segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Pensamentos finais de uma tarde junto ao mar, na terra onde nasci.


Contrastes de um dia amortecido pelo outono, e o fulgor do verão dos meses de julho e agosto.
Em frente de mim, o barulho, a atrapalhação das ondas do mar, do vento e da chuva que teima em ficar...
Dezembro de tantos anos, que envelheceram alguma existência deste lugar...

Persisto em continuar olhando a sul, a velha nova "cidade da estaca" que dantes me punha a imaginar...
Passeio nas ruas e caminhos da agora "vila".
Anteontem,ainda corria pela aldeia que me fazia sonhar.
Amanhã passarei junto ao rio uma última vez, para novamente a poder recordar...

(João Catavento)

domingo, 14 de outubro de 2018

Imagens Tristes - Furacão Leslie causa enormes estragos na Cova Gala.

Furacão Leslie causa muitos estragos na nossa terra.
Algo nunca antes visto por aqui e arredores.
No Concelho da Figueira da Foz as rajadas chegaram a atingir 176 km por hora.
A passagem do furacão Leslie pela zona da Figueira da Foz provocou também grandes estragos na cidade, nomeadamente a queda de árvores e estruturas, além da invasão das avenidas junto ao mar por areia.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Ponte, o rio e a vida...

Debaixo da nova ponte dos arcos, com vista privilegiada, para a ilha da morraceira.
Uma escapada atrevida de uma hora, para recordar meio século de emoções perdidas...
De uma outra e outrora bela ponte, que já foi "residente" no mesmo espaço, e que fez parte da história da antiga aldeia.
Sentado, junto às águas do rio, que deslizavam suavemente, e refectiam a minha imagem em silêncio no leito do rio, experimentei sensações antigas "tatuadas" em mim.
Continuo fascinado pela magnificência do lugar que sempre conheci, e pelo qual desde menino, me enamorei.
Perplexo, pensava para mim, que somos como a ponte que fica,vai ficando, no rio que passa, e uma vida de muitos caminhos percorridos e a percorrer...
A lutar, sem nunca desistir e tentar sempre vencer.
Fiquei a pensar na minha vida...
Nesta vida, uma dádiva, um presente, que todos devem "degustar' e preservar, felizes, oxalá por muitos anos...

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

domingo, 19 de agosto de 2018

Praia da Cova Gala - Praia na baixa-mar

Praia da Cova Gala - Praia na baixa-mar
A perder de vista, no que os olhos alcançam, e contagiam o pensamento,
O tacto dos pés molhados na areia de água fria, que te deslumbram, ao passar pelo lugar, onde queres estar...
"A maré escarnou", como diziam antigamente os pescadores da aldeia.

domingo, 17 de junho de 2018

Vêm aí as Festas de São João



Vêm aí as Festas de São João!
A cidade está em festa,a alegria está de volta!
O povo sai à rua e respira o verão que já começou.
As velhas da Praça Velha,comentam e falam de outros tempos...
Os jovens passam animados e apressados para o picadeiro.
Jubilação contagiante que se espalha por todo o lado...
O  mondego em águas calmas, olha os últimos raios de sol que se escondem do anoitecer.
Há festa na Figueira,há festa de São João!
O povo,não esquece sai à rua e dá vivas à sua alegria...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Mundial de Futebol **Rússia 2018** PORTUGAL - Espanha - Hoje às 19 horas na RTP1

A Seleção Nacional irá iniciar, esta sexta-feira, às 19 horas, a campanha no Mundial e na estreia irá enfrentar a Espanha.
O selecionador Fernando Santos deverá apostar na seguinte equipa:

Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Bernardo Silva, William Carvalho, João Moutinho e João Mário; Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.

Juntos Venceremos!

Actualização: Portugal 3 Espanha 3

domingo, 27 de maio de 2018

Programa das Festas em honra de São Pedro



Programa das Festas em honra de São Pedro 2018 -  Padroeiro da Cova Gala.

A Festa de São Pedro, em Honra do Padroeiro da Freguesia, é aquela que mais importância tem na vida da maioria dos Cova Galenses e um lugar de destaque no panorama festivo da Cidade da Figueira da Foz. 
A sua grandiosidade expressa no seu arraial, com os excelentes espectáculos musicais e outras actividades culturais são vectores de uma animação constante e responsáveis por grandes manifestações de alegria e convívio.
A sua natureza social faz estabelecer novas relações com aqueles que nesta altura do ano nos visitam, fortalecendo e partilhando ideias com familiares ou convidados, que nestes dias acolhemos na intimidade do nosso lar. Serve também como ponto de encontro dos amigos que já não víamos à imenso tempo e é responsável pelo regresso à sua terra natal de muitos dos nossos emigrantes.
A festa de São Pedro transmite-nos uma energia positiva, é promotora das nossas tradições e costumes, desenvolvendo os valores da simplicidade da amizade e da hospitalidade, características do povo da Cova Gala.
Fazendo jus à sua tradição secular, o ponto alto da festa continua a ser a famosa procissão de São Pedro, na tarde de Domingo, numa verdadeira exteriorização de fé dos pescadores, marcada pelo simbolismo do desfile das miniaturas de embarcações, que traduz as origens culturais deste povo, que desde de sempre esteve ligado ao mar. O seu percurso de cerca de três quilómetros por ruas engalanadas e apinhadas de gente, tem uma paragem no Largo da praia da Cova para bênção do mar e realização do célebre Sermão ao seu Padroeiro.
A procissão encerra com a cerimónia da entrega da Bandeira, forma peculiar de assumir publicamente a responsabilidade de organizar a festa no ano seguinte, é sempre um espectáculo pleno de emoção e autenticidade. 


Texto: Junta de Freguesia  de São Pedrro Cova Gala

domingo, 13 de maio de 2018

A Mensagem de Fátima...



 A Mensagem de Fátima...

Acreditar ou não, qual é a mensagem de Fátima?
Ela é igual a muitas outras, por esse mundo fora, ao longo de muitos anos...
Será que todos nós compreendemos o seu verdadeiro significado.


Fátima existe em nome do amor...
Fátima,é Mãe de todos nós sem exepeção, uma revelação de que todos somos irmãos.
Todos diferentes, todos iguais perante ela.
Transmitida a três crianças, para que jamais nos possamos esquecer...


Quase todos nós, temos ou tivemos uma Fátima em casa...
Às vezes está ou esteve tão próxima, vive ou viveu mesmo conosco.
A nós de a sabermos sempre encontrar.
..

(João Catavento)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O Meu 25 de Abril de 1974...

Ainda me lembro, o velho rádio que estava constantemente ligado. Na cozinha logo de manhã o meu pai colava-se a ele e dizia:
-Vamos lá ver se isto não dá para o torto, é preciso ter cuidado com esses filhos da mãe da pide, que estão em todo o lado, nem no vizinho nos podemos confiar.
Ouviam-se marchas militares dos MFA, interrompidas de vez em quando para actualização das noticias.
Recomendava-se à população que se mantivesse calma e ficasse em casa...até que a situação ficasse mais definida.
O "Alcanena" o leiteiro da terra como era conhecido, tinha chegado um pouco mais cedo.
Estava mais excitado do que o costume, reclamava justiça e que matassem esses ladrões que nos roubaram tudo...a fábrica da resina (entenda-se a terpex) era um dos seus temas preferidos, foi sempre contra a sua instalação, por detrás da sua casa,e com razão reclamava e não era o único.
Eram quase oito e meia da manhã tinha que apanhar a "Farreca", que partia da Cova, ali mesmo em frente á loja do Francisco.
Junto á porta da taberna na Cova, já se comentava, que o Marcelo Caetano, se tinha rendido icondicionalmente.
A "Farreca" partiu com algum atrazo, pois o motorista, também estava na taberna a comemorar o acontecimento...
Finalmente partimos, mais tarde, ao atravessar a ponte dos arcos, olhava o rio, que vazava e rumava ao mar, parecendo também, respirar liberdade...
Na Figueira, tive oportunidade de confirmar e presenciar a alegria das pessoas, que se juntavam em vários grupos.
A noticia já estava estampada, na primeira página do jornal "O Primeiro de Janeiro", que estava exposto entre outros no quiosque na Praça Nova, vários curiosos tentavam ler as primeiras páginas dos jornais, e emitiam opiniões nem sempre concordantes.
Cheirava a algo diferente naquele dia, havia grande alvoroço na cidade, as pessoas falavam mais e com mais alegria, preferentemente acerca de temas antes proibidos.
Segui o meu caminho, passando em frente ao café "O Caçador", em direcção á escola Industrial e Comercial onde frequentava o quinto ano.
Na parte da frente da escola todos falavam,todos já sabiam um pouco o que tinha acontecido, a minha turma também participava da euforia que se vivia, o Gil de Buarcos veio ter comigo e disse-me:
- É João não há aulas de desenho, o Charrua, (que era o professor) disse que não tinha condições para dar aulas derivado aos acontecimentos.
A malta da turma decidiu ir ter com o Charrua, e falar sobre o que estava acontecer, todos sabiamos que ele gostava de falar de política, mas desta vez fechou-se em copas, e disse simplesmente:
- A Situação ainda não está esclarecida rapazes, há que aguardar pela evolução das coisas.
Vagueamos todo o dia pela cidade, passando pelo mercado, até chegarmos ao "curral"(termo que utilizávamos para falar do picadeiro e mais propriamento do café Nicola, onde nos costumávamos encontrar).
Toda a gente, em qualquer lugar da cidade falavam do mesmo, era a "Revolução dos Cravos ", o 25 de Abril tinha chegado, depois de uma ditadura tão longa e nefasta para o País, em quase todos os aspectos.
- Viva a Revolução gritáva-se lá fora...
- Viva gritávamos nós.
No ano seguinte de escolaridade 74/75,foi introduzido pela primeira vez uma disciplina no curso que se intitulava, "Introdução à Política".
Respiravam-se outros ares de liberdade...Portugal encetava uma nova era de esperança...passados 35 anos, os ideais de Abril onde estão? Até aonde chegaram?
Ficou quiça um pouco de esperança, amarrada ao cais de partida e a mesma luta por um ideal, talvez uma quimera...


(João Catavento)

domingo, 8 de abril de 2018

Clube Mocidade Covense 79 Anos de História...

O Clube Mocidade Covense, fundado em 9 de Abril de 1939, faz exactamente 79 anos na próxima segunda-feira.
Muito se poderiam orgulhar os seus fundadores, se ainda hoje fossem vivos.
Um grande percurso já foi realizado durante todos estes anos, que correram a uma velocidade estonteante.
Um bem haja, a todas as direções que por lá passaram e deram o seu grande contributo, o seu melhor durante todos estes anos para o engrandecimento desta colectividade, uma das mais antigas da nossa terra, todos terão o sentimento do dever cumprido, nem sempre foi fácil em determinados momentos desta já longa vida...
Recordo-me especialmente nos meses de inverno de 1976/77, nos anos logo a seguir ao 25 de abril, em que o único café que havia na Cova encerrou por algum tempo.
Foi o C.M.C.que com a ajuda de alguns sócios mantinha aberto o bar do Clube todos os dias, no horário da tarde, evitando que a aldeia se tornasse num "deserto"...continuando assim a população a ter algum convívio, desfrutando-se da velha televisão a preto e branco, a velha suecada do jogo de cartas, o jogo de damas e o dominó.
Poderiamos,também realçar os bailes e matinées que se organizavam noutros tempos, com os respectivos conjuntos musicais, que tantas estórias de amor fizeram nascer, assim como os filmes que se projectavam, alguns de muito boa qualidade.
Muito mais se poderia contar, haveria tanto para recordar...
Todos nós nos sentimos orgulhosos por isso.
No entanto hoje o que conta é o presente, tudo está diferente para melhor e ainda bem, os tempos são outros.
As instalações foram melhoradas em vários aspectos, existem várias actividades, existe sangue novo que mantém bem viva a chama do Clube Mocidade Covense, o que é também de louvar e incentivar para continuar e se possível sempre melhorar.
Antecipo-me nos meus parabéns, derivado a ausência forçada, um bem hajam, até um dia...
Desejo Um Feliz Aniversário para esta Grande Colectividade da nossa linda Terra, o Clube Mocidade Covense.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Terras do Mar - Cova Gala (I) * Painel de Azulejos

Painel de azulejos, deixando ver o esplendor da antiga marina da Gala, os botes no rio, onde marcava ainda presença a velhinha Ponte dos Arcos...
Mais ao longe a Ponte Edgar Cardoso.
Pode observar e apreciar este lindo painel, numa casa situada na rua dos quatro caminhos na Gala.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma Páscoa Feliz Para Todos Vós...

A Páscoa, recorda sobretudo aquele que apregoou o amor e a paz, entre os homens do seu tempo, e acabou crucificado numa cruz.
Uma Feliz Páscoa para todos os crentes, sejam eles ou não cristãos.
Ter fé, acreditar em algo positivo, seja o que for, com ou sem religião, é o melhor estímulo para uma vida melhor, desfrutar dela e de tudo bom que ela nos possa oferecer...

quinta-feira, 22 de março de 2018

Uma Estória Antiga...Praia da Cova

Naquele dia de outono, o vento soprava mais forte.
A chuva de início caía timidamente.
No entanto as nuvens negras, incitavam e ameaçavam...
O mar vomitava e rugia o seu furor, com espuma de cor amarela.
As dunas contemplavam indefesas...
Mais atrás o pinhal curvava-se, perante tal situação, em cima da barreira natural das dunas, que chegava a atingir cinco metros de altura.
O menino olhava a praia e o imenso oceano sem fim...
O vento desafiava-o, com chapadas de areia que os canaviais não conseguiam conter.
Sentia algum frio, mas o velho sobretudo que tinha vestido do irmão mais velho, vinha mesmo a calhar.
Quase lhe chegava aos pés, já se sentia um homenzinho, com os seus quase oito anos.
Na cabeça usava um barrete verde e branco, enfiado até ás orelhas.
A bolinha amarela do barrete, parecia girar ao sabor do vento, e o menino só olhava o mar.
Imaginava ao longe um bacalhoeiro na terra nova, onde se encontrava o pai e o "mano".
Tinha muitas saudades do irmão, foi a primeira vez que se separaram por tanto tempo.
As brincadeiras que faziam juntos e as birras que tinham, de tudo isso sentia falta.
Agora em casa,só estava a mãe e o "piloto", o cão preto de estatura média e focinho branco.
O "piloto"era muito amigo da família, sempre atento, ao mais pequeno ruído.
As suas grandes orelhas, punham-no logo em posição de combate, sempre que ouvia algum barulho lá fora...
De vez em quando, era um pandemónio lá no pátio da casa, numa guerra sem tréguas com a "céguêta" e o "gordinho", os gatos que tinhamos.
O "gordinho", é que provocava toda esta situação, como o nome indicava, era uma bola de gordura.
Então sorrateiramente punham-se a roubar o manjar do "piloto".
Era pernas para que te quero, os felinos a subirem a vedação em madeira do pátio, e daí treparem para o telhado da casa.
O cão continuava durante mais algum tempo a ladrar...depois repreendido pelo excesso de barulho que fazia, retornava à casota, e adormecia com o focinho por cima do velho osso seco, de algumas semanas...
Vivíamos perto da praia, numa casa de madeira.
Adorava o "sobrado" onde dormia, da minha janela pequena conseguia ver o mar e as gaivotas que faziam desenhos no céu.
O vento, e o bater das ondas, eram os meus companheiros preferidos, enquanto dormia.
Algumas redes, que o meu pai tinha pendurado, por vezes bailavam com o vento, e as telhas assobiavam por cima dos barrotes.
A velha lanterna a petróleo, apagava-se constantemente.
Em baixo, a cozinha era a maior divisão da casa.
Fascinava-me o borralho grande, onde todos se aqueciam, enquanto se preparava o jantar, quase sempre peixe.
A grande travessa em barro, em que todos comiamos e os serões que se faziam depois, junto ao calor do borralho.
As conversas dos meus pais, que nem sempre compreendia.
O acordar no dia seguinte, em que a chuva não parava de cair, a areia molhada, e as poças de água, que ficavam nos poucos caminhos da aldeia.
Estávamos no final dos anos cinquenta, eram tempos difíceis.
Na Cova, como noutras pequenas povoações junto á beira-mar, e que viviam sobretudo de actividades piscatórias, a coragem era do tamanho do mundo, para se poder sobreviver...
No entanto já se notavam algumas melhorias, em relação à dez anos atrás, quando terminou a segunda guerra mundial.
As pessoas falavam, que um dia a camionete da "leiriense" iria passar pela cova.- Era só fazer a estrada da gala até à cova, e já estava, dizia o meu avô .
Enquanto, acendia mais um cigarro.
Eram este e outros pensamentos, que o menino João passeava no seu imaginário, naquele momento...
Era tão bom andar de camioneta, já tinha ido duas vezes à Figueira com a mãe.
Entretanto a chuva tinha parado.
Caminhou até à praia, que ficava a uns vinte metros.
Quando chegou, olhou em redor, não havia ninguém.
Descalçou os velhos tamancos pretos e as meias "algarvias" e desceu a barreira.
O contacto dos pés com a areia fria e molhada, não era muito aconselhavel, mas a sensação de fazer algo proíbido, despertava o apetite.
O "mano" tinha feito isso com ele, o ano passado quando fez quinze anos.
Hoje era o dia do seu aniversário, mas ele estava longe...
Tinha-lhe deixado o velho pião...como lembrança, que guardadva sempre no bolso.
Depois de uma caminhada de cerca de duzentos metros para sul...não resistiu, tirou o sobretudo, e mergulhou nas águas salgadas e frias do mar...
E depois olhando o horizonte, gritou bem alto: - Feliz aniversário meu querido irmão...

(João Catavento)

(em "memórias da minha infância")


O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...