sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O Polícia Sinaleiro da Figueira da Foz

Oh polícia sinaleiro, lá em cima no seu trono!
O seu pódio, qual imperador num anfiteatro romano.
O poder, a autoridade,que admiração eu tinha por ele,quando ainda era puto.
Era capaz de o ficar a mirar, por um tempo sem fim...
Os seus gestos rápidos, decididos, com um toque de agressividade, sempre em postura de combate.
Na Figueira da Foz também os havia.
A minha avó puxava-me pela mão com insistência...
- Anda menino que ainda perdemos a camionete.
Dava uns passos em frente e logo parava.
Uma apitadela do polícia sinaleiro, fazia-me ficar pasmado para ele com muito respeito.
Mais parecia por vezes uma marioneta com um apito, como eu gostaria de soprar naquele apito, só uma vez.
Se eu tivesse o ensejo de...
Não!
O polícia sinaleiro desceu por uns momentos do seu assento elevado, agarrei-me ao xaile da minha avó.
Será que me vai prender!
- Anda menino senão o polícia prende-te!
Apressei o passo de puto dos meus sete anitos, olhando sempre para trás, tropeçando,quase caindo.
O polícia sinaleiro repreendia um automobilista, que tinha desrespeitado as suas ordens.
Agora é que eram elas!
Era a sua voz, bem forte plena de autoridade que se fazia ouvir.
O trânsito esse estava num caos...que grande desordem!
Todos buzinavam, abafando os berros do polícia sinaleiro.
Ao longe, perdi-o de vista ao entrar na praça velha...
Estávamos quase a chegar à paragem da "leiriense" na praça velha, para apanhar a camionete, que ia para a Cova...

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Os Homens e os "meninos" dos dóris da Cova Gala (III) - (Nomes de A a Z)



As povoacões da Cova Gala, foram provavelmente aquelas que mais contribuíram nos séculos XIX e XX, para a pesca à linha do bacalhau na Terra Nova, com este tipo de Homens Valentes, e de uma coragem ímpar... Entre adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos e homens, estima-se que cerca de 90% foram à pesca do bacalhau, desde quase nos seus primórdios em Portugal, no século XIX, até à primeira metade do século XX. Foram os Armadores com frota de Veleiros de três e de quatro mastros, ou Lugres, que incrementaram no início do século XX, a pesca nos mares da Terra Nova no Canadá e da Gronelândia, com tripulações e pescadores da região de Ílhavo, Aveiro e Figueira da Foz que em condições muito severas, de abril a setembro pescavam à linha o Bacalhau, em pequenos barcos, os Dóris, que equipavam os Veleiros; este tipo de pesca terminou em 1971, ano da ultima partida de um Lugre para os mares do Norte. A frota de lugres bacalhoeiros começou a ser conhecida em todo o mundo durante a 2ª Guerra Mundial, como a “White Fleet”(frota branca), porque todos eles tinham os cascos pintados de branco, com velas também brancas. Uma necessidade surgida durante a Segunda Grande Guerra em que Portugal não participou por se ter declarado pais neutro no conflito. Durante a 2ª Grande Guerra os lugres Delães e Maria da Glória foram afundados em 1942 por submarinos alemães. Depois destes naufrágios, tomou-se a decisão de pintar os navios de branco com o nome e a nacionalidade bem pintados no costado e a bandeira portuguesa nas amuras e nas alhetas. Foi assim que, a partir de 1943, a nossa frota bacalhoeira ficou mundialmente conhecida por "White Fleet". Esta decisão foi tomada de acordo com os Aliados e comunicada a todas as partes em conflito. A frota de pesca portuguesa passou a navegar em grandes comboios de lugres brancos, com velas brancas e sem contactos rádio durante a travessia, proibidos pelos nazis Alemães. Os bacalhoeiros distinguiam-se bem de qualquer outro navio em alto mar… Só os nossos barcos tinham esse aspecto e eram belíssimos. Os mais bonitos de todas as frotas de pesca em qualquer parte do mundo... Este filme, é uma demonstração de veneração e respeito a todos os pescadores em geral, e em especial, aos da Cova Gala, na dura vida da Pesca à linha do bacalhau em dóris, nos séculos XIX até metade do século XX, Muitos destes pescadores, ainda adolescentes, com idades de 14,15 e 16 anos...

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Convite VIII Seminário "Desafios do Mar Português", dia 19 de Outubro - Museu Marítimo de Ílhavo

Desde 2012, as várias edições do Seminário ‘Desafios do Mar Português’ têm vindo a afirmar-se no panorama da cultura marítima como eventos de referência a nível nacional, trazendo para a linha da frente as problemáticas em torno da relação de Portugal com o Mar.

A 8.ª edição terá como tema “Portugal e o Mar: um novo regresso” e está agendada para o dia 19 de outubro, por ocasião do 18º Aniversário da Ampliação e Remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo. Serão parceiros deste evento o CHAM - Centro de Humanidades, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, e a Fundação Calouste Gulbenkian.

Tendo por base este tema, pretende-se abordar o posicionamento nacional perante os oceanos numa visão que percorre o nosso legado histórico e cultural, assim como perspectivar o futuro no que respeita à sustentabilidade ambiental e à economia azul e, acima de tudo, sensibilizar o público para uma visão ampla sobre “Um Novo Regresso”.

Também, e à semelhança dos anos anteriores, o evento será acreditado como uma formação de pequena duração (6 horas) para educadores de infância e professores de todos os níveis / graus de ensino, mediante posterior inscrição no site do Centro de Formação da Área.

INSCRIÇÕES GRATUITAS | ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos.
Inscrições até 18 de outubro de 2019

sábado, 7 de setembro de 2019

Convite - Museu Marítimo de Ílhavo - 3.ª edição da Festa dos Bacalhoeiros

O Museu Marítimo de Ílhavo promove a 3.ª edição da Festa dos Bacalhoeiros, um encontro entre gerações de homens de todo o país que andaram ao bacalhau nos mares gelados do Atlântico Norte. Entre recordações e relatos de vivências, o programa inclui visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo e ao Navio-Museu Santo André, performances teatral e musical e um almoço convívio.

28 de setembro, sábado

10:00 Visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo
Ponto de encontro
Fotografia da Campanha de 2019
11:30 Performance teatral
Merenda
Cais Bacalhoeiro

13:00 Almoço convívio
(Chora e Feijoada de Samos)
Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré
15:00 Visitas ao Navio Santo André
Performance Musical

Inscrições de 2 a 25 de setembro:
Telf. 234 329 990 – visitas.mmi@cm-ilhavo.pt
€7,50
Limitado a 200 pessoas

sábado, 24 de agosto de 2019

Bom fim de semana

No amor não há limites, quem ama tende sempre para o infinito...

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Boas Férias...

Encerramos a loja por uns meses, para férias do pessoal...
Até lá, os desejos a todos, de uns bons dias de ócio, no lugar que vós desejeis.
O meu inequivocamente, será quase sempre, entre, e junto ao rio e o mar...

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Festa em honra de São Pedro, Padroeiro da Cova Gala - Anos 60












De vez em quando ouviam-se novamente os foguetes.
Os enfeites da capela já estavam terminados, cá fora os arcos alinhados uns atrás dos outros no extenso areal branco, que havia em frente da capela.
Ramadas de diferentes árvores serviam de decoração para os mesmos, além de outros objectos relacionados com a vida do mar, do povo da Cova Gala.
Relíquias, como cabaças, rodas de cortiça, esferas de vidro vestidas de rede, boias de salvação de diferentes cores.
A magia da noite, dava uma dimensão superior, quando se acendia a iluminação.
A barraca das farturas já estava em funcionamento, assim como a das bebidas e outras menos relevantes de última hora.
Nos dias de festa, a procissão no domingo à tarde, era o momento mais aguardado por todos.
O imponente e magestoso cortejo, que percorria toda a aldeia do rio, até ao mar...
Andores transportados por crianças, homens e mulheres, enfeitados, com barcos em miniatura, e outras divinidades cristãs.
Uma tarde de Domingo emocionante, acompanhada com as músicas das filamónicas...

O fogo de artíficio, era também, um dos momentos cruciais para todos, sobretudo para juventude da terra.
Nessa noite apagavam-se todas luzes...para se poder desfrutar do "fogo preso"
As pessoas movimentavam-se pelo pinhal, situado no lado esquerdo perto da capela, à procura de um sítio,para melhor presenciar o espectáculo.
Os jovens com a sua irreverência, em grupos, atiravam gritos de insaciedade.
Tinham mais liberdade naquela noite especial...
Os altifalantes posicionados em pontos estratégicos, espalhavam música para todos os gostos.
Muitos dançavam, bebiam de alegria, outros limitavam-se a olhar ou censurar, foi sempre assim na cova gala.
Foi sempre uma festa desejada pelo povo desta terra piscatória, marcado por muitas tragédias e alegrias do regresso da pesca do bacalhau...
Mas hoje era dia de festa, muitos ficavam quase até ao amanhecer...

(excerto do livro "A Recoleta")

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Intensidade de um tempo e maravilhoso lugar...

Recoletas, botes e bateiras, na velha doca, da borda do rio.
A intensidade de um tempo, e maravilhoso lugar.
Tudo o homem destruiu e enterrou para sempre...
Meu ex-líbris da terra onde nasci, Cova Gala.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Figueira da Foz de Antigamente - Peixeiras de volta do mercado...

Pés nus, rodilha sobre o lenço e canastra na cabeça.
Xaile que cobria a tristeza de uma vida sofrida.
Mães heroínas desta terra e das nossas vidas.
Mulheres do povo e do germe que somos.


(João Manuel Fidalgo Pimentel)

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O espelho (o nosso espelho)



Quando nos olhamos no espelho estamos sempre de cara-a-cara com um infinito...
O nosso ser reflete-nos, e nós reflectimos de volta.
Sabemos que nos estamos a ver, por isso às vezes somos diferentes.
Diferentes daquilo que realmente somos, quando nos olhamos no espelho.
Nunca conseguimos encontrar a nossa “essência,” somos indefiníveis.
Somos parte do que os outros vêem, e também do que pensam de nós.
Parte do que nós vêmos, parte do que ninguém vê, parte do que já fomos…
Temos um infinito dentro de nós, que se está sempre negando e afirmando.
A nossa imagem material, queiramos ou não, será sempre preponderante na nossa vida.
Saber viver com ela e aceita-la como tal, é entrar nesse infinito.
O nosso infinito...

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Uma Páscoa Feliz Para Todos Vós...

A Páscoa, recorda sobretudo aquele que apregoou o amor e a paz entre os homens do seu tempo, e acabou crucificado numa cruz.
Uma Feliz Páscoa para todos os crentes, sejam eles ou não cristãos.
Ter fé, acreditar em algo positivo, seja o que for, com ou sem religião, é o melhor estímulo para uma vida melhor, desfrutar dela e de tudo bom que ela nos possa oferecer...

terça-feira, 2 de abril de 2019

Relectindo sobre nós..


Quem somos?De onde viemos?
Porque existimos! Para onde caminhamos?

A nossa existência actual, é derivada a uma evolução ocasional?
Ou será uma criação inteligente, programada por quem?
Qual é o nosso nível de perfeição? O que é que pensamos de nós próprios?
Aquilo que nos rodeia, do mais infinito pequeno ao universo sem fim, porque será que existe?
Ao reflectirmos por uns momentos, percebemos como somos insignificantes...
Dependemos de tudo, e de todos.
Tudo pode terminar no momento...em que estávamos simplesmente a pensar.
A vida, a nossa própria vida terá um significado...um objectivo préviamente definido,programado, todas as formas de vida são úteis para a realização, de algo que nos ultrapassa e incomoda, por não termos respostas concretas.
A sensibilidade humana,o afecto, o amor entre vidas, é a prova de que realmente somos eternos noutra dimensão...a fragilidade da vida termina aí.
O amor, ao contrário do materialismo é infinito...o tempo não consegue apagar aquilo que se sente, que se ama, amou, mesmo quando faz parte do passado.
A nossa mente é a "arma" mais poderosa do ser humano.
Ninguém a consegue agarrar, prender, livre como o vento, mas nem sempre isenta de culpas.
Factores exteriores, modificam-na fazem com que seja influenciada, o que poderá ser nefasto para ela.
Para o seu corpo terreste aonde ela habita e provavelmente, para outros que também serão afectados.
O corpo é uma especie de veículo, que a mente utiliza temporáriamente., enquanto lhe convém, ou é possivel manter em vida.
Terminado o longo ou curto caminho que juntos fizeram, a mente irá apoderar-se de um outro corpo, quase sempre recém-nascidos.
Existem casos, em que a separação é dolorosa, tal era a afinidade que havia entre ambos.
Uma questão pertinente é a seguinte: Os corpos derivados de um corpo, ou seja o nascimento de uma nova vida, qual é a relação entre eles?
A relação forte que existe entre uma mãe e um filho, com mentes diferentes.
A explicação é simples, é tudo uma questão de influências da mente da mãe, que utiliza o seu corpo na plenitude das suas forças e experiência, para modelar o corpo do filho ainda frágil e a mente que nele habita, um pouco á sua imagem e valores, e o amor que lhe dedica fazem o resto...
Este processo repete-se infinitamente...com o grande objectivo de obter a pureza da mente, e pô-la numa outra dimensão...
Mas o que é a mente?
A mente é uma estrutura eléctrica se assim podemos chamar, altamente complexa, composta de informações para auto-aplicação, que capacita o corpo na autonomia para dirigir a sua própria existência no tempo e resolver a si mesmo no espaço...para nós ela é invisível.
Mas recuando,um pouco na nossa reflexão sobre a vida terreste do corpo.
É verdade que ela é relativamente curta.
Se compararmos a longevidade do ser humano da actualidade,com aquele de à trezentos,quatrocentos anos, ela aumentou consideravelmente.
Porque termina a vida...como nós a conhecemos?
Todos morremos um dia...é a expressão mais vulgarmente utilizada.
Será que é mesmo assim, o que significa morrer para nós?
Uma forma simples e talvez lógica de explicar, aceitando a fatalidade das coisas, é dizer:Tudo acabou, tudo tem um fim...mas porquê as coisas teriam um fim...não é justo.
O Universo de que fazemos parte e vivemos não tem fim, é infinito...
Nós provavelmente,também somos eternos, pelo menos a nossa vida imaterial...só o nosso corpo é que morre...


(Fim da primeira reflexão)

sexta-feira, 15 de março de 2019

O Poço das minhas origens...

Perguntaram-me no outro dia, pelo poço da minha infância e das minhas origens...
Perplexidade minha do momento, que me fez  hesitar em replicar. 
Perguntaram-me por essa cova funda aberta na areia, para que eles conseguissem, e nós conseguíssemos sobreviver...
Esses poços antigos, com tantas estórias para contar, património cultural da nossa terra, quase já não existem.
É só um poço, são dois, talvez três, com um século de existência, talvez dois ou três.
Foram, são os poços das nossas origens, que mataram a sede àqueles que primeiro aqui arribaram, e depois aos filhos, netos que por aqui ficaram.
Poços nas areias da Cova Gala, que presenciaram quase toda a nossa história...

segunda-feira, 11 de março de 2019

O ser humano, o tempo e o seu tempo...

"O ser humano não percebe, de que não se precisa de tempo na vida, porque a vida realmente acontece no momento presente. 
É equivocada a nossa noção, reforçada pelas religiões e pelos teóricos evolucionistas, de que precisamos de tempo para evoluir e completarmo-nos, para mudar do"que é" para "o que deveria ser". O tempo é certamente necessário no campo da aprendizagem ,para atingir metas e para ganhar a vida e tornarmo-nos especialistas em alguma profissão. 
Mas no nosso mundo mental, na maior parte das vezes seguimos o velho padrão tradicional, tornamo-nos frustrados e miseráveis quando a esperança da plenitude não é alcançada. 
Ficamos acostumados ao condicionamento de que precisamos de tempo para evoluir para algo diferente do que já somos. 
No entanto, uma pessoa que se baseie no tempo horizontal como um meio de alcançar a felicidade ou de realizar a "Verdade" está-se enganando a si mesma. 
Não há entendimentos no tempo: é agora ou nunca. O que há, é agora...cada momento é único,esse sim,não se repetirá jamais...

sábado, 2 de março de 2019

Erosão Costeira - É tempo de Agir com Responsabilidade e Inteligência na Praia da Cova...

Erosão Costeira - É tempo de Agir com Responsabilidade e Inteligência na Praia da Cova.
Para evitar, uma tragédia iminente e de consequências irreversíveis...
A distância e o tempo começam a escassear.


Foto - Filipe Brás


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Gala - Cores cinzentas do passado, e alguma saudade...

Gala - Cores cinzentas do passado, e alguma saudade...


O antigo Largo das Alminhas, no final dos anos sessenta, ainda com os restos de um edifício em ruínas.
Ao fundo a estrada nacional coberta com os seus típicos paralelos de pedra granito.
E depois, depois, o rio, e a borda do rio, que não conseguimos avistar, mas que facilmente poderiamos imaginar...
A alma, o ex-líbris.de toda a nossa aldeia. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Os Homens e os "meninos" dos dóris da Cova Gala (II)

As povoacões da Cova Gala, foram provavelmente aquelas que mais contribuíram nos séculos XIX e XX, na pesca à linha do bacalhau, com este tipo de Homens Valentes, e de uma coragem ímpar... Este filme, é uma demonstração de veneração e respeito a todos os pescadores em geral, e em especial, aos da Cova Gala, na dura vida da Pesca à linha do bacalhau em dóris, nos séculos XIX até metade do século XX. Muitos destes pescadores, ainda adolescentes, com idades de 14,15 e 16 anos...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os Homens e os "meninos" dos dóris da Cova Gala (I)

As povoacões da Cova Gala, foram provavelmente aquelas que mais contribuíram nos séculos XIX e XX, com este tipo de Homens Valentes, e de uma coragem ímpar... A frota de lugres bacalhoeiros era conhecida em todo o mundo como a “White Fleet” porque todos eles tinham os cascos pintados de branco, com velas também brancas. Uma necessidade surgida durante a Segunda Grande Guerra em que Portugal não participou por se ter declarado pais neutro no conflito.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Pensamentos finais de uma tarde junto ao mar, na terra onde nasci.


Contrastes de um dia amortecido pelo outono, e o fulgor do verão dos meses de julho e agosto.
Em frente de mim, o barulho, a atrapalhação das ondas do mar, do vento e da chuva que teima em ficar...
Dezembro de tantos anos, que envelheceram alguma existência deste lugar...

Persisto em continuar olhando a sul, a velha nova "cidade da estaca" que dantes me punha a imaginar...
Passeio nas ruas e caminhos da agora "vila".
Anteontem,ainda corria pela aldeia que me fazia sonhar.
Amanhã passarei junto ao rio uma última vez, para novamente a poder recordar...

(João Catavento)

domingo, 14 de outubro de 2018

Imagens Tristes - Furacão Leslie causa enormes estragos na Cova Gala.

Furacão Leslie causa muitos estragos na nossa terra.
Algo nunca antes visto por aqui e arredores.
No Concelho da Figueira da Foz as rajadas chegaram a atingir 176 km por hora.
A passagem do furacão Leslie pela zona da Figueira da Foz provocou também grandes estragos na cidade, nomeadamente a queda de árvores e estruturas, além da invasão das avenidas junto ao mar por areia.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Ponte, o rio e a vida...

Debaixo da nova ponte dos arcos, com vista privilegiada, para a ilha da morraceira.
Uma escapada atrevida de uma hora, para recordar meio século de emoções perdidas...
De uma outra e outrora bela ponte, que já foi "residente" no mesmo espaço, e que fez parte da história da antiga aldeia.
Sentado, junto às águas do rio, que deslizavam suavemente, e refectiam a minha imagem em silêncio no leito do rio, experimentei sensações antigas "tatuadas" em mim.
Continuo fascinado pela magnificência do lugar que sempre conheci, e pelo qual desde menino, me enamorei.
Perplexo, pensava para mim, que somos como a ponte que fica,vai ficando, no rio que passa, e uma vida de muitos caminhos percorridos e a percorrer...
A lutar, sem nunca desistir e tentar sempre vencer.
Fiquei a pensar na minha vida...
Nesta vida, uma dádiva, um presente, que todos devem "degustar' e preservar, felizes, oxalá por muitos anos...

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

domingo, 19 de agosto de 2018

Praia da Cova Gala - Praia na baixa-mar

Praia da Cova Gala - Praia na baixa-mar
A perder de vista, no que os olhos alcançam, e contagiam o pensamento,
O tacto dos pés molhados na areia de água fria, que te deslumbram, ao passar pelo lugar, onde queres estar...
"A maré escarnou", como diziam antigamente os pescadores da aldeia.

domingo, 17 de junho de 2018

Vêm aí as Festas de São João



Vêm aí as Festas de São João!
A cidade está em festa,a alegria está de volta!
O povo sai à rua e respira o verão que já começou.
As velhas da Praça Velha,comentam e falam de outros tempos...
Os jovens passam animados e apressados para o picadeiro.
Jubilação contagiante que se espalha por todo o lado...
O  mondego em águas calmas, olha os últimos raios de sol que se escondem do anoitecer.
Há festa na Figueira,há festa de São João!
O povo,não esquece sai à rua e dá vivas à sua alegria...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Mundial de Futebol **Rússia 2018** PORTUGAL - Espanha - Hoje às 19 horas na RTP1

A Seleção Nacional irá iniciar, esta sexta-feira, às 19 horas, a campanha no Mundial e na estreia irá enfrentar a Espanha.
O selecionador Fernando Santos deverá apostar na seguinte equipa:

Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Bernardo Silva, William Carvalho, João Moutinho e João Mário; Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.

Juntos Venceremos!

Actualização: Portugal 3 Espanha 3

domingo, 27 de maio de 2018

Programa das Festas em honra de São Pedro



Programa das Festas em honra de São Pedro 2018 -  Padroeiro da Cova Gala.

A Festa de São Pedro, em Honra do Padroeiro da Freguesia, é aquela que mais importância tem na vida da maioria dos Cova Galenses e um lugar de destaque no panorama festivo da Cidade da Figueira da Foz. 
A sua grandiosidade expressa no seu arraial, com os excelentes espectáculos musicais e outras actividades culturais são vectores de uma animação constante e responsáveis por grandes manifestações de alegria e convívio.
A sua natureza social faz estabelecer novas relações com aqueles que nesta altura do ano nos visitam, fortalecendo e partilhando ideias com familiares ou convidados, que nestes dias acolhemos na intimidade do nosso lar. Serve também como ponto de encontro dos amigos que já não víamos à imenso tempo e é responsável pelo regresso à sua terra natal de muitos dos nossos emigrantes.
A festa de São Pedro transmite-nos uma energia positiva, é promotora das nossas tradições e costumes, desenvolvendo os valores da simplicidade da amizade e da hospitalidade, características do povo da Cova Gala.
Fazendo jus à sua tradição secular, o ponto alto da festa continua a ser a famosa procissão de São Pedro, na tarde de Domingo, numa verdadeira exteriorização de fé dos pescadores, marcada pelo simbolismo do desfile das miniaturas de embarcações, que traduz as origens culturais deste povo, que desde de sempre esteve ligado ao mar. O seu percurso de cerca de três quilómetros por ruas engalanadas e apinhadas de gente, tem uma paragem no Largo da praia da Cova para bênção do mar e realização do célebre Sermão ao seu Padroeiro.
A procissão encerra com a cerimónia da entrega da Bandeira, forma peculiar de assumir publicamente a responsabilidade de organizar a festa no ano seguinte, é sempre um espectáculo pleno de emoção e autenticidade. 


Texto: Junta de Freguesia  de São Pedrro Cova Gala

domingo, 13 de maio de 2018

A Mensagem de Fátima...



 A Mensagem de Fátima...

Acreditar ou não, qual é a mensagem de Fátima?
Ela é igual a muitas outras, por esse mundo fora, ao longo de muitos anos...
Será que todos nós compreendemos o seu verdadeiro significado.


Fátima existe em nome do amor...
Fátima,é Mãe de todos nós sem exepeção, uma revelação de que todos somos irmãos.
Todos diferentes, todos iguais perante ela.
Transmitida a três crianças, para que jamais nos possamos esquecer...


Quase todos nós, temos ou tivemos uma Fátima em casa...
Às vezes está ou esteve tão próxima, vive ou viveu mesmo conosco.
A nós de a sabermos sempre encontrar.
..

(João Catavento)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O Meu 25 de Abril de 1974...

Ainda me lembro, o velho rádio que estava constantemente ligado. Na cozinha logo de manhã o meu pai colava-se a ele e dizia:
-Vamos lá ver se isto não dá para o torto, é preciso ter cuidado com esses filhos da mãe da pide, que estão em todo o lado, nem no vizinho nos podemos confiar.
Ouviam-se marchas militares dos MFA, interrompidas de vez em quando para actualização das noticias.
Recomendava-se à população que se mantivesse calma e ficasse em casa...até que a situação ficasse mais definida.
O "Alcanena" o leiteiro da terra como era conhecido, tinha chegado um pouco mais cedo.
Estava mais excitado do que o costume, reclamava justiça e que matassem esses ladrões que nos roubaram tudo...a fábrica da resina (entenda-se a terpex) era um dos seus temas preferidos, foi sempre contra a sua instalação, por detrás da sua casa,e com razão reclamava e não era o único.
Eram quase oito e meia da manhã tinha que apanhar a "Farreca", que partia da Cova, ali mesmo em frente á loja do Francisco.
Junto á porta da taberna na Cova, já se comentava, que o Marcelo Caetano, se tinha rendido icondicionalmente.
A "Farreca" partiu com algum atrazo, pois o motorista, também estava na taberna a comemorar o acontecimento...
Finalmente partimos, mais tarde, ao atravessar a ponte dos arcos, olhava o rio, que vazava e rumava ao mar, parecendo também, respirar liberdade...
Na Figueira, tive oportunidade de confirmar e presenciar a alegria das pessoas, que se juntavam em vários grupos.
A noticia já estava estampada, na primeira página do jornal "O Primeiro de Janeiro", que estava exposto entre outros no quiosque na Praça Nova, vários curiosos tentavam ler as primeiras páginas dos jornais, e emitiam opiniões nem sempre concordantes.
Cheirava a algo diferente naquele dia, havia grande alvoroço na cidade, as pessoas falavam mais e com mais alegria, preferentemente acerca de temas antes proibidos.
Segui o meu caminho, passando em frente ao café "O Caçador", em direcção á escola Industrial e Comercial onde frequentava o quinto ano.
Na parte da frente da escola todos falavam,todos já sabiam um pouco o que tinha acontecido, a minha turma também participava da euforia que se vivia, o Gil de Buarcos veio ter comigo e disse-me:
- É João não há aulas de desenho, o Charrua, (que era o professor) disse que não tinha condições para dar aulas derivado aos acontecimentos.
A malta da turma decidiu ir ter com o Charrua, e falar sobre o que estava acontecer, todos sabiamos que ele gostava de falar de política, mas desta vez fechou-se em copas, e disse simplesmente:
- A Situação ainda não está esclarecida rapazes, há que aguardar pela evolução das coisas.
Vagueamos todo o dia pela cidade, passando pelo mercado, até chegarmos ao "curral"(termo que utilizávamos para falar do picadeiro e mais propriamento do café Nicola, onde nos costumávamos encontrar).
Toda a gente, em qualquer lugar da cidade falavam do mesmo, era a "Revolução dos Cravos ", o 25 de Abril tinha chegado, depois de uma ditadura tão longa e nefasta para o País, em quase todos os aspectos.
- Viva a Revolução gritáva-se lá fora...
- Viva gritávamos nós.
No ano seguinte de escolaridade 74/75,foi introduzido pela primeira vez uma disciplina no curso que se intitulava, "Introdução à Política".
Respiravam-se outros ares de liberdade...Portugal encetava uma nova era de esperança...passados 35 anos, os ideais de Abril onde estão? Até aonde chegaram?
Ficou quiça um pouco de esperança, amarrada ao cais de partida e a mesma luta por um ideal, talvez uma quimera...


(João Catavento)

domingo, 8 de abril de 2018

Clube Mocidade Covense 79 Anos de História...

O Clube Mocidade Covense, fundado em 9 de Abril de 1939, faz exactamente 79 anos na próxima segunda-feira.
Muito se poderiam orgulhar os seus fundadores, se ainda hoje fossem vivos.
Um grande percurso já foi realizado durante todos estes anos, que correram a uma velocidade estonteante.
Um bem haja, a todas as direções que por lá passaram e deram o seu grande contributo, o seu melhor durante todos estes anos para o engrandecimento desta colectividade, uma das mais antigas da nossa terra, todos terão o sentimento do dever cumprido, nem sempre foi fácil em determinados momentos desta já longa vida...
Recordo-me especialmente nos meses de inverno de 1976/77, nos anos logo a seguir ao 25 de abril, em que o único café que havia na Cova encerrou por algum tempo.
Foi o C.M.C.que com a ajuda de alguns sócios mantinha aberto o bar do Clube todos os dias, no horário da tarde, evitando que a aldeia se tornasse num "deserto"...continuando assim a população a ter algum convívio, desfrutando-se da velha televisão a preto e branco, a velha suecada do jogo de cartas, o jogo de damas e o dominó.
Poderiamos,também realçar os bailes e matinées que se organizavam noutros tempos, com os respectivos conjuntos musicais, que tantas estórias de amor fizeram nascer, assim como os filmes que se projectavam, alguns de muito boa qualidade.
Muito mais se poderia contar, haveria tanto para recordar...
Todos nós nos sentimos orgulhosos por isso.
No entanto hoje o que conta é o presente, tudo está diferente para melhor e ainda bem, os tempos são outros.
As instalações foram melhoradas em vários aspectos, existem várias actividades, existe sangue novo que mantém bem viva a chama do Clube Mocidade Covense, o que é também de louvar e incentivar para continuar e se possível sempre melhorar.
Antecipo-me nos meus parabéns, derivado a ausência forçada, um bem hajam, até um dia...
Desejo Um Feliz Aniversário para esta Grande Colectividade da nossa linda Terra, o Clube Mocidade Covense.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Terras do Mar - Cova Gala (I) * Painel de Azulejos

Painel de azulejos, deixando ver o esplendor da antiga marina da Gala, os botes no rio, onde marcava ainda presença a velhinha Ponte dos Arcos...
Mais ao longe a Ponte Edgar Cardoso.
Pode observar e apreciar este lindo painel, numa casa situada na rua dos quatro caminhos na Gala.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma Páscoa Feliz Para Todos Vós...

A Páscoa, recorda sobretudo aquele que apregoou o amor e a paz, entre os homens do seu tempo, e acabou crucificado numa cruz.
Uma Feliz Páscoa para todos os crentes, sejam eles ou não cristãos.
Ter fé, acreditar em algo positivo, seja o que for, com ou sem religião, é o melhor estímulo para uma vida melhor, desfrutar dela e de tudo bom que ela nos possa oferecer...

quinta-feira, 22 de março de 2018

Uma Estória Antiga...Praia da Cova

Naquele dia de outono, o vento soprava mais forte.
A chuva de início caía timidamente.
No entanto as nuvens negras, incitavam e ameaçavam...
O mar vomitava e rugia o seu furor, com espuma de cor amarela.
As dunas contemplavam indefesas...
Mais atrás o pinhal curvava-se, perante tal situação, em cima da barreira natural das dunas, que chegava a atingir cinco metros de altura.
O menino olhava a praia e o imenso oceano sem fim...
O vento desafiava-o, com chapadas de areia que os canaviais não conseguiam conter.
Sentia algum frio, mas o velho sobretudo que tinha vestido do irmão mais velho, vinha mesmo a calhar.
Quase lhe chegava aos pés, já se sentia um homenzinho, com os seus quase oito anos.
Na cabeça usava um barrete verde e branco, enfiado até ás orelhas.
A bolinha amarela do barrete, parecia girar ao sabor do vento, e o menino só olhava o mar.
Imaginava ao longe um bacalhoeiro na terra nova, onde se encontrava o pai e o "mano".
Tinha muitas saudades do irmão, foi a primeira vez que se separaram por tanto tempo.
As brincadeiras que faziam juntos e as birras que tinham, de tudo isso sentia falta.
Agora em casa,só estava a mãe e o "piloto", o cão preto de estatura média e focinho branco.
O "piloto"era muito amigo da família, sempre atento, ao mais pequeno ruído.
As suas grandes orelhas, punham-no logo em posição de combate, sempre que ouvia algum barulho lá fora...
De vez em quando, era um pandemónio lá no pátio da casa, numa guerra sem tréguas com a "céguêta" e o "gordinho", os gatos que tinhamos.
O "gordinho", é que provocava toda esta situação, como o nome indicava, era uma bola de gordura.
Então sorrateiramente punham-se a roubar o manjar do "piloto".
Era pernas para que te quero, os felinos a subirem a vedação em madeira do pátio, e daí treparem para o telhado da casa.
O cão continuava durante mais algum tempo a ladrar...depois repreendido pelo excesso de barulho que fazia, retornava à casota, e adormecia com o focinho por cima do velho osso seco, de algumas semanas...
Vivíamos perto da praia, numa casa de madeira.
Adorava o "sobrado" onde dormia, da minha janela pequena conseguia ver o mar e as gaivotas que faziam desenhos no céu.
O vento, e o bater das ondas, eram os meus companheiros preferidos, enquanto dormia.
Algumas redes, que o meu pai tinha pendurado, por vezes bailavam com o vento, e as telhas assobiavam por cima dos barrotes.
A velha lanterna a petróleo, apagava-se constantemente.
Em baixo, a cozinha era a maior divisão da casa.
Fascinava-me o borralho grande, onde todos se aqueciam, enquanto se preparava o jantar, quase sempre peixe.
A grande travessa em barro, em que todos comiamos e os serões que se faziam depois, junto ao calor do borralho.
As conversas dos meus pais, que nem sempre compreendia.
O acordar no dia seguinte, em que a chuva não parava de cair, a areia molhada, e as poças de água, que ficavam nos poucos caminhos da aldeia.
Estávamos no final dos anos cinquenta, eram tempos difíceis.
Na Cova, como noutras pequenas povoações junto á beira-mar, e que viviam sobretudo de actividades piscatórias, a coragem era do tamanho do mundo, para se poder sobreviver...
No entanto já se notavam algumas melhorias, em relação à dez anos atrás, quando terminou a segunda guerra mundial.
As pessoas falavam, que um dia a camionete da "leiriense" iria passar pela cova.- Era só fazer a estrada da gala até à cova, e já estava, dizia o meu avô .
Enquanto, acendia mais um cigarro.
Eram este e outros pensamentos, que o menino João passeava no seu imaginário, naquele momento...
Era tão bom andar de camioneta, já tinha ido duas vezes à Figueira com a mãe.
Entretanto a chuva tinha parado.
Caminhou até à praia, que ficava a uns vinte metros.
Quando chegou, olhou em redor, não havia ninguém.
Descalçou os velhos tamancos pretos e as meias "algarvias" e desceu a barreira.
O contacto dos pés com a areia fria e molhada, não era muito aconselhavel, mas a sensação de fazer algo proíbido, despertava o apetite.
O "mano" tinha feito isso com ele, o ano passado quando fez quinze anos.
Hoje era o dia do seu aniversário, mas ele estava longe...
Tinha-lhe deixado o velho pião...como lembrança, que guardadva sempre no bolso.
Depois de uma caminhada de cerca de duzentos metros para sul...não resistiu, tirou o sobretudo, e mergulhou nas águas salgadas e frias do mar...
E depois olhando o horizonte, gritou bem alto: - Feliz aniversário meu querido irmão...

(João Catavento)

(em "memórias da minha infância")


O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...