações edificadas pelos pescadores para lhes servir de albergue durante a temporada da pesca. 
As povoações de palheiros, nasceram fruto da adaptação e do engenho do homem às especificidades do meio, sendo constituídas por casas de madeira e telhados de colmo assentes em estacas enterradas na areia ou directamente no chão. 
As estacas podiam atingir a altura de um homem ou mais, para permitir a passagem das areias e impedir que as construções ficassem rapidamente soterradas. 
Erigidos geralmente no alto da duna, que acompanhava a orla da praia, na vertente protegida do vento, os palheiros.
Os palheiros foram durante muito tempo a única espécie de casa  das povoações do litoral.
"Como geralmente em todas as povoações costeiras, ter casa própria, na Cova de Lavos, é uma aspiração suprema e quasi sempre realisada, ou ella seja modesta e custe vinte libras, ou vasta e folgada e vá até ás cem.
Depois ha os reparos e a substituição frequente das estacas, e, se a prosperidade ajuda, tingem-se de cal. 


Dentro o aceio, de que a bilha de agua sempre coberta com um panno de linho é um traço já proverbial nas immediações, interiormente, manifesta-se no aspecto de soalhos e paredes e na disposição dos moveis exclusão dos petrechos de pesca menos limpos.
Para estes destinam-se barcos já inuteis, como em Buarcos; e por fim, como subsidio providente a uma industria de naturesa essencialmente aleatoria, o pescador da Cova cultiva terrenos areentos que aluga ou de que se apossa e d'onde obtem alguns legumes, cereal, teberculo e vinha mesmo.
Ora o aspecto desta povoação, com o solo incessantemente revolto, mas installada como n'uma depressão dá a imagem, talvez approximada, d'uma aldeia lacustre..."

Foto -Palheiros da Cova de Lavos, a sul da foz do Mondego no século XIX
Rocha Peixoto, “Habitação. Os palheiros do litoral”

terça-feira, 12 de maio de 2020

A Mensagem de Fátima...


Acreditar ou não, qual é a mensagem de Fátima?
 
Ela é igual a muitas outras, por este mundo fora, ao longo de muitos anos...
Será que todos nós compreendemos o seu verdadeiro significado?
Fátima existe em nome do amor.
Fátima,é Mãe de todos nós sem exepeção, uma revelação de que todos somos irmãos.
Todos diferentes, todos iguais perante ela.
Transmitida a três crianças, para que jamais nos possamos esquecer.
Quase todos nós,temos ou tivemos uma Fátima em casa...
Às vezes está tão próxima, vive mesmo conosco.
A nós de a sabermos encontrar...
 
(em "Acreditar ou não em Fátima..")

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Palheiros na Antiga Cova de Lavos nos finais do século XIX

Na margem sul do Mondego predominavam os extensos campos dunares que se estendiam desde a embocadura do rio, seguindo para sul pelo litoral (…)
As pequenas povoações piscatórias eram caracterizadas por construções primitivas de madeira, erguidas por estacaria e denominadas de palheiros. A pesca foi a actividade principal destas populações.

A necessidade de não se distanciarem do mar obrigava-as a construções adaptadas às condições de instabilidade do terreno para vencerem a dinâmica litoral inerente à acção dos ventos e do mar.
A povoação Cova de Lavos foi um exemplo típico desse tipo de aglomerado de palheiros.
 Hoje apenas denominada de Cova, a povoação lembrava uma aldeia lacustre construída sobre uma depressão dunar, em frente ao mar.
Os palheiros da Cova, disseminados por vezes em arruamentos, foram sempre de forma rectangular e chegaram a totalizar as cinco centenas de habitações.

Para reflectirmos um pouco como Covagalenses e darmos  algum exercício à nossa imaginação, tendo como ponto de referência a capela da Gala, aonde iriamos localizar nesta imagem dos finais do século XIX, a actual Avenida Remígio Falcão Barreto?
Sabendo de antecedência que ela fica num espaço paralelo a sul da mesma, estendendo-se quase 1km, em linha recta até ao largo dos Pescadores na Cova.

Na foto: Palheiros da Cova. Em plano intermédio a capela da Gala.

Fonte: "Transição entre os séculos XIX e XX na Figueira da Foz.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Cova Gala - Brumas da memória...

Casario rudimentar de madeira virado para o mar...
Gente guerreira que chegou e morreu no combate pela vida.
Tantas lutas,tanto sofrimento de um passado ainda recente.
Luto negro descalço, na areia branca da praia.
Lágrimas de sal, que o mar roubou...
Brumas da memória, de quem um dia nasci.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Figueira da Foz - Postal perdido no tempo de 1906



Chegou só hoje, e traz, o que foi um tempo, não nosso, mas de um lugar que ainda é.
Traz notícias antigas, mostra navios com mastros, e botes nas àguas límpidas e serenas do nosso rio. 

Içamos as velas da vida, sentimos que algo nos arrasta, e partimos com ele, o postal perdido no tempo... 
Estamos novamente em casa de familiares, de pais, avós, bisavós, que passaram antes de nós por aqui, neste mesmo lugar, em 1906, nas margens da foz do nosso mondego.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Praia da Leirosa - Pesca da Arte

Pesca da arte na Praia da Leirosa, há uns bons anos atrás, com dois barcos muito activos nesse dia quente de verão.
Na praia estava o Conquistador,  no mar o Novo Atlântico que tinha já partido, a largar o cabo, depois as redes, o saco, fazer o cerco e voltar para terra...

domingo, 3 de maio de 2020

Cova Gala - Memórias do nosso passado...Anos 70.

Posto da Guarda-fiscal, que existia no lado Poente/Sul do actual Largo Engenheiro Aguiar de Carvalho junto à praia da Cova.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Painel de Azulejos - Desembarque das Tropas Inglesas na Praia do Cabedelo - Agosto de 1808

Este painel de azulejos, representa um dos mais importantes e decisivos acontecimentos da história portuguesa. Em agosto de 1808, desembarcaram na praia do Cabedelo (antiga praia de Lavos) as forças anglo-lusas para combater as invasões francesas em Portugal. 
As populacões da Cova de Lavos, tiveram um papel muito importante neste desembarque, com a ajuda dos seus barcos de pesca, em que faziam o vaivém, no transporte das tropas entre as naus, que se encontravam ao largo e a praia do Cabedelo.
Poderá ver este painel de azulejos de rara beleza, em frente da junta de freguesia de Lavos.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Pierre Bachelet - Elle Est D'Ailleurs... ( Ela é de outro lugar...)

Homenagem, à minha jovem e bela professora natural do Porto, que em 1974 me deu aulas de 
Português, no 5°Ano Antigo da Escola Industrial e Comercial da Figueira da Foz.
Fez parte de alguns sonhos, nunca revelados da minha adolescência...

sábado, 25 de abril de 2020

O Meu 25 de Abril de 1974...


Ainda me lembro, o velho rádio que estava constantemente ligado. Na cozinha logo de manhã o meu pai colava-se a ele e dizia:
- Vamos lá ver se isto não dá para o torto, é preciso ter cuidado com esses filhos da mãe da pide, que estão em todo o lado, nem no vizinho nos podemos confiar.
Ouviam-se marchas militares dos MFA, interrompidas de vez em quando para actualização das notícias.
Recomendava-se à população que se mantivesse calma e ficasse em casa, até que a situação ficasse mais definida.
 

O "Alcanena" o leiteiro da terra como era conhecido, tinha chegado um pouco mais cedo.
Estava mais excitado do que o costume, reclamava justiça e que matassem esses ladrões que nos roubaram tudo...a fábrica da resina (entenda-se a terpex) era um dos seus temas preferidos, foi sempre contra a sua instalação, por detrás da sua casa e com razão reclamava e não era o único. 


Eram quase oito e meia da manhã tinha que apanhar a "Farreca", que partia da Cova, ali mesmo em frente á loja do Francisco.
Junto á porta da taberna na Cova, já se comentava, que o Marcelo Caetano, se tinha rendido icondicionalmente. 

A "Farreca" partiu com algum atrazo, pois o motorista, também estava na taberna a comemorar o acontecimento...
Finalmente partimos, mais tarde, ao atravessar a ponte dos arcos, olhava o rio, que vazava e rumava ao mar, parecendo também, respirar liberdade...

Na Figueira, tive oportunidade de confirmar e presenciar a alegria das pessoas, que se juntavam em vários grupos.
A noticia já estava estampada, na primeira página do jornal "O Primeiro de Janeiro", que estava exposto entre outros no quiosque na Praça Nova, vários curiosos tentavam ler as primeiras páginas dos jornais, e emitiam opiniões nem sempre concordantes.
Cheirava a algo diferente naquele dia, havia grande alvoroço na cidade, as pessoas falavam mais e com mais alegria, preferentemente acerca de temas antes proibidos.
Segui o meu caminho, passando em frente ao café "O Caçador", em direcção á escola Industrial e Comercial onde frequentava o quinto ano.
Na parte da frente da escola todos falavam, todos já sabiam um pouco o que tinha acontecido, a minha turma também participava da euforia que se vivia, o Gil de Buarcos veio ter comigo e disse-me:
- É João não há aulas de desenho de construções, o Charrua, (que era o professor) disse que não tinha condições para dar aulas derivado aos acontecimentos.
A malta da turma decidiu ir ter com o Charrua, e falar sobre o que estava acontecer, todos sabiamos que ele gostava de falar de política, mas desta vez fechou-se em copas, e disse simplesmente:
- A Situação ainda não está esclarecida rapazes, há que aguardar pela evolução das coisas.
Vagueamos todo o dia pela cidade, passando pelo mercado, até chegarmos ao "curral"(termo que utilizávamos para falar do picadeiro e mais propriamento do café Nicola, onde nos costumávamos encontrar).
Toda a gente, em qualquer lugar da cidade falavam do mesmo, era a "Revolução dos Cravos ", o 25 de Abril tinha chegado, depois de uma ditadura tão longa e nefasta para o País, em quase todos os aspectos.
- Viva a Revolução gritáva-se lá fora...
- Viva gritávamos nós.
No ano seguinte de escolaridade 74/75, foi introduzido pela primeira vez uma disciplina no curso que se intitulava, "Introdução à Política".
Respiravam-se outros ares de liberdade...

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Finalmente - O Campo do Cabedelo Vai Ter Relvado Sintético

Finalmente! Até que enfim! O "Campo do Cabedelo", que desde 5 de Outubro de 1977 é a “casa” do Grupo Desportivo Cova-Gala, vai ter relvado sintético.
O piso do clube do município da Figueira da Foz é um dos poucos campos “pelados” (terra batida) que ainda existem no distrito de Coimbra, mas vai, em breve, passar a ter novo piso.
O projeto final para colocação do relvado sintético já foi entregue à autarquia da Figueira da Foz e, após o concurso público, devem arrancar as obras.
“Neste momento o projeto para o relvado sintético já foi entregue e aceite à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Acredito que o primeiro passo para o novo piso está dado”, assumiu ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da direção do Cova-Gala, André Mora.
Via Diário das Beiras

sábado, 18 de abril de 2020

Pandemia já afeta saúde mental de mais de 80% dos portugueses

A coordenadora regional de saúde mental do Alentejo e assessora para a saúde mental da DGS Ana Matos Pires, realça importância de manter as rotinas e evitar o isolamento social.

A saúde mental dos portugueses vai sair com graves mazelas provocadas pela pandemia do novo coronavírus e devido ao isolamento que lhes tem sido imposto pelo estado de emergência. 

Numa situação "tão inesperada, tão estranha" como esta, que afeta "todas as áreas" da vida das pessoas, "é um grande potenciador da perturbação do funcionamento mental". Num país que já tem um particular problema com doenças mentais e excesso de toma de ansiolíticos, como Portugal, o caso ainda mais grave se torna. 

 "Vamos seguramente sair muito pior do que estávamos. Se já partíamos de um patamar menos bom, há preocupações acrescidas. Temos de pensar no momento imediato, nas reações agudas a uma mudança absoluta da nossa vida. 

Depois, daqui a uns meses, as consequências do que prevejo ser um panorama social muito negro. Estou preocupada e acho que vamos sair muito mal desta situação, por isso mesmo a resposta da saúde mental no Sistema Nacional de Saúde já se está a fazer e tem de fazer-se de forma muito objetiva e assertiva", refere.

Ana Matos Pires alerta que "isolamento físico não é sinónimo de isolamento social", pelo que as pessoas devem "usar todos os meios possíveis" para se manterem em contacto. As consequências psiquiátricas do isolamento já começam a fazer-se sentir: "Não temos números, mas sobretudo o que na gíria conhecemos como perturbações psiquiátricas mais comuns, nomeadamente ansiedade e reações depressivas, começam a surgir de forma expectável." 

Fonte: Rádio Renascença

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Para a história da Cova Gala - Construção da Ponte dos Arcos

Para a história da Cova Gala.
Construção da Ponte dos Arcos, sobre o braço sul do rio mondego, em 1940.
As obras seriam concluídas dois anos mais tarde, o que facilitaria enormemente a travessia do rio, para as populações da margem sul, e por consequência a ligação ao norte do País.

Eram de início feitas por embarcaçóes de pescadores a ligação entre as duas margens, depois mais tarde por barcos de passageiros, como o "Gala", e o "Luiz Elvira".
As partidas eram feitas da borda do rio na Gala, na saudosa doca que existia, aí estava o trapiche, onde o barco atracava e depois navegava rumo à Figueira da Foz, e atracava novamente no cais que havia em frente à Praça Velha.
Notava-se muitas vezes um grande aglomerado de gente, no trapiche da Gala, não só de habitantes da Cova Gala, mas também de pessoas de outras povoações mais a sul, e que que faziam uso deste tipo de transporte fluvial.
Aguardavam a chegada do barco, numa pequena casa junto ao trapiche, que fazia parte das instalações do mesmo e resguardava os utentes, em dias de mau tempo...

O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...