domingo, 27 de novembro de 2022

A Cova, assim seria noutros tempos...


 

domingo, 13 de abril de 2008

A Cova, assim seria noutros tempos...

A imaginação não tem limites.
Vi uma onda, que depois de bater nas dunas, recuou e refugiou-se novamente no mar.
Aproveitei e com ela, viajei no passado.
Vi um bote e uma bateira no extenso areal da praia da cova.
Um palheiro, e um pescador que regressava a casa.
O sol ardente da tardinha de tempos distantes...
Vidas, do percurso do tempo, que por todos passa e tudo alcança.
Somos a vida, o espaço e o tempo por momentos, no tempo, que não nos pertence.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

No dia 22 de Novembro de 1889, aparecia nos Estados Unidos da América o primeiro Jukebox


No dia 22 de Novembro de 1889, aparecia nos Estados Unidos da América o primeiro Jukebox ainda no seu estado primitivo.

Foi instalado pela primeira vez no Salão do Palácio Real de São Fransisco por Louis Glass,.
No começo estes aparelhos de música só conseguiam fazer a leitura de uma única música gravada num cilindro,música essa que não excedia os 2 minutos.
Mais tarde com o passar dos anos, em 1910 com o aparecimento dos discos de 45 rotações e até aos finais dos anos 70, o jukebox era uma das peças indispensáveis nos cafés, boates, restaurantes salões de festas etc,etc .
O cliente tinha então uma variada escolha de músicas,( mais de 100) onde teria simplesmente que inserir uma moedinha ( no meu tempo era uma de cinco tostões )na ranhura existente, depois no teclado premia o número e a letra que conrrespondia ao disco que queria ouvir, era uma alegria para a malta.
Ai que saudades, em 1973 frequentava eu a Escola Industrial e Comercial da Figueira da Foz e tinha o hábito com alguns colegas de turma, de ir ali ao café ao lado da escola curtir umas músicas, quando tinha-mos um feriado, ou então iamos ao meio-dia depois do almoço.
Também se proporcionava por vezes levar-mos as namoradas, ainda me lembro que costumava escolher quase sempre o "all my loving" dos Beatles, enquanto que a bela amada, paixão dos meus 14 anos escolhia, escolhia, desculpem só me lembro do título e que eu também gostava de ouvir e que era "Porque chora a tarde."de um cantor brasileiro, de que não me recordo agora o nome.
Essa melodia e a nossa adolescência fogosa e carente talvez de uma certa liberdade, levavam-nos a cometer alguns excessos, que eram repreendidos prontamente pela senhora Anita e o marido, os donos do café.
Foi portanto há 133 anos que o nosso velho jukebox começou a dar música ao mundo, muito diferente daquela que os nossos políticos nos dão hoje...

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Imagens da Minha Terra - Porto de Pesca da Figueira da Foz no Cabedelo

Na margem sul do mondego, no Cabedelo, já perto da foz, ladeado a poente pelo braço esquerdo do mesmo rio, situa-se o Porto de Pesca Costeira da Figueira da Foz.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Terra ultrapassa os 8 mil milhões de pessoas e deverá atingir o pico em 2085

 

ONU estima que a população mundial ultrapasse os 10 mil milhões ainda este século. Índia deverá ultrapassar a China como o país mais populoso no próximo ano.

No próximo ano, a Índia ultrapassará a China como o país mais populoso do mundo e as estimativas apontam para que a Nigéria passe a ser o 3.º país com mais habitantes por volta do ano 2050, ultrapassando os EUA.
Depois de ter demorado milhões de anos para chegar ao seu primeiro mil milhão de habitantes na Terra, o ser humano chega agora aos oito mil milhões de população e a previsão é de que os 10 mil milhões de habitantes sejam atingidos ainda neste século, até se iniciar depois uma tendência de descida.
A Europa deixará de ter um país no top -10 dos países com mais população, com a saída da Rússia dentro de 10 anos e, em 2100, a ONU prevê aina que metade dos países mais populosos sejam africanos.
Quanto a Portugal, a ONU estima que a população portuguesa continue a tendência de descida, o que acontece desde 2009, descendo abaixo dos 9 milhões de habitantes por volta do ano  de 2055 e abaixo dos 8 milhões aproximadamente no ano de 2072.

No ano 2100, prevêem as Nações Unidas, que Portugal terá uma população de 6,9 milhões - a mais baixa desde os anos 20 do século passado.


Foto ilustrativa: Arthimedes / Shutterstock.com



segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Para a História da Cova Gala (XXV) - Carlos Pereira Mano "O Lhitas"



O Homem que marcou a história mais recente do desporto da Cova Gala, pelo empenho, humildade e trabalho em prol do Desporto Covagalense em geral e 
em particular o futebol e o GD Cova Gala. 

Descansa em Paz Velho Guerreiro. 
Que os teus Valores Humanos, sejam um exemplo para todos nós, e o teu nome seja louvado e reconhecido para sempre... 
Um Grande Abraço Velho Amigo dos anos 70, nesse tempo, em que tudo era mais difícil, mas a tua Coragem era ainda Maior. 
Carlos Pereira Mano "O Lhitas", também durante algum tempo conhecido por "Pavic", "o velho pescador", filho da terra e de gentes do mar, que ainda no início dos anos 70, já nesse tempo, nas horas vagas e sem as mínimas condições, levava os mais jovens para pequenos campos de futebol improvisados, como alguns terrenos baldios(quintais) que nesse tempo existiam em grande quantidade na aldeia.
Incitava-os à prática do desporto em geral e sobretudo do futebol, continuando depois com a sua vocação já ao serviço do G.D.C.G, o clube da sua terra, o seu Clube.
Assim foi durante quase toda uma vida...
Sócio nr.1 e um dos fundadores desde a primeira hora, do Grupo Desportivo Cova Gala no já longínquo ano de 1977, no dia 5 de Outubro.
Encontrei-o pela última vez em agosto de 2020, num domingo de manhã solarenga, junto ao campo de futebol no Cabedelo. 
Era um dos seus passeios preferidos. 
Confessou-me então, que quando um dia morresse:
 - "Gostaria que as pessoas da Cova Gala me recordassem, como alguém que ajudou a fundar o GD da Gova Gala e que sempre deu o melhor que sabia e podia, para que houvesse sempre, uma fraterna união entre as populações da Cova e Gala e que dessem então,  o meu nome ao Campo de Jogos", 
-"Era a melhor homenagem que me poderiam fazer". 
Aqui fica o seu desejo e a minha sugestão.
Ainda nos dias de hoje, recordamos o Homem, com a sua simplicidade e humildade no dia a dia.
 Os bons momentos, quando com ele falávamos. sentindo ainda hoje, a sua presença nesses momentos de alegrias inesquecíveis...

Carlos Pereira Mano "O Lhitas" (18/09/1929 - 1/11/2020).

O  Homem a quem o desporto Covagalense muito deve.






sábado, 22 de outubro de 2022

Com todas as nossas limitações, o universo espera sem julgamentos, enquanto vivermos...


Muitos de nós, ignoram, ou não acreditam em quão magníficos são.
Projectamos as nossas facetas belas, poderosas e geniais nos outros.
Essas características, fazem parte de nós, são nossas, pois de outra forma não a veriamos nos outros.
Projectamos preferencialmente o nosso amor, nos nossos familiares e amigos, assim como a nossa compaixão, generosidade e bondade, que de um modo geral é destinada a muitos outros também...
A pessoa profundamente generosa, bondosa, presumirá que todos à sua volta o são igualmente.
Neste mundo actual tão conturbado e carecente de verdade, de ideais e idealistas do coração...


terça-feira, 18 de outubro de 2022

Para a História da Cova Gala (XXIV) - Cova a Aldeia das dunas perdidas...



Cova (Figueira da Foz) - A Aldeia das dunas perdidas... O impacto mais significativo e negativo nesta orla costeira foi produzido pela construção e prolongamento dos molhes do porto da Figueira da Foz (em 1965 e também já no século XXI). Estas intervenções tiveram, e continuam a ter consequências gravíssimas na erosão do litoral a sul do mondego.
Algumas intervenções tardias e disparatadas, em nada solucionaram o problema.
Se algo não for feito com urgência, e com resultados mais longos no tempo, estaremos perante um drama iminente, já há muito anunciado...

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Ilusão de ilusões...

Somos uma realidade, um tempinho de vida, estamos aqui, ali, acolá, andamos por aí...

Somos por vezes uma esperança irrealizável.

Temos realidades e sonhos dentro de nós, um mundo só nosso e de outros mundos que nos rodeiam...
No nosso, alguns fazem parte inteira de nós, mas nesses, também poderemos ser, uma pequena parte, com ou sem valor.
Quando já não formos mundos, faremos ainda parte de outros mundos, enquanto eles forem mundo e tiverem ilusão de ilusões de mundos...

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

A Alma ou a Consciência

Uma pergunta antiga: a alma é imortal?

É uma das questões mais antigas de todos os tempos: a alma humana é imortal ou não? Tradicionalmente, a filosofia, a ciência e a religião tentaram de alguma forma dar a resposta certa, sem nunca terem chegado a uma verdade absoluta, deixando a questão aberta a muitas interpretações dependendo das nossas crenças.

Em tempos mais recentes, no entanto, a alma é entendida como essa parte do pensamento, do eu, que, tal como a mente ou a consciência, é um dos maiores mistérios dos vários ramos da ciência.


Temos a faculdade da razão de julgar os nossos própios actos, do que está certo ou errado segundo o nosso ponto de vista moral.
É extraordinário as faculdades mentais, que o ser humano possui, mas nem sempre utilizadas com um pouco de humanidade...




segunda-feira, 20 de junho de 2022

Figueira da Foz - Vêm aí as Festas de São João! (Ano 1957)


A cidade está em festa, a alegria está de volta!

O povo sai à rua e respira o verão que já começou.
As velhas da "Praça Velha", comentam e falam de outros tempos...
Os jovens passam animados e apressados para o picadeiro, antes de rumarem à praia.
Jubilação contagiante que se espalha por todo o lado.
O mondego em águas calmas, olha os últimos raios de sol que se escondem do anoitecer.
Há festa na Figueira, há festa de São João!
O povo, não esquece sai à rua e dá vivas à sua alegria...

sábado, 18 de junho de 2022

O que vou fazer amanhã ao acordar...simplesmente lembrar-me de ti...


 Tinham-me dito,que a tua beleza não "chegava" para me atrair e te abraçar...

Também me disseram que os teus olhos não brilharam quando te falaram em mim.
Estavas sempre triste e ausente, folheando um livro velho adormecido...
Mesmo o mar ali tão perto,ignoravas.
Querias que voltasse só por amor e te procurasses mais uma vez.
Os nossos verões quentes de outrora,uma paixão louca na areia da praia do Catavento na Cova.
Beijos intensos, que procuravam sempre chegar  mais longe...
Corpos feitos num e num mundo onde não estava ninguém...além de nós!
Nós egoístas para com o mundo e perdidos nele.
O final da tardinha era cedo para nos separarmos.
Ficávamos sempre deitados junto às dunas,afastados de tudo e de todos.
A tua voz o teu sorriso e o teu corpo enlouquecia-me irresistivelmente.
Amei-te num final de verão, na claridade frouxa que precedia o nosso anoitecer...
Era o fim de estação, de praias quase vazias e de um adeus sem fim...
Amanhã ao acordar...mais uma vez vou-me lembrar de ti.
Depois,depois vou pensar que vou tornar, simplesmente para te amar outra vez.

(João Fidalgo Pimentel)

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Praia da Cova - Quando o sol se põe a navegar neste mar..


O teu mundo é a tua mente, e na tua mente só tu é que podes mandar.

Portanto, mesmo entre quatro paredes, poderás sentir-te liberto e feliz.

A liberdade é um dom interior que te pertence.
Usa-o sempre, todos os dias, até ao fim...
Boas férias para todos os seres, deste e do outro mundo invisível,
Até já.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Peixeiras da Cova Gala, na venda do peixe pelas ruas da Figueira, no século passado.


Peixeiras da Cova Gala, na venda do peixe pelas ruas da Figueira, no século passado. De chinelas, ou de pés nus, cesta ou gamela na cabeça, e o sorriso profundo no olhar.

Caras conhecidas, como tantas outras, que ajudaram a fazer, a história linda da nossa terra.

sábado, 4 de junho de 2022

Se sentes, que ainda fazes parte deste lugar, e que o guardarás para sempre...


 Se sentes, que ainda fazes parte deste lugar, e que o guardarás para sempre...

Responde è pergunta, sem voltar a olhar para a foto!

Quantos arcos tem a ponte?

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Cores Da Terra e do Mar - Praia da Leirosa.


 


Admirável travalho de conjugaçao de cores e sensibilidades profundas. Representativas de coisas, lugares, das gentes do mar...
Pinturas a óleo sobre tela de Manuel Cintrão.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Para a História da Cova Gala (XXII) - A "Recoleta"

Havia muitas estrelas no céu, naquela noite quente de verão.
Algumas nuvens, mais pareciam uma tela pintada de fresco, com cores de fogo,parecendo querer anunciar o acordar do sol...
A aragem fresca junto ao rio, mal se sentia.
O cheiro a tinta do bote que tinha sido pintado à tardinha, ainda pairava no ar.
O rio espalhava o seu resplandecente no leito, que lhe prestava vassalagem.
Algumas vozes ecoavam vindas da estrada principal.
Provavelmente alguém que vinha do único café que existia na povoação.
Os poucos automóveis, que por ali passavam àquela hora tardia, emitiam o som típico quando se circulava na estrada dos "paralelos" como se dizia.
No extenso lamaçal, aonde algumas embarcações aguardavam a chegada dos pescadores, o contraste de cores era notório, com as águas tranquilas do mondego.
Um batel passou carregado de sal, vindo de uma das salinas do sul.
A agilidade dos dois homens, que se movimentavam em sentidos opostos com grandes varas em cima do batel, mais parecia um bailado de amor...
Quando se cruzavam a meio caminho,viam-se as suas silhuetas dentro do sol...que tinha decidido nascer outra vez.
Era um espectáculo fantástico, ao vivo recheado de todos os ingredientes necessários para desfrutar desse momento único.
Ao longe por debaixo da ponte dos arcos,o batel desaparecia, como aparecera
Na outra margem a "coroa da burra", começava a esperguiçar-se, e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.
Era a mãe de muita gente, já à alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.
Nessa madrugada dos anos sessenta, famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.
Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos,e às vezes de mãos nuas à procura do pão espalhado na ilhota,que a baixa-mar proporcionava...
Os de mais tenra idade,com os seus seis,talvez sete anitos, apanhavam os burriés entre o limo.
Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.
À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.
Foi ao armazém do Pinto, e fez rápidamente o negócio da venda como era habitual.
O suor, corria e molhava-he a testa,que era por momentos travado nas sobrecelhas, entrando nos olhos verdes-azuis cor de mar.
A camisa entreaberta mostrava rios de transpiração...
Já estava a entardecer, ele exausto,só pensava na Rosa, a sua apaixonada.
Era o seu primeiro amor, desde os tempos da escola primária, onde deram o seu primeiro beijo.
Ela morava na cova, ele era da gala, era um amor proíbido derivado,a uma guerra entre famílias.
Já se tinham encontrado e dançaram juntos na matiné da gala.A notícia já andava de boca em boca,que eles namoravam.
O ti Zé, homem rude, com muitas viagens do "bacalhau" já tinha avisado a filha,que não a queria ver com esse rapaz,- "ai dele se tocasse na minha filha "- dizia a quem o quizesse ouvir, enquanto bebia um "pirata" na taberna junto à estrada...
O Manel sabia de tudo isso, mas a Rosa não lhe saía da cabeça.
Ela era a moça mais linda da terra, olhos de mel castanhos, lábios como as pétulas de uma flor semi-aberta.
E o seu sorriso...como quem já não quer, mas sempre espera, era misterioso, algo inocente. faces rosadas, cabelo de trigo solto, liso, por vezes agarrado atrás com um travessão.
Então o seu andar de menina mulher, com aquele corpo tão atraente...deixavam-no louco.
Quando ela vinha à gala com a mãe ajudar o pai na borda do rio, o Manel com um sorriso tímido, disfarçado e olhar profundo, mostrava-lhe o quanto a amava...
Ela retorquia da mesma forma.
Era um momento mágico de segundos, em que o tempo parecia ter parado para ambos...até que uma varina passou, e o encanto quebrou.
A "recoleta" do pai da Rosa ficava mesmo ao lado da sua.
Às vezes passava horas sentado junto à porta, com a chave na mão ,na esperança de ver a sua amada.
Era com ela que um dia queria casar...
Com o olhar fixado nos degraus, conseguia ver um filme, onde ela era a principal protagonista.
Eram cenas de uma paixão ardente, sem regras de dois corpos desejosos de amor...fantasias de um amor proíbido de dois jovens adolescentes.
Os seus pensamentos foram roubados por vários foguetes, que anunciavam a festa em honra de S.Pedro, que se realizava nesse fim de semana.
Entrava novamente na "recoleta" do pai, que já fora do avô em tempos mais distantes...
Havia muitas redes penduradas de vários aparelhos, para a pesca da lampreia, sável, assim como algumas peneiras, quando era a época da pesca do meixão.
Algumas varas, estavam penduradas no tecto já há muito tempo.
A um canto alguns remos, com as "forquetas" amarradas, velhos paneiros do bote e da bateira, que o pai possuía.
Ao fundo, com um pouco mais de um metro de altura, uma cama improvisada, com um velho colchão de palha, onde ás vezes o pai descansava os ossos.
Ao lado da cama, por cima de uma caixa do peixe, a pequena máquina de petróleo para fazer o café de cevada.
Uma grande cafeteira, muitas vezes usada, mas que poucas vezes era lavada, onde eram bem visíveis no fundo as borras acomuladas.
Era preciso dar á bombinha, mas nem sempre acendia, o bico por vezes entupia e o velho fartava-se de resmungar... -"que raio de máquina é esta, que tua mãe comprou rapaz ?"
Penduradas também quatro lanternas, mas só duas é que funcionavam, mas o Ti João não se queria desfazer delas, já eram do tempo do seu pai.
Uma velha âncora, por cima das redes, que estavam no chão parecia guardar, todo esse encanto...
De vez em quando ouviam-se novamente os foguetes.
Os enfeites da capela já estavam terminados, cá fora os arcos alinhados uns atrás dos outros no extenso areal branco, que havia em frente da capela.
Ramadas de diferentes árvores serviam de decoração para os mesmos, além de outros objectos relacionados com a vida do mar, do povo da Cova Gala.
Relíquias, como cabaças, rodas de cortiça, esferas de vidro vestidas de rede, boias de salvação de diferentes cores.
A magia da noite, dava uma dimensão superior, quando se acendia a iluminação. A barraca das farturas já estava em funcionamento, assim como a das bebidas e outras menos relevantes de última hora.
Nos dias de festa, além da procissão no domingo à tarde, o fogo de artíficio, era um dos momentos cruciais para todos, sobretudo para juventude da terra.
Nessa noite apagavam-se todas luzes...para se poder desfrutar do "fogo preso."
As pessoas movimentavam-se pelo pinhal, situado no lado esquerdo perto da capela, à procura de um sítio, para melhor presenciar o espectáculo.
Os jovens com a sua irreverência, em grupos, atiravam gritos de insaciedade.
Tinham mais liberdade, naquela noite especial...
Os altifalantes posicionados em pontos estratégicos, espalhavam música para todos os gostos.Muitos dançavam, bebiam de alegria ,outros limitavam-se a olhar ou censurar, foi sempre assim na Cova Gala.
Foi sempre uma festa desejada por todos onde muitos ficavam quase até ao amanhecer...
Ao longe entre a multidão, o Manel espreitava, procurando a sua paixão.
Ela, como um farol, com os seus olhos brilhantes, procurava o seu navio, no imenso mar da noite.
Estava com mais duas amigas, e o primo mais novo, que tinha a tarefa de a guardar...a mãe tinha-lhe dito que ficasse sempre junto ao carlitos.
Já estava impaciente, o nariz perfeito que tinha, torcia-se de nervosismo.
Por momentos olhava a capela toda iluminada, e via o São Pedrinho lá em cima à janela, e perguntava-lhe em pensamentos, aonde estava o Manel.
Súbitamente viu o que procurava, seus olhares encontraram-se...e ele deixou o seu no dela, e depois inexplicavelmente desapareceu.
Passados alguns momentos, sentiu uma mão acariciar a sua e o odor inconfundivel do seu corpo.
Seguiu-o sem se despedir de ninguém.
Depois já de mão dada, abraçaram-se e beijaram-se profundamente...a meio caminho do destino.
Depressa chegaram à margem do rio.
Em frente, estava a velha "recoleta", envergonhados, olharam os dois para o chão, depois ganharam coragem e decidiram entrar.
Fecharam a porta e abraçaram-se apaixonadamente...
A velha cama, estava mesmo ali ao lado...
Lá fora, havia muitos foguetes no céu, o fogo de artíficio estava no seu auge, toda a povoação usufruía alegremente da festa.
Junto ao rio dois adolescentes, na velha recoleta, experimentavam o prazer e a felicidade do primeiro amor...
Dois corpos nus, como um só, sobre o colchão de palha, indiferentes a tudo amaram-se até ao amanhecer...
A palha espalhada pelo chão antigo, tinha sido a vítima e prova desse grande amor.
Colada aqui e além, nos seus corpos transpirados, naquela noite escaldante...
A Cova estava em alvorôço, a Rosa ainda não tinha aparecido, e o carlitos não sabia explicar aonde estava a prima.
Mas isso já era outra estória...
Os primeiros raios de sol, já entravam pelas fendas das tábuas da velha "recoleta", deixando ver timidamente, o que ali tinha acontecido...
O batel, vindo das salinas do sul, passou mesmo em frente, como sempre áquela hora.
Lentamente, desaparecia por debaixo da ponte dos arcos, encoberta parcialmente pela neblina da madrugada.
Ao longe, o sol espreitava o rio, e dava luz a um novo dia...(continua)
(João Catavento) - do livro "A Recoleta" 

Pintura - Cunha Rocha
Foto - Pedro Cruz

quinta-feira, 19 de maio de 2022

A última vez que eu te vi..


Parecia irreal aquele tempo de moleza, sem notícias que chegasssem.
A terrinha invernada na solidão, que só acordava nos primeiros dias de verão.
O café do "Malfeito", o único do lugar, que nos fazia passar e parar.
Televisão ainda rara, que nos levava por aí, aquecia e esquecia a aldeia encostada ao mar.
Pacatez louca de um lugar apaixonado e inesquecivel no final dos anos sessenta.
O último dia em que eu te vi, foi ontem, já passou um ano, muitos longos anos, talvez uma eternidade...
Tudo mudou, nada mudou desde esse tempo, desadequado.
Como nessa rua incontornável, que faz, fez parte de uma vida, um pedaço, um resto de nós, daquele, naquele tempo.
A última vez que eu te vi, foi hoje também ao lembrar-me de ti.

domingo, 15 de maio de 2022

Flash no tempo...Gala borda do rio


Flash no tempo...

Como era linda a minha aldeia.

As "recoletas", botes e bateiras ancorados na velha doca do rio.

Minha Imagem preferida, do meu filme a preto e branco, num momento sublime de encanto e beleza, de um tempo acabado.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Figueira da Foz - A antiga seca do bacalhau e os navios bacalhoeiros


 Outros tempos...

A extinta Seca do Bacalhau da família Sotto Mayor na Morraceira, junto à antiga ponte da Figueira da Foz na margem sul do rio Mondego.
Nos finais dos anos sessenta, princípios de setenta pude observar todo esse trabalho, que se fazia sobretudo por mulheres.
A velha ponte sobre o rio mondego, assim o obrigava, com os seus semáforos para regular o tráfego que era muito, não se podendo fazer nos dois sentidos.
Longas esperas dentro da camioneta de transportes públicos, a Leiriense e mais tarde a Farreca.
Era outra "seca", mas diferente.
Quem é que não se lembra?
A construção da nova ponte em março de 1982, veio então alterar todo este estado de coisas para melhor felizmente.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Praia da Tocha - Casas Tradicionais...


Situada  na região Centro junto ao mar, no concelho de Cantanhede a Praia da Tocha fica a uma distância de 8Km a Oeste da vila da Tocha e a menos de 30 km da Figueira da Foz.

Uma vez por ano passo por lá e almoço nesta linda terra, com tradições muito parecidas às nossas aqui na Cova Gala.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A Minha Outra Cidade...


A Meir em Antwérpia, uma das primeiras ruas, que conheci desde que aqui arribei pela primeira vez e onde tão perto vivi durante vários anos, os primeiros da minha nova vida.
Esta foto, já muito antiga e clorida manuelmente, representa outro tempo, outro ano do século passado.
Pouco mudou, a grandiosa catedral ao fundo em último plano, uma da mais lindas do mundo, lá está como sempre, assim como as suas intermináveis lojas de comércio, situadas nos seus belos edifícios, muitos com mais de sete séculos de história.
Na fotografia de 1928, somente as personagens mudaram, assim comos os automóveis e outros pormenores de menor importância.
Seriam necessários esperar 13 anos desde o dia em que nasci, na minha outra inigualável, insubstituível e maravilhosa cidade da Figueira da Foz, para a descobrir e conhecer pela primeira vez esta fantástica cidade flamenga, tão recheada de história e cultura soberba para seduzir o passante...
Aqui ficarão para sempre, as nossas raízes, semeadas por mim e pela minha companheira de quase toda uma existência...
Caminhando serenamente pela Meir, rápidamente chegamos ao imenso rio, vindo do norte de França, que atravessa toda a cidade, tornando o seu encanto ainda maior, nos atraindo irresistivelmente para outra dimensão...



domingo, 24 de abril de 2022

O Meu 25 de Abril de 1974...(momentos de uma vida)


Ainda me lembro, o velho rádio que estava constantemente ligado na cozinha, logo de manhã o meu avô colava-se a ele e dizia:

-Vamos lá ver se isto não dá para o torto, é preciso ter cuidado com esses filhos da mãe da pide, que estão em todo o lado, nem no vizinho nos podemos confiar.
Ouviam-se marchas militares dos MFA, interrompidas de vez em quando para actualização das noticias.
Recomendava-se à população que se mantivesse calma e ficasse em casa...até que a situação ficasse mais definida.
O "Alcanena" o leiteiro da terra como era conhecido, tinha chegado um pouco mais cedo.
Estava mais excitado do que o costume, reclamava justiça e que matassem esses ladrões que nos roubaram tudo...a fábrica da resina (entenda-se a terpex) era um dos seus temas preferidos, foi sempre contra a sua instalação, por detrás da sua casa, e com razão reclamava e não era o único.

Eram quase oito e meia da manhã tinha que apanhar a "Farreca", que partia da Cova, ali mesmo em frente á loja do Francisco.
Junto á porta da taberna na Cova, já se comentava, que o Marcelo Caetano, se tinha rendido icondicionalmente.
A "Farreca" partiu com algum atrazo, pois o motorista, também estava na taberna a comemorar o acontecimento...
Finalmente partimos, mais tarde ao atravessar a ponte dos arcos, olhava o rio, que vazava e rumava ao mar, parecendo também, respirar liberdade...
Na Figueira, tive oportunidade de confirmar e presenciar a alegria das pessoas, que se juntavam em vários grupos.
A noticia já estava estampada, na primeira página do jornal "O Primeiro de Janeiro", que estava exposto entre outros no quiosque na Praça Nova, vários curiosos tentavam ler as primeiras páginas dos jornais, e emitiam opiniões nem sempre concordantes.
Cheirava a algo diferente naquele dia, havia grande alvoroço na cidade, as pessoas falavam mais e com mais alegria, preferentemente acerca de temas antes proibidos.
Segui o meu caminho, passando em frente ao café "O Caçador", em direcção á escola Industrial e Comercial onde frequentava o quinto ano.
Na parte da frente da escola todos falavam,todos já sabiam um pouco o que tinha acontecido, a minha turma também participava da euforia que se vivia, o Gil de Buarcos veio ter comigo e disse-me:
É João não há aulas de desenho, o Charrua, (que era o professor) disse que não tinha condições para dar aulas derivado aos acontecimentos.
A malta da turma decidiu ir ter com o Charrua, e falar sobre o que estava acontecer, todos sabiamos que ele gostava de falar de política, mas desta vez fechou-se em copas, e disse simplesmente:
A Situação ainda não está esclarecida rapazes, há que aguardar pela evolução das coisas.
Vagueamos todo o dia pela cidade, passando pelo mercado, até chegarmos ao "curral"(termo que utilizávamos para falar do picadeiro e mais propriamento do café Nicola, onde nos costumávamos encontrar).
Toda a gente, em qualquer lugar da cidade falavam do mesmo, era a "Revolução dos Cravos ", o 25 de Abril tinha chegado, depois de uma ditadura tão longa e nefasta para o País, em quase todos os aspectos.
Viva a Revolução gritáva-se lá fora...
Viva gritávamos nós.
No ano seguinte de escolaridade 74/75,foi introduzido pela primeira vez uma disciplina no curso que se intitulava, "Introdução à Política".
Respiravam-se outros ares de liberdade...
Portugal encetava uma nova era de esperança...passados 48 anos, os ideais de Abril onde estão? Até aonde chegaram?
Ficou quiça um pouco de esperança, amarrada ao cais de partida e a mesma luta por um ideal, talvez uma quimera.

sábado, 23 de abril de 2022

Adieu mon ami... (21 de maio 1949 – 23 de abril 2022)

 
 
Faleceu hoje Arno aos 72 anos de idade, (Oostende, 21 de maio 1949 – Bruxelas, 23 de abril 2022) vítima de doença prolongada, um dos primeiros cantores  de rock belga, que tive a oportunidade de ver ao vivo na "Ancienne Belgique", ainda nos anos 80.
Descansa em paz...

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ilusão de ilusões...



Somos uma realidade, um tempinho de vida, estamos aqui, ali, acolá, andamos por aí...
Somos por vezes uma esperança irrealizável.
Temos realidades e sonhos dentro de nós, um mundo só nosso e de outros mundos que nos rodeiam...
No nosso, alguns fazem parte inteira de nós, mas nesses, também poderemos ser, uma pequena parte, com ou sem valor.
Quando já não formos mundos, faremos ainda parte de outros mundos, enquanto eles forem mundo e tiverem ilusão de ilusões de mundos...



domingo, 10 de abril de 2022

Postal da minha terra.



Gala, braço sul do rio mondego.

No silêncio, quebrado pelo murmúrio das águas correntes, e a imensidão do rio.

Uma imagem, um pensamento louco, furtado, que transporta a minha fantasia para esse lugar de outros tempos, que me aprisionou para sempre...

(João M. Fidalgo Pimentel)

terça-feira, 5 de abril de 2022

Os últimos marinheiros - Um livro de reportagem de Filipa Melo


Este livro de Filipa Melo é uma tentativa de exortar a atenção para o universo de alguns portugueses cuja principal fonte de sustento ainda é a navegação no mar.  
Para a maioria, a ligação à marinha marcante (marinha de pesca ou marinha de comércio) é uma herança familiar, vinda das duas gerações anteriores ou de tempos imemoriais. 
Na dura solidão dos bacalhoeiros ou no relativo conforto de modelos mais ou menos recentes de navios de pesca ou de carga, o respeito pelo mar perpetua as suas regras. Apesar de toda a maquinaria, a profissão de marinheiro mantém algo de intrépido e aventureiro.
Escolhido o tema - os últimos marinheiros portugueses -, retomou aquele primeiro contacto com a marinha mercante, actualizou os dados dos intervenientes, reencontrou-se com alguns deles, e embarcou a bordo do navio de pesca de arrasto Neptuno, ao largo da Figueira da Foz, em Março de 2015.
Embarcada com os marinheiros, dia após dia, partilhando com eles a rotina quotidiana, apercebeu-se que têm um grande orgulho pelo mar, mas também muito respeito. É a sua casa, uma casa flutuante. Têm outro tipo de contemplação sobre as coisas, uma percepção diferente. 
O mar é muito mais do que dinheiro e economia, observou, apelando para a urgência de se passar a ver o mar com outra pespectiva, sob o risco de acabarmos por assistir à extinção dos marítimos portugueses. 
A jornalista insta para a necessidade de serem revistas as políticas estatais. Esta é uma realidade que, segundo crê a autora, ainda é reversível.

domingo, 3 de abril de 2022

Praia da Cova, as casas e o mar...


O casario da minha povoação, qual mulher semi-nua enfrentando o mar.

Meu lugar priveligiado de reflexão e inspiração de uma vida.

Terra limitada no espaço, imensa no meu pensamento.

Cercada pelo oceano, o mondego e o pinheiral que ali espreita.

Cova Gala, plena de maresia e ventos de fantasia, que chamam por mim, sempre que estou longe de ti.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Belo(a), boa pessoa e com muita personalidade...



A personalidade de um indivíduo é o seu passaporte para o êxito, em todos os pontos de vista.
Normalmente, quais são as características que mais se recordam nas pessoas?
Muito mais do que a beleza física, as roupas que vestem as suas lindas palavras ou vozes, temos mais tendência para reter as suas personalidades.
As qualidades que antes enumerei, também fazem parte da personalidade, mas a verdadeira personalidade consiste numa qualidade interior, algo superior, ou, mais precisamente, numa aura de energia que emana do mais profundo do ser do indivíduo.
As pessoas que possuem uma auto imagem de vencedores projectam essa imagem para os outros, tornando-se, na realidade,vencedores...
Já se deu conta de que, normalmente nós reagimos às pessoas de acordo com a imagem que elas projectam...
Teremos somente que ter mais cuidado com algumas imagens falsas e hipocrisias baratas, que se projectam sem cesso neste mundo desigual...
Vejamos os políticos, por exemplo, em tempos de eleições e candidatos a cargos importantes.
Muita gente vota mais pela personalidade do candidato do que pelos seus pontos de vista políticos.
As pessoas votam também muito por uma imagem, muitas vezes cuidadosamente construída para e pelos media.
E não se esqueça também, que a sua própria personalidade baseia-se quase sempre naquilo que você acredita ser...

terça-feira, 29 de março de 2022

Para um Velho Amigo e Antigo Colega de Trabalho


Somos seres humanos cheios de paixão.

A vida é um deserto, é um oásis.

Algumas vezes derruba-nos, mas também nos ensina, e nos converte em protagonistas da nossa própria história.

Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, que somos nós...

(Para um velho amigo e antigo colega de trabalho)

sábado, 26 de março de 2022

Polo Norte - Efeitos do Aquecimento Global


O mês de junho de 2019 foi o mais quente da história desde o início dos registros de temperaturas. 
De acordo com dados do Serviço sobre Mudança Climática Copernicus, o recorde deveu-se na altura, principalmente, a uma onda de calor vinda da Europa, o que elevou em cerca de dois graus a temperatura normal nesse período. 
Os termómetros marcaram então 21°C em Alert, no extremo norte do Canada, um lugar habitado, que fica mais ao norte do planeta, a menos de 900 km do Polo Norte.
Nos anos seguintes, as temperaturas continuam demasiado altas, até aos dias de hoje, denotando-se os efeitos do aquecimento global, já quase irreversível.
Esta foto muito recente, é umas das provas de maior evidência.



sábado, 19 de março de 2022

O Gato da Praia

 

O Gato da Praia.
Num dia de inverno, no sol da manhã, de que tantos esperam e desejam.
O "negro gato", como já cantava Roberto Carlos no final dos anos sessenta, aquecia os ossos, nas escadas que dão acesso à praia da Cova.
Na habitual caminhada matinal junto ao mar, não resisti fazer um pouco de companhia ao gato, e desfrutar com ele da paz desse momento, que só o vento, e o ruído do mar, por vezes quebravam.
Nestes tempos que vivemos tão conturbados, onde a paz, é desvalorizada e frequentemente negada ao mundo... 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

A Besta - Putin o presidente da Rússia que pode governar até 2036

Pode parecer banal, até um pouco estúpido, mas o motivo da guerra de Vladimir Putin, é ele mesmo Vladimir Putin.

Este psicopata vê-se como um presidente vitalício, ele quer manter o seu prestígio, o seu poder e a sua riqueza até ao dia da sua morte, por isso quer manter o seu regime a todo custo.

Putin é um criminoso, que abusa das populações russa e ucraniana para garantir o seu próprio futuro e o dos oligarcas ao seu redor. É principalmente disto de que se trata.

Ele sabe que é um déspota e não tem para onde ir, quando um dia a sua presidência terminar. Para onde poderá ir este criminoso de guerra e os seus amigos.
Está disposto a destruir milhões de vidas russas e sobretudo ucranianas, para se agarrar ao poder.
Para esta Besta, só existe uma solução, ficar no poder com a sua tirania até morrer, eliminando todos aqueles a que ele que se oponham.
A não ser, que algém de dentro, na própia Rússia o consiga eliminar o mais rápido possível, para o bem da humanidade...


O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...