sexta-feira, 24 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Outros Tempos...Seca do Bacalhau na Morraceira em 1890
A extinta seca do bacalhau na Morraceira, junto à antiga ponte da Figueira da Foz na margem sul do rio Mondego.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Terras do Mar - Cova d'oiro
Terras do Mar - Cova d'oiro
Enquanto houver imaginação, que nos leve a beber desta fonte do nosso passado, estaremos sempre cá ao anoitecer, esperando o amanhecer...
No erguer de um novo dia, mostrando-nos quiça o caminho da felicidade de que tanto ansiamos...
(João M.Fidalgo Pimentel - excerto do livro "A Recoeta")
segunda-feira, 30 de março de 2026
Brumas da memória...
Casario rudimentar de madeira virado para o mar...
Gente guerreira que chegou e morreu no combate pela vida.
Tantas lutas, tanto sofrimento de um passado ainda recente.
Luto negro descalço, na areia branca da praia...
Lágrimas de sal, que o mar roubou...
Brumas da memória, de quem um dia nasci.
(João M.Fidalgo Pimentel - excerto do livro"A Recoleta")
terça-feira, 24 de março de 2026
O Gato da Praia.
O Gato da Praia.
Num dia de inverno, no sol da manhã, de que tantos esperam e desejam.
O "negro gato", como já cantava Roberto Carlos no final dos anos sessenta, aquecia os ossos, nas escadas que dão acesso à praia da Cova.
Na habitual caminhada matinal junto ao mar, não resisti fazer um pouco de companhia ao gato, e desfrutar com ele da paz desse momento, que só o vento, e o ruído do mar, por vezes quebravam.
Nestes tempos que vivemos tão conturbados, onde a paz, é desvalorizada e frequentemente negada ao mundo...
terça-feira, 10 de março de 2026
Publicações Sobre a História da Cova de Lavos (Ano 1906) - Os Palheiros...
"Na Cova de Lavos contam-se 500 destas habitações, segundo uma informação local, número este em desacordo manifesto com a população dada pelas estatísticas e da qual se destacam apenas duas centenas de homens que formam as companhas de artes de arrastar e tripulam as embarcações de pesca costeira.
Não obstante, e como em Mira, encontram-se na Cova habitações sem estacas, principalmente na região mais distante do mar e já sob o abrigo das que se dispõem em frente; mas aqui o número de palheiros que a estacaria suporta é bem maior embora não atinja, ao que parece, o número dito.
Disseminados, às vezes em arruamentos, abrangendo entanto uma área vasta, os que mais perto ficam da água, fincam-se sob pilares, que, à vista, medem três metros e até mais.
De ordinário, porém, a altura, como em Mira, oscila entre um metro e dois, e nunca atinge, como em Vieira, cinco e além. Sem excepção a forma é rectangular e o acesso faz-se por escadas que dão para uma ou duas portas do edifício.
Disseminados, às vezes em arruamentos, abrangendo entanto uma área vasta, os que mais perto ficam da água, fincam-se sob pilares, que, à vista, medem três metros e até mais.
De ordinário, porém, a altura, como em Mira, oscila entre um metro e dois, e nunca atinge, como em Vieira, cinco e além. Sem excepção a forma é rectangular e o acesso faz-se por escadas que dão para uma ou duas portas do edifício.
A cobertura, primitivamente de colmo, conforme a tradição, está toda substituída, e num ou noutro caso raro que ainda havia, realizou-se vai em pouco. Em Mira o palheiro é, uma ou outra vez, pintado exteriormente; na Cova quase todos -a vermelhão no corpo geral do prédio, a cores claras nas guarnições.
Como geralmente em todas as povoações costeiras, ter casa própria, na Cova de Lavos, é uma aspiração suprema e quase sempre realizada, ou ela seja modesta e custe vinte libras, ou vasta e folgada e vá até às cem. Depois há os reparos e a substituição frequente das estacas, e, se a prosperidade ajuda, tingem-se de cal interiormente.
Dentro o aceio, de que a bilha de água sempre coberta com um pano alvo de linho é um traço já proverbial.
Como geralmente em todas as povoações costeiras, ter casa própria, na Cova de Lavos, é uma aspiração suprema e quase sempre realizada, ou ela seja modesta e custe vinte libras, ou vasta e folgada e vá até às cem. Depois há os reparos e a substituição frequente das estacas, e, se a prosperidade ajuda, tingem-se de cal interiormente.
Dentro o aceio, de que a bilha de água sempre coberta com um pano alvo de linho é um traço já proverbial.
Das imediações, manifesta-se no aspecto de soalhos e paredes, na disposição dos móveis e na exclusão dos apetrechos de pesca menos limpos. Para estes destinam-se velhos barcos já inúteis, como em Buarcos; e por fim, como subsídio previdente a uma indústria de natureza essencialmente aleatória, o pescador da Cova cultiva terrenos areentos próximos que aluga ou de que se apossa e donde obtém alguns legumes, cereal, tubérculo, a vinha mesmo".
Ora o aspecto desta povoação, com o solo incessantemente revolvido, mas instalada como numa depressão, dá a imagem, talvez aproximada, de uma aldeia lacustre.
Ora o aspecto desta povoação, com o solo incessantemente revolvido, mas instalada como numa depressão, dá a imagem, talvez aproximada, de uma aldeia lacustre.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Para a História da Cova Gala (VI) - No tempo do berbigão...
"Na outra margem, a "coroa da burra", começava a esperguiçar-se e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.
Era a mãe de muita gente, já há alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.
Nessa madrugada dos anos sessenta, famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.
Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos, e às vezes de mãos nuas à procura do "pão" espalhado na ilhota, que a baixa-mar proporcionava...
Os de mais tenra idade, com os seus seis, talvez sete anitos, apanhavam os burriés entre o limo e a lama.
Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.
À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.
Foi ao armazém do Pinto, e fez rápidamente o negócio da venda como era habitual (...)."
Excerto do escrito "A Recoleta"
(João M.Fidalgo Pimentel - Fevereiro 2005)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Figueira da Foz de Antigamente...
Nos finais do século a cidade adquire um novo impulso económico, motivado pela vinda da aristocracia, que começa a dar-se banhos nas águas límpidas das praias de areia dourada na costa de Figueira da Foz.
Também os espanhóis endinheirados começam a vir até à Figueira da Foz deixar as suas pesetas no casino. A 20 de setembro de 1882 a Figueira da Foz foi elevada finalmente, à categoria de cidade.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
A passagem da tempestade Kristin pelo concelho da Figueira da Foz provocou estragos consideráveis
A passagem da tempestade Kristin pelo concelho da Figueira da Foz provocou estragos consideráveis durante a madrugada de ontem, sobretudo entre as 5:00 e as 6:00 horas .
A queda de parte do telhado da antiga Universidade da Figueira da Foz provocou danos em vários automóveis, num dos episódios mais marcantes do mau tempo que atingiu a região.
A depressão Kristin atravessou Portugal deixando para trás um cenário de destruição invulgar: estruturas arrancadas, árvores tombadas, inundações, cortes de energia e transportes interrompidos em vários distritos do país.
Estas imagens captam a força do temporal que colocou regiões inteiras em alerta e expôs a vulnerabilidade das cidades face ao vento extremo e à chuva intensa.
Entretanto, o Governo decretou situação de calamidade para 60 municípios e a Proteção Civil alertou para o risco de cheias nos próximos dias...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Figueira da Foz de outros tempos...
Figueira da Foz de outros tempos...
Praia da Claridade na baixa-mar, e o mar por ali a passear, ainda tão perto da cidade.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Folheando Imagens do Passado...
A Praça Velha (hoje Praça General Freire de Andrade), na Figueira da Foz, no ano de 1879.
Na imagem vê-se o Pelourinho no seu local primitivo.
O que me chamou também muito a atenção, foi o edifício em primeiro plano no lado esquerdo da fotografia.
No primeiro piso, ainda no início dos anos 70, funcionava ainda então, a Biblioteca Municipal, que muitas vezes frequentei, nos meus tempos de escola, na "Industrial e Comercial da Figueira da Foz"
Em frente do mesmo edifício e de outros ao lado, estavam estacionadas as camionetas da empresa "A Leiriense", e de outras, num espaço reservado só para as mesmas.
Notava-se sempre uma actividade intensa, sobretudo nas horas de ponta.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Praia da Cova - Sol de Inverno...
Praia da Cova - Sol de Inverno.
Praia e ruas desertas, da terra hibernada.
Períodos de tempo, que se sucedem ordenadamente, todos os anos...
Pinhal pasmado, desmaiado de tanta inércia.
Mar revolto e predador sempre presente, mesmo num dia de sol de inverno.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Figueira da Foz Antiga - Doca de embarque, edição dos 120 anos da Casa Havanesa.
Como podereria eu, descrever, imaginar esse tempo já longínquo, nos princípios do século XX, numa visita dos nossos bisavós, depois de atravessarem a ponte a pé, vindos das areias da margem sul.
Nessa pequena viagem àquela cidade, de encanto e beleza, situada na foz do mondego.
Nessa pequena viagem àquela cidade, de encanto e beleza, situada na foz do mondego.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Para a História da Cova Gala (XXXIX) - A Seca do Bacalhau na Morraceira
A extinta "Seca do Bacalhau" da família Sotto Mayor na Morraceira, junto à antiga ponte da Figueira da Foz na margem sul do rio Mondego.
Nos finais dos anos sessenta, princípios de setenta pude observar várias vezes, todo esse trabalho árduo, que se fazia sobretudo por mulheres do povo.
Eram aos milhares, os bacalhaus que eram estendidos ao sol, e virados todos os dias, em numerosas e grandes bancadas apropriadas para a secagem do mesmo, e que tinha por objectivo de reitirar a água do peixe já salgado.
Sendo este método, o mais antigo, na preservação de peixes e carnes...
A velha ponte sobre o rio mondego, assim me obrigava, a presenciar toda esta azáfama que se vivia lá dentro na "Seca do Bacalhau", com os seus semáforos para regular o tráfego que era muito, não se podendo fazer nos dois sentidos.
Longas esperas dentro da camioneta de transportes públicos, a Leiriense e mais tarde a Farreca.
Era outra "seca", mas diferente.
Quem é que não se lembra?
A construção da nova ponte em março de 1982, veio então alterar todo este estado de coisas para melhor felizmente.
"Milhares de bacalhaus a secar...
Tantas vidas sofridas de mar, sal ,frio e lágrimas também.
Viagens longínquas, algumas sem regresso, deixando mulheres de negro sós, até ao fim...
Filhos sem pai, simplesmente recordações e estórias para contar.
Cidade, que me olhava ao longe na outra margem do rio, enquanto esperava por eles...
Pai, avôs e irmãos, heróis desse tempo de menino."
(João M.Fidalgo Pimentel)
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Feliz Ano Novo de *2026*
Desejam Rosa Maria e João Fidalgo Pimentel, a todos familiares e amigos, por esse mundo fora...
Foto - Autor desconhecido
fora.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Pensamentos finais de uma tarde junto ao mar, na terra onde nasci.
Em frente de mim, o barulho, a atrapalhação das ondas do mar, do vento e da chuva que teima em ficar...
Dezembro de tantos anos, que envelheceram alguma existência deste lugar...
Persisto em continuar olhando a sul, a velha nova "cidade da estaca" que dantes me punha a imaginar...
Passeio nas ruas e caminhos da agora "vila".
Anteontem, ainda corria pela aldeia que me fazia sonhar.
Amanhã passarei junto ao rio uma última vez, para depois partir e mais tarde, novamente recordar...
(João M.Fidalgo Pimentel)
sábado, 13 de dezembro de 2025
Para a História da Cova Gala (XXXVIII) - Era quase Natal... (Cova, Dezembro de 1964)
A estrada estava deserta, assim como o largo areal em frente, a noite fria de dezembro estava chegando depressa.
As pessoas estavam em casa reunidas em família.
Lá fora, o vento conseguia levantar alguma areia.
Havia algumas estrelas no céu e desenhos inventados por mim que as abraçavam.
Da minha janela contemplava e contava as árvores de Natal das casas em frente.
Sonhava com o dia seguinte, e com o sapatinho cheio de brinquedos,que o "menino Jesus" me iria oferecer.
O meu pedido era um barco à vela.
Tinha reparado nele no mercado da Figueira, quando lá fui uma vez com a minha avó.
Estava numa montra, ao lado de outros grandes barcos, mas foi aquele que fizeram brilhar os meus olhos de menino.
Agora o Natal estava a chegar...
Umas semanas antes, depois da catequese do domingo, em que muita gente se confessou ao prior, eu também me confessei.
Foi ao "Cú de Borracha", como era conhecido na aldeia, e falei-lhe do barco à vela.
- O menino fala com os seus pais..., retorquiu com o seu tom de voz suave que chegava até a mim por entre os orifícios do confessório.
Na véspera de Natal minha mãe, tinha ido à mercearia do "Manel dos Caracois."
- Vou-me ali aviar num instante já venho, não saias de casa e não abras a porta a ninguém, que já é noite fechada.
Muitas vezes era a fiado...havia muitas famílias na Cova, que tinham necessidade de recorrer a este meio de venda a crédito.
O meu pai andava ao rio com o meu irmão, enquanto não partia para a Terra Nova no navio bacalhoeiro Fagundes.
Acabava de chegar a casa muito apressada, poisou o saco da loja em cima da mesa da cozinha, e disse-me para esperar na sala.
Entretanto, alguém bateu à porta.
Aproveitei a sua breve ausência...e fui espreitar no saco.
Fiquei deliciado com aquilo que vi!
Ouvi o até "amanhim" da Ti Maria, fechei o saco.
Rapidamente como um felino, voltei para onde estava antes.
- O bacalhau está caro como o fogo, tenho ali três postas, que comprei ontem, já chega para a gente !
- O teu pai e o teu irmão nunca mais chegam da Gala, já são quase sete horas.
- Pois é, disse acenando com a cabeça, disfarçando o meu nervosismo, por antes ter aberto o saco.
Entretanto o meu pai tinha chegado com o meu irmão.
Era uma noite fora do comum...
Mas eu só pensava no crepúsculo da manhã do dia seguinte, e no meu barquinho à vela que tinha pedido ao menino Jesus.
Depois de termos ceado, adormeci com os meus sonhos de criança de seis anos.
De manhãzinha cedo acordei.
Ainda todos dormiam e eu corri para o borralho onde estava o sapatinho.
Fiquei estupefacto com o que vi!
Bombons de chocolate envoltos em papel de prata de várias cores, aqueles que estavam no saco da loja!
O barquinho à vela não tinha navegado até junto a mim...
Percebi quem era o menino Jesus.
Apanhei alguns bombons.
O resto meti num tamanco velho da minha mãe em cima do borralho.
Nesse Natal tinha sido eu o menino Jesus.
Pus-me à janela, a comer bombons e a ver a areia que levantava, voava com o vento, e imaginava, o meu barquinho que chegava e partia com ela...
(João M.Fidalgo Pimentel - em "Memórias da minha infãncia")
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
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O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...
Que dia é hoje?
Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...
Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.
Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...
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