segunda-feira, 20 de junho de 2022

Figueira da Foz - Vêm aí as Festas de São João! (Ano 1957)


A cidade está em festa, a alegria está de volta!

O povo sai à rua e respira o verão que já começou.
As velhas da "Praça Velha", comentam e falam de outros tempos...
Os jovens passam animados e apressados para o picadeiro, antes de rumarem à praia.
Jubilação contagiante que se espalha por todo o lado.
O mondego em águas calmas, olha os últimos raios de sol que se escondem do anoitecer.
Há festa na Figueira, há festa de São João!
O povo, não esquece sai à rua e dá vivas à sua alegria...

sábado, 18 de junho de 2022

O que vou fazer amanhã ao acordar...simplesmente lembrar-me de ti...


 Tinham-me dito,que a tua beleza não "chegava" para me atrair e te abraçar...

Também me disseram que os teus olhos não brilharam quando te falaram em mim.
Estavas sempre triste e ausente, folheando um livro velho adormecido...
Mesmo o mar ali tão perto,ignoravas.
Querias que voltasse só por amor e te procurasses mais uma vez.
Os nossos verões quentes de outrora,uma paixão louca na areia da praia do Catavento na Cova.
Beijos intensos, que procuravam sempre chegar  mais longe...
Corpos feitos num e num mundo onde não estava ninguém...além de nós!
Nós egoístas para com o mundo e perdidos nele.
O final da tardinha era cedo para nos separarmos.
Ficávamos sempre deitados junto às dunas,afastados de tudo e de todos.
A tua voz o teu sorriso e o teu corpo enlouquecia-me irresistivelmente.
Amei-te num final de verão, na claridade frouxa que precedia o nosso anoitecer...
Era o fim de estação, de praias quase vazias e de um adeus sem fim...
Amanhã ao acordar...mais uma vez vou-me lembrar de ti.
Depois,depois vou pensar que vou tornar, simplesmente para te amar outra vez.

(João Fidalgo Pimentel)

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Praia da Cova - Quando o sol se põe a navegar neste mar..


O teu mundo é a tua mente, e na tua mente só tu é que podes mandar.

Portanto, mesmo entre quatro paredes, poderás sentir-te liberto e feliz.

A liberdade é um dom interior que te pertence.
Usa-o sempre, todos os dias, até ao fim...
Boas férias para todos os seres, deste e do outro mundo invisível,
Até já.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Peixeiras da Cova Gala, na venda do peixe pelas ruas da Figueira, no século passado.


Peixeiras da Cova Gala, na venda do peixe pelas ruas da Figueira, no século passado. De chinelas, ou de pés nus, cesta ou gamela na cabeça, e o sorriso profundo no olhar.

Caras conhecidas, como tantas outras, que ajudaram a fazer, a história linda da nossa terra.

sábado, 4 de junho de 2022

Se sentes, que ainda fazes parte deste lugar, e que o guardarás para sempre...


 Se sentes, que ainda fazes parte deste lugar, e que o guardarás para sempre...

Responde è pergunta, sem voltar a olhar para a foto!

Quantos arcos tem a ponte?

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Cores Da Terra e do Mar - Praia da Leirosa.


 


Admirável travalho de conjugaçao de cores e sensibilidades profundas. Representativas de coisas, lugares, das gentes do mar...
Pinturas a óleo sobre tela de Manuel Cintrão.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

A "Recoleta"

Havia muitas estrelas no céu, naquela noite quente de verão.
Algumas nuvens, mais pareciam uma tela pintada de fresco, com cores de fogo,parecendo querer anunciar o acordar do sol...
A aragem fresca junto ao rio, mal se sentia.
O cheiro a tinta do bote que tinha sido pintado à tardinha, ainda pairava no ar.
O rio espalhava o seu resplandecente no leito, que lhe prestava vassalagem.
Algumas vozes ecoavam vindas da estrada principal.
Provavelmente alguém que vinha do único café que existia na povoação.
Os poucos automóveis, que por ali passavam àquela hora tardia, emitiam o som típico quando se circulava na estrada dos "paralelos" como se dizia.
No extenso lamaçal, aonde algumas embarcações aguardavam a chegada dos pescadores, o contraste de cores era notório, com as águas tranquilas do mondego.
Um batel passou carregado de sal, vindo de uma das salinas do sul.
A agilidade dos dois homens, que se movimentavam em sentidos opostos com grandes varas em cima do batel, mais parecia um bailado de amor...
Quando se cruzavam a meio caminho,viam-se as suas silhuetas dentro do sol...que tinha decidido nascer outra vez.
Era um espectáculo fantástico, ao vivo recheado de todos os ingredientes necessários para desfrutar desse momento único.
Ao longe por debaixo da ponte dos arcos,o batel desaparecia, como aparecera
Na outra margem a "coroa da burra", começava a esperguiçar-se, e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.
Era a mãe de muita gente, já à alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.
Nessa madrugada dos anos sessenta, famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.
Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos,e às vezes de mãos nuas à procura do pão espalhado na ilhota,que a baixa-mar proporcionava...
Os de mais tenra idade,com os seus seis,talvez sete anitos, apanhavam os burriés entre o limo.
Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.
À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.
Foi ao armazém do Pinto, e fez rápidamente o negócio da venda como era habitual.
O suor, corria e molhava-he a testa,que era por momentos travado nas sobrecelhas, entrando nos olhos verdes-azuis cor de mar.
A camisa entreaberta mostrava rios de transpiração...
Já estava a entardecer, ele exausto,só pensava na Rosa, a sua apaixonada.
Era o seu primeiro amor, desde os tempos da escola primária, onde deram o seu primeiro beijo.
Ela morava na cova, ele era da gala, era um amor proíbido derivado,a uma guerra entre famílias.
Já se tinham encontrado e dançaram juntos na matiné da gala.A notícia já andava de boca em boca,que eles namoravam.
O ti Zé, homem rude, com muitas viagens do "bacalhau" já tinha avisado a filha,que não a queria ver com esse rapaz,- "ai dele se tocasse na minha filha "- dizia a quem o quizesse ouvir, enquanto bebia um "pirata" na taberna junto à estrada...
O Manel sabia de tudo isso, mas a Rosa não lhe saía da cabeça.
Ela era a moça mais linda da terra, olhos de mel castanhos, lábios como as pétulas de uma flor semi-aberta.
E o seu sorriso...como quem já não quer, mas sempre espera, era misterioso, algo inocente. faces rosadas, cabelo de trigo solto, liso, por vezes agarrado atrás com um travessão.
Então o seu andar de menina mulher, com aquele corpo tão atraente...deixavam-no louco.
Quando ela vinha à gala com a mãe ajudar o pai na borda do rio, o Manel com um sorriso tímido, disfarçado e olhar profundo, mostrava-lhe o quanto a amava...
Ela retorquia da mesma forma.
Era um momento mágico de segundos, em que o tempo parecia ter parado para ambos...até que uma varina passou, e o encanto quebrou.
A "recoleta" do pai da Rosa ficava mesmo ao lado da sua.
Às vezes passava horas sentado junto à porta, com a chave na mão ,na esperança de ver a sua amada.
Era com ela que um dia queria casar...
Com o olhar fixado nos degraus, conseguia ver um filme, onde ela era a principal protagonista.
Eram cenas de uma paixão ardente, sem regras de dois corpos desejosos de amor...fantasias de um amor proíbido de dois jovens adolescentes.
Os seus pensamentos foram roubados por vários foguetes, que anunciavam a festa em honra de S.Pedro, que se realizava nesse fim de semana.
Entrava novamente na "recoleta" do pai, que já fora do avô em tempos mais distantes...
Havia muitas redes penduradas de vários aparelhos, para a pesca da lampreia, sável, assim como algumas peneiras, quando era a época da pesca do meixão.
Algumas varas, estavam penduradas no tecto já há muito tempo.
A um canto alguns remos, com as "forquetas" amarradas, velhos paneiros do bote e da bateira, que o pai possuía.
Ao fundo, com um pouco mais de um metro de altura, uma cama improvisada, com um velho colchão de palha, onde ás vezes o pai descansava os ossos.
Ao lado da cama, por cima de uma caixa do peixe, a pequena máquina de petróleo para fazer o café de cevada.
Ao lado uma grande cafeteira, que poucas vezes era lavada
Era preciso dar á bombinha, mas nem sempre acendia, o bico por vezes entupia e o velho fartava-se de resmungar... -"que raio de máquina é esta, que tua mãe comprou rapaz ?"
Penduradas também quatro lanternas, mas só duas é que funcionavam, mas o Ti João não se queria desfazer delas, já eram do tempo do seu pai.
Uma velha âncora, por cima das redes, que estavam no chão parecia guardar, todo esse encanto...
De vez em quando ouviam-se novamente os foguetes.
Os enfeites da capela já estavam terminados, cá fora os arcos alinhados uns atrás dos outros no extenso areal branco, que havia em frente da capela.
Ramadas de diferentes árvores serviam de decoração para os mesmos, além de outros objectos relacionados com a vida do mar, do povo da Cova Gala.
Relíquias, como cabaças, rodas de cortiça, esferas de vidro vestidas de rede, boias de salvação de diferentes cores.
A magia da noite, dava uma dimensão superior, quando se acendia a iluminação. A barraca das farturas já estava em funcionamento, assim como a das bebidas e outras menos relevantes de última hora.
Nos dias de festa, além da procissão no domingo à tarde, o fogo de artíficio, era um dos momentos cruciais para todos, sobretudo para juventude da terra.
Nessa noite apagavam-se todas luzes...para se poder desfrutar do "fogo preso."
As pessoas movimentavam-se pelo pinhal, situado no lado esquerdo perto da capela, à procura de um sítio, para melhor presenciar o espectáculo.
Os jovens com a sua irreverência, em grupos, atiravam gritos de insaciedade.
Tinham mais liberdade, naquela noite especial...
Os altifalantes posicionados em pontos estratégicos, espalhavam música para todos os gostos.Muitos dançavam, bebiam de alegria ,outros limitavam-se a olhar ou censurar, foi sempre assim na Cova Gala.
Foi sempre uma festa desejada por todos onde muitos ficavam quase até ao amanhecer...
Ao longe entre a multidão, o Manel espreitava, procurando a sua paixão.
Ela, como um farol, com os seus olhos brilhantes, procurava o seu navio, no imenso mar da noite.
Estava com mais duas amigas, e o primo mais novo, que tinha a tarefa de a guardar...a mãe tinha-lhe dito que ficasse sempre junto ao carlitos.
Já estava impaciente, o nariz perfeito que tinha, torcia-se de nervosismo.
Por momentos olhava a capela toda iluminada, e via o São Pedrinho lá em cima à janela, e perguntava-lhe em pensamentos, aonde estava o Manel.
Súbitamente viu o que procurava, seus olhares encontraram-se...e ele deixou o seu no dela, e depois inexplicavelmente desapareceu.
Passados alguns momentos, sentiu uma mão acariciar a sua e o odor inconfundivel do seu corpo.
Seguiu-o sem se despedir de ninguém.
Depois já de mão dada, abraçaram-se e beijaram-se profundamente...a meio caminho do destino.
Depressa chegaram à margem do rio.
Em frente, estava a velha "recoleta", envergonhados, olharam os dois para o chão, depois ganharam coragem e decidiram entrar.
Fecharam a porta e abraçaram-se apaixonadamente...
A velha cama, estava mesmo ali ao lado...
Lá fora, havia muitos foguetes no céu, o fogo de artíficio estava no seu auge, toda a povoação usufruía alegremente da festa.
Junto ao rio dois adolescentes, na velha recoleta, experimentavam o prazer e a felicidade do primeiro amor...
Dois corpos nus, como um só, sobre o colchão de palha, indiferentes a tudo amaram-se até ao amanhecer...
A palha espalhada pelo chão antigo, tinha sido a vítima e prova desse grande amor.
Colada aqui e além, nos seus corpos transpirados, naquela noite escaldante...
A Cova estava em alvorôço, a Rosa ainda não tinha aparecido, e o carlitos não sabia explicar aonde estava a prima.
Mas isso já era outra estória...
Os primeiros raios de sol, já entravam pelas fendas das tábuas da velha "recoleta", deixando ver tímidamente, o que ali tinha acontecido...
O batel, vindo das salinas do sul, passou mesmo em frente, como sempre áquela hora.
Lentamente, desaparecia por debaixo da ponte dos arcos, encoberta parcialmente pela neblina da madrugada.
Ao longe, o sol espreitava o rio, e dava luz a um novo dia...(continua)
(João Catavento) - do livro "A Recoleta" 

Pintura - Cunha Rocha
Foto - Pedro Cruz

quinta-feira, 19 de maio de 2022

A última vez que eu te vi..


Parecia irreal aquele tempo de moleza, sem notícias que chegasssem.
A terrinha invernada na solidão, que só acordava nos primeiros dias de verão.
O café do "Malfeito", o único do lugar, que nos fazia passar e parar.
Televisão ainda rara, que nos levava por aí, aquecia e esquecia a aldeia encostada ao mar.
Pacatez louca de um lugar apaixonado e inesquecivel no final dos anos sessenta.
O último dia em que eu te vi, foi ontem, já passou um ano, muitos longos anos, talvez uma eternidade...
Tudo mudou, nada mudou desde esse tempo, desadequado.
Como nessa rua incontornável, que faz, fez parte de uma vida, um pedaço, um resto de nós, daquele, naquele tempo.
A última vez que eu te vi, foi hoje também ao lembrar-me de ti.

domingo, 15 de maio de 2022

Flash no tempo...Gala borda do rio


Flash no tempo...

Como era linda a minha aldeia.

As "recoletas", botes e bateiras ancorados na velha doca do rio.

Minha Imagem preferida, do meu filme a preto e branco, num momento sublime de encanto e beleza, de um tempo acabado.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Figueira da Foz - A antiga seca do bacalhau e os navios bacalhoeiros


 Outros tempos...

A extinta Seca do Bacalhau da família Sotto Mayor na Morraceira, junto à antiga ponte da Figueira da Foz na margem sul do rio Mondego.
Nos finais dos anos sessenta, princípios de setenta pude observar todo esse trabalho, que se fazia sobretudo por mulheres.
A velha ponte sobre o rio mondego, assim o obrigava, com os seus semáforos para regular o tráfego que era muito, não se podendo fazer nos dois sentidos.
Longas esperas dentro da camioneta de transportes públicos, a Leiriense e mais tarde a Farreca.
Era outra "seca", mas diferente.
Quem é que não se lembra?
A construção da nova ponte em março de 1982, veio então alterar todo este estado de coisas para melhor felizmente.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Praia da Tocha - Casas Tradicionais...


Situada  na região Centro junto ao mar, no concelho de Cantanhede a Praia da Tocha fica a uma distância de 8Km a Oeste da vila da Tocha e a menos de 30 km da Figueira da Foz.

Uma vez por ano passo por lá e almoço nesta linda terra, com tradições muito parecidas às nossas aqui na Cova Gala.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A Minha Outra Cidade...


A Meir em Antwérpia, uma das primeiras ruas, que conheci desde que aqui arribei pela primeira vez e onde tão perto vivi durante vários anos, os primeiros da minha nova vida.
Esta foto, já muito antiga e clorida manuelmente, representa outro tempo, outro ano do século passado.
Pouco mudou, a grandiosa catedral ao fundo em último plano, uma da mais lindas do mundo, lá está como sempre, assim como as suas intermináveis lojas de comércio, situadas nos seus belos edifícios, muitos com mais de sete séculos de história.
Na fotografia de 1928, somente as personagens mudaram, assim comos os automóveis e outros pormenores de menor importância.
Seriam necessários esperar 13 anos desde o dia em que nasci, na minha outra inigualável, insubstituível e maravilhosa cidade da Figueira da Foz, para a descobrir e conhecer pela primeira vez esta fantástica cidade flamenga, tão recheada de história e cultura soberba para seduzir o passante...
Aqui ficarão para sempre, as nossas raízes, semeadas por mim e pela minha companheira de quase toda uma existência...
Caminhando serenamente pela Meir, rápidamente chegamos ao imenso rio, vindo do norte de França, que atravessa toda a cidade, tornando o seu encanto ainda maior, nos atraindo irresistivelmente para outra dimensão...



domingo, 24 de abril de 2022

O Meu 25 de Abril de 1974...(momentos de uma vida)


Ainda me lembro, o velho rádio que estava constantemente ligado na cozinha, logo de manhã o meu avô colava-se a ele e dizia:

-Vamos lá ver se isto não dá para o torto, é preciso ter cuidado com esses filhos da mãe da pide, que estão em todo o lado, nem no vizinho nos podemos confiar.
Ouviam-se marchas militares dos MFA, interrompidas de vez em quando para actualização das noticias.
Recomendava-se à população que se mantivesse calma e ficasse em casa...até que a situação ficasse mais definida.
O "Alcanena" o leiteiro da terra como era conhecido, tinha chegado um pouco mais cedo.
Estava mais excitado do que o costume, reclamava justiça e que matassem esses ladrões que nos roubaram tudo...a fábrica da resina (entenda-se a terpex) era um dos seus temas preferidos, foi sempre contra a sua instalação, por detrás da sua casa, e com razão reclamava e não era o único.

Eram quase oito e meia da manhã tinha que apanhar a "Farreca", que partia da Cova, ali mesmo em frente á loja do Francisco.
Junto á porta da taberna na Cova, já se comentava, que o Marcelo Caetano, se tinha rendido icondicionalmente.
A "Farreca" partiu com algum atrazo, pois o motorista, também estava na taberna a comemorar o acontecimento...
Finalmente partimos, mais tarde ao atravessar a ponte dos arcos, olhava o rio, que vazava e rumava ao mar, parecendo também, respirar liberdade...
Na Figueira, tive oportunidade de confirmar e presenciar a alegria das pessoas, que se juntavam em vários grupos.
A noticia já estava estampada, na primeira página do jornal "O Primeiro de Janeiro", que estava exposto entre outros no quiosque na Praça Nova, vários curiosos tentavam ler as primeiras páginas dos jornais, e emitiam opiniões nem sempre concordantes.
Cheirava a algo diferente naquele dia, havia grande alvoroço na cidade, as pessoas falavam mais e com mais alegria, preferentemente acerca de temas antes proibidos.
Segui o meu caminho, passando em frente ao café "O Caçador", em direcção á escola Industrial e Comercial onde frequentava o quinto ano.
Na parte da frente da escola todos falavam,todos já sabiam um pouco o que tinha acontecido, a minha turma também participava da euforia que se vivia, o Gil de Buarcos veio ter comigo e disse-me:
É João não há aulas de desenho, o Charrua, (que era o professor) disse que não tinha condições para dar aulas derivado aos acontecimentos.
A malta da turma decidiu ir ter com o Charrua, e falar sobre o que estava acontecer, todos sabiamos que ele gostava de falar de política, mas desta vez fechou-se em copas, e disse simplesmente:
A Situação ainda não está esclarecida rapazes, há que aguardar pela evolução das coisas.
Vagueamos todo o dia pela cidade, passando pelo mercado, até chegarmos ao "curral"(termo que utilizávamos para falar do picadeiro e mais propriamento do café Nicola, onde nos costumávamos encontrar).
Toda a gente, em qualquer lugar da cidade falavam do mesmo, era a "Revolução dos Cravos ", o 25 de Abril tinha chegado, depois de uma ditadura tão longa e nefasta para o País, em quase todos os aspectos.
Viva a Revolução gritáva-se lá fora...
Viva gritávamos nós.
No ano seguinte de escolaridade 74/75,foi introduzido pela primeira vez uma disciplina no curso que se intitulava, "Introdução à Política".
Respiravam-se outros ares de liberdade...
Portugal encetava uma nova era de esperança...passados 48 anos, os ideais de Abril onde estão? Até aonde chegaram?
Ficou quiça um pouco de esperança, amarrada ao cais de partida e a mesma luta por um ideal, talvez uma quimera.

sábado, 23 de abril de 2022

Adieu mon ami... (21 de maio 1949 – 23 de abril 2022)

 
 
Faleceu hoje Arno aos 72 anos de idade, (Oostende, 21 de maio 1949 – Bruxelas, 23 de abril 2022) vítima de doença prolongada, um dos primeiros cantores  de rock belga, que tive a oportunidade de ver ao vivo na "Ancienne Belgique", ainda nos anos 80.
Descansa em paz...

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ilusão de ilusões...


Sou uma realidade,estou aqui,ali,acolá por aí...

Sou talvez uma esperança irrealizável.

Tenho realidades dentro de mim, um mundo só meu e outros mundos...
No meu, alguns fazem parte inteira de mim (do meu), nesses sou uma pequena parte,com ou sem valor.
Quando já não for mundo, farei ainda parte de outros mundos, enquanto eles forem mundo e terem ilusões de mundos...

domingo, 10 de abril de 2022

Postal da minha terra.



Gala, braço sul do rio mondego.

No silêncio, quebrado pelo murmúrio das águas correntes, e a imensidão do rio.

Uma imagem, um pensamento louco, furtado, que transporta a minha fantasia para esse lugar de outros tempos, que me aprisionou para sempre...

(João M. Fidalgo Pimentel)

terça-feira, 5 de abril de 2022

Os últimos marinheiros - Um livro de reportagem de Filipa Melo


Este livro de Filipa Melo é uma tentativa de exortar a atenção para o universo de alguns portugueses cuja principal fonte de sustento ainda é a navegação no mar.  
Para a maioria, a ligação à marinha marcante (marinha de pesca ou marinha de comércio) é uma herança familiar, vinda das duas gerações anteriores ou de tempos imemoriais. 
Na dura solidão dos bacalhoeiros ou no relativo conforto de modelos mais ou menos recentes de navios de pesca ou de carga, o respeito pelo mar perpetua as suas regras. Apesar de toda a maquinaria, a profissão de marinheiro mantém algo de intrépido e aventureiro.
Escolhido o tema - os últimos marinheiros portugueses -, retomou aquele primeiro contacto com a marinha mercante, actualizou os dados dos intervenientes, reencontrou-se com alguns deles, e embarcou a bordo do navio de pesca de arrasto Neptuno, ao largo da Figueira da Foz, em Março de 2015.
Embarcada com os marinheiros, dia após dia, partilhando com eles a rotina quotidiana, apercebeu-se que têm um grande orgulho pelo mar, mas também muito respeito. É a sua casa, uma casa flutuante. Têm outro tipo de contemplação sobre as coisas, uma percepção diferente. 
O mar é muito mais do que dinheiro e economia, observou, apelando para a urgência de se passar a ver o mar com outra pespectiva, sob o risco de acabarmos por assistir à extinção dos marítimos portugueses. 
A jornalista insta para a necessidade de serem revistas as políticas estatais. Esta é uma realidade que, segundo crê a autora, ainda é reversível.

domingo, 3 de abril de 2022

Praia da Cova, as casas e o mar...


O casario da minha povoação, qual mulher semi-nua enfrentando o mar.

Meu lugar priveligiado de reflexão e inspiração de uma vida.

Terra limitada no espaço, imensa no meu pensamento.

Cercada pelo oceano, o mondego e o pinheiral que ali espreita.

Cova Gala, plena de maresia e ventos de fantasia, que chamam por mim, sempre que estou longe de ti.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Belo(a), boa pessoa e com muita personalidade...



A personalidade de um indivíduo é o seu passaporte para o êxito, em todos os pontos de vista.
Normalmente, quais são as características que mais se recordam nas pessoas?
Muito mais do que a beleza física, as roupas que vestem as suas lindas palavras ou vozes, temos mais tendência para reter as suas personalidades.
As qualidades que antes enumerei, também fazem parte da personalidade, mas a verdadeira personalidade consiste numa qualidade interior, algo superior, ou, mais precisamente, numa aura de energia que emana do mais profundo do ser do indivíduo.
As pessoas que possuem uma auto imagem de vencedores projectam essa imagem para os outros, tornando-se, na realidade,vencedores...
Já se deu conta de que, normalmente nós reagimos às pessoas de acordo com a imagem que elas projectam...
Teremos somente que ter mais cuidado com algumas imagens falsas e hipocrisias baratas, que se projectam sem cesso neste mundo desigual...
Vejamos os políticos, por exemplo, em tempos de eleições e candidatos a cargos importantes.
Muita gente vota mais pela personalidade do candidato do que pelos seus pontos de vista políticos.
As pessoas votam também muito por uma imagem, muitas vezes cuidadosamente construída para e pelos media.
E não se esqueça também, que a sua própria personalidade baseia-se quase sempre naquilo que você acredita ser...

terça-feira, 29 de março de 2022

Para um Velho Amigo e Antigo Colega de Trabalho


Somos seres humanos cheios de paixão.

A vida é um deserto, é um oásis.

Algumas vezes derruba-nos, mas também nos ensina, e nos converte em protagonistas da nossa própria história.

Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, que somos nós...

(Para um velho amigo e antigo colega de trabalho)

sábado, 26 de março de 2022

Polo Norte - Efeitos do Aquecimento Global


O mês de junho de 2019 foi o mais quente da história desde o início dos registros de temperaturas. 
De acordo com dados do Serviço sobre Mudança Climática Copernicus, o recorde deveu-se na altura, principalmente, a uma onda de calor vinda da Europa, o que elevou em cerca de dois graus a temperatura normal nesse período. 
Os termómetros marcaram então 21°C em Alert, no extremo norte do Canada, um lugar habitado, que fica mais ao norte do planeta, a menos de 900 km do Polo Norte.
Nos anos seguintes, as temperaturas continuam demasiado altas, até aos dias de hoje, denotando-se os efeitos do aquecimento global, já quase irreversível.
Esta foto muito recente, é umas das provas de maior evidência.



sábado, 19 de março de 2022

O Gato da Praia

 

O Gato da Praia.
Num dia de inverno, no sol da manhã, de que tantos esperam e desejam.
O "negro gato", como já cantava Roberto Carlos no final dos anos sessenta, aquecia os ossos, nas escadas que dão acesso à praia da Cova.
Na habitual caminhada matinal junto ao mar, não resisti fazer um pouco de companhia ao gato, e desfrutar com ele da paz desse momento, que só o vento, e o ruído do mar, por vezes quebravam.
Nestes tempos que vivemos tão conturbados, onde a paz, é desvalorizada e frequentemente negada ao mundo... 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

A Besta - Putin o presidente da Rússia que pode governar até 2036

Pode parecer banal, até um pouco estúpido, mas o motivo da guerra de Vladimir Putin, é ele mesmo Vladimir Putin.

Este psicopata vê-se como um presidente vitalício, ele quer manter o seu prestígio, o seu poder e a sua riqueza até ao dia da sua morte, por isso quer manter o seu regime a todo custo.

Putin é um criminoso, que abusa das populações russa e ucraniana para garantir o seu próprio futuro e o dos oligarcas ao seu redor. É principalmente disto de que se trata.

Ele sabe que é um déspota e não tem para onde ir, quando um dia a sua presidência terminar. Para onde poderá ir este criminoso de guerra e os seus amigos.
Está disposto a destruir milhões de vidas russas e sobretudo ucranianas, para se agarrar ao poder.
Para esta Besta, só existe uma solução, ficar no poder com a sua tirania até morrer, eliminando todos aqueles a que ele que se oponham.
A não ser, que algém de dentro, na própia Rússia o consiga eliminar o mais rápido possível, para o bem da humanidade...


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Somos do Mundo, Somos todos Ucranianos...


Esperemos que a civilização humana, tenha aprendido algo sobre aquilo que aconteceu na velha Europa, no século passado...

Quando um doido decidiu iniciar a 2°Guerra Mundial, o que se viria a traduzir na morte de milhões de vítimas inocentes.
Agora estamos perante outro doido, um psicopata, um ditador, que tenta repetir a história, só que agora as consequências, poderão ser muito mais devastadoras, e de efeitos imprevisíveis para toda a humanidade...
Somos do Mundo, Somos todos Ucranianos...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Areal da Praia Urbana da Figueira da Foz


É Imperioso proteger, conservar e manter a  que foi crescendo ao longo dos últimos 10 anos no areal da praia da Figueira. Destruir o ecossistema dunar será agora um verdadeiro crime contra o património natural. 

As dunas formadas no areal têm sido lentamente povoadas por plantas pioneiras que fixam a areia com as suas raízes. São plantas extraordinárias porque têm uma incrível resistência à falta de água doce, às amplitudes térmicas, salinidade e ao excesso de luminosidade. Poucos decisores políticos locais têm consciência da biodiversidade existente agora no areal e é escassa a informação no local sobre essa riqueza. Enfatize-se a ameaça do colapso global da biodiversidade. 

É nosso dever criar nichos ecológicos e fomentar a biodiversidade sempre que possível, e não o contrário, a sua destruição. A vegetação da praia é ainda fonte de beleza e prazer estético, desde o Estorno até ao Cardo-marítimo que aí proliferam. A formação do ecossistema dunar resulta de um pequeno investimento no tempo do ex-presidente João Ataíde. 

Daí resultou a vivência de um espaço, o areal, que anteriormente era triste e estéril. Apesar da desejada remoção de areias pelo sistema de bypass (que é bem-vindo), grande parte do areal irá permanecer e haverá uma área consolidada que nunca será removida porque nos protege do mar. Voltar ao passado, e querer “lavrar” novamente o areal, é absurdo. 

Publicado no Diário as Beiras https://www.asbeiras.pt/2021/12/opiniao-a-vegetacao-do-areal-urbano-da-figueira-da-foz-deve-ser-removida-2/


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

(XX) - Para a História da Cova Gala - Largo da Alminhas - Anos 60.


Gala, cores cinzentas do passado.

O antigo Largo das Alminhas, no final dos anos sessenta, ainda com os restos de um edifício em ruínas.
Ao fundo a estrada nacional coberta com os seus típicos paralelos de pedra granito.
E depois, depois, o rio, e a borda do rio, que não conseguimos avistar, mas que facilmente poderiamos imaginar, a alma, o ex-líbris.de toda a nossa aldeia.
"As ruínas que se vêem, à esquerda, são duma fábrica onde se fazia o encascar de redes (tingir), especialmente da pesca de atalhar. Vê-se, também, a parte de cima da famosa cabine eléctrica para onde os caroços das peras, abrunhos ou marmelos, eram atirados depois de se comer o que as mãos "tiravam" das árvores de fruto. Também se nota o famoso aqueduto, junto à estrada 109 (estrada dos paralelos) onde, por baixo, corriam as águas das valas dos quintas direitas ao pequeno esteiro existente e onde, também se sentavam muitos homens para "dar à língua". 
No canto esquerdo, numa roda de 4 ou mais homens, gritava-se, cara e "croa", caras e bolho, no jogo da chapa. Pois é João Manuel Fidalgo Pimentel, a foto retrata muita existência bacalhoeira no defeso, muita vida dos viviam do que o rio dava (as famosas amêijoas rainha apanhadas à "patada", o encontro das grandiosas cegadas da Cova e da Gala. Local onde se construiu, em 1917, a Capelinha das Alminhas, para ajudar as almas no caminho do Purgatório, quer por rezas quer por esmolas. Local mítico, amigo João Manuel Fidalgo Pimentel, o Largo das Alminhas. Felicito-o por ter postado esta foto. É bom ver e recordar."
(Entre parênteses - comentário de Alberto Afonso)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Pesca à linha do bacalhau - Os solitários Homens dos dóris...


 Na madrugada daquele dia do mês de Julho com o sol elevado a iluminar a planura daquele mar da Gronelândia a norte do Círculo Polar Ártico.

Depois de fazer uma emposta para leste até aos baixos do Kangek, relevos rochosos com profundidades variáveis podendo chegar às dez e catorze braças, o capitão deu a ordem de arriar: -" Arreia com Deus!"
Os dóris espalharam-se à volta do navio, a norte e a sul uns, outros a oeste e a leste, como de costume. A calma era absoluta, nem uma aragem, nem um movimento que perturbasse minimamente a superfície do mar que refletia a cor do céu agora límpido transfigurado por aquela luz translúcida do norte boreal. Manso, gelado e silencioso mar.
O silêncio era fantasmagórico, espectral, impressionante para o solitário homem do dóri. 
Distantes uns dos outros quanto baste, mais perto ou mais longe do navio ouvia-se o bater de um remo que o homem do dóri arrumava ou outro som relacionado com uma tarefa ocasional no afã da pesca. 
Eram sons que se sentiam como se fossem objetos alados a passar até se perderem na distância...
Habituados a sentir os batimentos cardíacos, os únicos capazes de se ouvir, os homens dos dóris na sua solidão e naquele silêncio ouviam outros sons surpreendentes do seu corpo, como por exemplo, os pulmões semelhante ao som dos foles da forje do ferreiro a encher e a expelir o ar, os movimentos peristálticos do intestino na laboração da massa ácida, outros sons menos percetíveis de outros órgãos, talvez o estômago a digerir o pequeno-almoço, talvez o sangue a correr na grande e pequena circulação. 
Impressionante! Isto naquele mar plano, gelado e silencioso do norte. Uma raridade naquelas latitudes sem verão nem calor.
( Celestino Ribeiro in Crónicas do Navio Branco)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Fim de semana chegou...


Fim de semana chegou, um olhar de perspectivas imediatas e diferentes, para muitos de nós.
Panorama, que queremos controlar e desfrutar até ao fim...
Aproveitando, tentando esquecer o menos, pensando sempre no mais.
Abraço.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Figueira da Foz, a minha cidade, o meu primeiro lugar...

O primeiro terço da minha vida, por aqui passei, nas duas margens deste rio.
Entre a cidade e a minha aldeia, passando pelas três pontes para lá ir e voltar.
Um mar omnipresente, irrequieto, que transportava sonhos para além desse horizonte, aonde ainda não conseguia chegar.
Outros tempos, mais difíceis, mas de uma maravilhosa simplicidade e imaginação ímpar...
Foto_ Nuno Rolo

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Freguesia de São Pedro - Ilha da Morraceira.


Quando o sol reaparece ao amanhecer, as cores renascem, e pintam a tela florescente mais linda que possamos imaginar...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Para a história da Cova e Gala (II) - Construção da Ponte dos Arcos, sobre o braço sul do rio mondego em 1940.


Construção da Ponte dos Arcos, sobre o braço sul do rio mondego, em 1940.

As obras seriam concluídas dois anos mais tarde, o que facilitaria enormemente a travessia do rio, para as populações da margem sul, e por consequência a ligação ao norte do País.

Eram de início feitas por embarcaçóes de pescadores a ligação entre as duas margens, depois mais tarde por barcos de passageiros, como o "Gala", e o "Luiz Elvira".
As partidas eram feitas da borda do rio da Gala, na antiga e saudosa doca que ali existia.
Aí estava o trapiche, onde o barco atracava e depois navegava rumo à Figueira da Foz, e atracava novamente no cais que havia em frente à Praça Velha.
Notava-se muitas vezes um grande aglomerado de gente, no trapiche da Gala, não só de habitantes da Cova Gala, mas também de pessoas de outras povoações mais a sul, e que que faziam uso deste tipo de transporte fluvial.
Aguardavam a chegada do barco, numa pequena casa junto ao trapiche, que fazia parte das instalações do mesmo e resguardava os utentes, em dias de mau tempo...

domingo, 21 de novembro de 2021

Invenções do Século XIX - 21 de novembro de 1877, Thomas Edison inventa o fonógrafo


O aparelho consistia num cilindro com sulcos, coberto por uma folha de estanho.

Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Na ponta oposta, estava o diafragma, uma membrana vibratória que convertia sons em impulsos mecânicos – e vice-versa.
Este mecanismo estava ligado a um bocal em forma de cone, com um cilindro girado manualmente.
A voz provocava uma vibração no diafragma que, por sua vez, quando a gravação estava completa e o processo concluído, reproduzir palavras.
Edison trabalhou neste projeto em laboratório e não teria noção do impacto que a sua invenção teria na difusão da música.
Thomas Edison, que nasceu em Ohio, a 11 de fevereiro de 1847, destacou-se pela sua capacidade criativa.
Foi um inventor e empresário, que desenvolveu diversos dispositivos que suscitaram o interesse da indústria.
Foi rapidamente adoptado como meio para registo musical, que com o aparecimeto logo a seguir da grafonola e sobretudo mais tarde do gira-discos, que difundiu o comércio musical dos discos fonográficos, por todo o mundo...
Pessoalmente a minha primeira experiência, foi já em 1967, quando o meu pai trouxe um pequeno gira-discos ainda a pilhas, que tinha comprado nos Estados Unidos, quando andava embarcado na marinha mercante.
hoje tenho uma coleção de Lp's e singles, com mais de 50 anos. que faz parte de quase toda uma vida...

O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...