segunda-feira, 13 de maio de 2024

Gala - Figueira da Foz


Crepúsculo magestoso, de um lugar fascinante, Cativeiro da saudade, de muitas partidas, chegadas, e estórias de vidas passadas... Casario e águas do rio, junto à estrada, que nos leva a olhar uma última vez, ao dizer adeus, para um dia regressar outra vez...

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Figueira da Foz. Cidade maravilhosa 🩵


 Cidade maravilhosa 🩵, cidade que redescubro e mais gosto, a cada momento que passa...

domingo, 5 de maio de 2024

Pesca da Arte na Praia da Leirosa


Pesca da Arte na Praia da Leirosa, há uns bons anos atrás, com dois barcos muito activos nesse dia de verão... 
Na praia ainda estava o Conquistador,  no mar o Novo Atlântico que tinha já partido, a largar o cabo, depois as redes, o saco, fazer o cerco e voltar para terra.
Cabendo aos bois de puxar os dois cabos, em sintonia, até à chegada final do saco, com a esperança de todos, de vir carregado de peixe...

terça-feira, 30 de abril de 2024

Imagens da minha terra - Figueira da Foz, na outra margem...


Figueira da Foz, na outra margem... 

Envolta na neblina da manhã, cidade adormecida, esperando os primeiros raios de sol para despertar. 

Mostrando depois, toda a sua beleza, como mulher nossa, que nos consegue sempre extasiar...

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Existiremos...

Se algo existe, logo existiremos... O "nada",não tem razão de ser, também é parte da existência... 

Sempre houve,"o que é", sempre houve uma presença... 
Nada começou, sempre foi assim. Simplesmente, tudo se modificou, tudo se vai transformando... Apanhamos a onda da vida, a onda do tempo, e vamos por momentos com ela. 
Mais tarde, ficaremos irremediavelmente para trás, abandonados, por essa vida desse tempo, que fomos e somos. 
Estaremos sempre por aí... 
Renasceremos, e seremos novamente essência, em vidas diferentes, noutros lugares... 
Teremos e seremos o reencontro tão esperado, com outras vidas, que só o amor conseguirá realizar. Seremos finalmente, sempre vidas alteradas pelo tempo infinito, que jamais alcançaremos... 

terça-feira, 16 de abril de 2024

Para a história da Cova Gala (XIV) - Construção da Ponte dos Arcos


Construção da Ponte dos Arcos, sobre o braço sul do rio mondego, em 1940. 

As obras seriam concluídas dois anos mais tarde, o que facilitaria enormemente a travessia do rio, para as populações da margem sul, e por consequência a ligação ao norte do País.  

Eram de início feitas por embarcações de pescadores a ligação entre as duas margens, depois mais tarde por barcos de passageiros, como o "Gala", e o "Luiz Elvira". 

As partidas eram feitas da borda do rio na Gala, na saudosa doca que existia, aí estava o trapiche, onde o barco atracava e depois navegava rumo à Figueira da Foz, e atracava novamente no cais que havia em frente à Praça Velha.  

Notava-se muitas vezes um grande aglomerado de gente, no trapiche da Gala, não só de habitantes da Cova Gala, mas também de pessoas de outras povoações mais a sul, e que que faziam uso deste tipo de transporte fluvial. 

Aguardavam a chegada do barco, numa pequena casa junto ao trapiche, que fazia parte das instalações do mesmo e resguardava os utentes, em dias de mau tempo... 

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Postal da minha terra.


Gala, braço sul do rio mondego. 

No silêncio, quebrado pelo murmúrio das águas correntes, e a imensidão do rio. 

Uma imagem, um pensamento louco, furtado, que transporta a minha fantasia para esse lugar que me aprisionou...

terça-feira, 9 de abril de 2024

Gentes do mar de outros tempos...


Gentes de outros tempos, de mar salgado e areias brancas. 

Pés nus, sol escaldante. 

Ventos, que chegaram hoje e por lá passaram... 

Trazem cartas e retratos sem remetente, sem destinatário. 

Agarra, quem alcança o vento e leva o pensamento com ele de volta.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Terras do Mar - Cova Gala (I) * Painel de Azulejos*


 

Terras do Mar - Cova Gala (I) * Painel de Azulejos*

Painel de azulejos, deixando ver o esplendor da antiga marina da Gala, os botes no rio, onde marcava ainda presença a velhinha Ponte dos Arcos...
Mais ao longe a Ponte Edgar Cardoso.
Pode observar e apreciar este lindo painel, numa casa situada na rua dos quatro caminhos na Gala.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Para onde vais rio da minha aldeia.


Julho de 1988, preparando o bote para a pesca do robalete. Pesca à linha, sem cana, e o prazer de sentir no dedo o peixe a morder... 

No final do dia, à tardinha, na antiga borda do rio, um mergulho nas águas, emergir, e olhar a inigualável beleza daquela ponte.

quarta-feira, 13 de março de 2024

O desmoronamento parcial, na margem norte da Ponte Engº. Edgar Cardoso na Figueira da Foz em julho de 1982


Foto interessante, que mostra o desmoronamento parcial, na margem norte da Ponte Engº. Edgar Cardoso na Figueira da Foz.. Tinha sido Inaugurada a 12 de Março de 1982, e em julho do mesmo ano, se não estou em erro, sucedeu isto.

Pude ver e sentir a consternação dos Figueirenes, muitos se deslocaram ao local, assim como eu para presenciar o acontecimento.
A ponte (salvo algumas pequenas lacunas ) era e continua a ser um motivo de orgulho para todos nós.

Passados cerca de 41 anos, em 2023, começaram os trabalhos de conservação das juntas de dilatação, intervenção que se insere no âmbito da empreitada de Conservação Corrente no distrito de Coimbra.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Figueira da Foz - Neblina da Manhã


Há dias asssim cinzentos,em que o sol tem dificuldades em rasgar o céu e aparecer nas nossas vidas...

A luz é a vida ,faz-nos crescer,lutar,acreditar e partir para outros desafios...
Nas margens do mondego olho a minha pequena cidade lugubremente apagada pelo tempo e tempos incertos.
Há dias em que o calor e briho da nossa estrela não pode faltar...
No entanto outros tempos com outros dias nascerão.
E então a cidade iluminada no espelho do meu rio fará sorrir a existência outra vez.

domingo, 3 de março de 2024

Porto de Pesca e Lota Antiga da Figueira da Foz. (I)

Porto de Pesca e Lota Antiga da Figueira da Foz.

No início dos anos 70 do século passado, homens e mulheres, a mesma luta quotidiana de sempre...


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Sempre adorei desde criança viajar de comboio, sentado num lugar junto à janela...

Sempre adorei desde criança viajar de comboio, sentado num lugar junto à janela...

- Senhores passajeiros, na linha três.
- Comboio foguete, partida para Alfarelos com destino a...
Houve um ano da minha vida, em que duas vezes por semana, viajava de comboio de manhãzinha.
O menino de cinco anos e a sua mãe, esta com a canastra carregada de peixe, para ir vender pelas ruas de Coimbra.
Tinha direito a um lugar sentado à janela e a um filme de fantasia que a paisagem me oferecia...
Acordei pensando na minha vida de hoje, relembrar esse tempo e adormecer outra vez, no comboio da minha infância já tão longínqua...

Nota: No dia 3 de Agosto de 1882, o comboio chegou à Figueira da Foz pela primeira vez., com a cerimónia de inauguração da Linha da Beira Alta (Vilar Formoso-Figueira da Foz),
Presidida pelo rei D. Luís I e a Rainha D. Maria Pia, sendo estes recebidos por milhares de pessoas, com o então presidente da Câmara, Francisco Lopes Guimarães, a proferir as saudações a suas majestades, já lá vão 141 anos...

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Música - Jovens Talentos Figueirenses - Santos Quiterio - Sabelotodo

 
Mais um jovem figueirense, a despontar para a música, com o seu primeiro trabalho discográfico "Sabelotodo". 
Os desejos dos maiores sucessos na  tua carreira musical, que agora se inicia Joel Dos Santos Quitério.

Para a História da Cova Gala (VI) - No tempo do berbigão...


"Na outra margem a "coroa da burra",começava a esperguiçar-se e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.

Era a mãe de muita gente, já há alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.

Nessa madrugada dos anos sessenta,famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.

Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos, e às vezes de mãos nuas à procura do pão espalhado na ilhota,que a baixa-mar proporcionava...

Os de mais tenra idade, com os seus seis, talvez sete anitos,apanhavam os burriés entre o limo e a lama...

Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.

À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.

Foi ao armazém do Pinto, e fez rapidamente o negócio da venda como era habitual (...)."

 
João Fidalgo Pimentel Excerto do escrito "A Recoleta"

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Pesca da Arte (Redinha) de outros tempos...

Remendando e preparando as redes, para mais um lanço...

A Pesca da Arte, ou Redinha, como apelidam ainda na nossa terra da Cova Gala, é uma pesca artesanal secular, feita com rede de cerco.
O aparelho da pesca da arte, é constituído de um longo cabo com bóias flutuantes, tendo na parte final as redes (mangas), e na sua metade de comprimento um saco de rede em forma cónica (xalavar).
Os pescadores efectuam o cerco aos cardumes de peixe no alto mar, colocando o saco no mar, longe da costa, com a ajuda de uma embarcação, que vai desenrolando a metade
do cabo, ficando uma das pontas em terra, e retornam à praia desenrolando a outra metade.
Antigamente a recolha era feita com a ajuda de juntas de bois, ou da força braçal dos pescadores e familiares, com ou sem tirantes.
Os tirantes eram correias de um tecido grosso tipo lona, que estavam ligadas a uma corda de cerca de um metro e meio de comprimento.
As correias eram postas por cima do ombro dos homens, caídas até à cintura, sendo atadas ao cabo.
Depois de mais um lance, e de muito trabalho pelo meio, a chegada do saco a terra, é o ponto alto da faina, aguardado por todos sempre com bastante ansiedade...
Noutros tempos distantes, era vital um saco bem recheado de pescaria, disso muitas familías dependiam completamente, nesses tempos de luta pela sobrevivência...

sábado, 27 de janeiro de 2024

Figueira da Foz - A outra cidade de outrora...


Figueira da Foz - A outra cidade de outrora.

Quando as nossas memórias, alcançam, e agarram por instantes, aquele tempo, que já foi nosso.
Ficam as lembranças, e algumas fotos para imortalizar, o que pareceu ter sido um sonho...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Gala - Rua do Hospital


 Gala - Rua do Hospital, sol de inverno, num  domingo de manhã, em 2007.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Figueira da Foz, a minha cidade, o meu primeiro lugar...

O primeiro terço da minha vida, por aqui passei, nas duas margens deste rio.

Entre a cidade e a aldeia, passando pelas três pontes para lá ir e voltar.

Um mar omnipresente, irrequieto, que transportava sonhos para além desse horizonte, aonde não conseguia chegar...

Outros tempos, mais difíceis, mas de uma simplicidade e imaginação ímpar.

Foto_ Nuno Rolo

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

O banco da praia.

Pensamentos no entardecer, com vista para o mar...
Num dia qualquer de inverno, na margem sul da minha cidade.
Pedaço de terra da minha aldeia.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Pintura de memórias da minha adolescência - Borda do rio na Gala.


Pintura de memórias da minha adolescência - Borda do rio na Gala, anos 60/70.

Autor - Carlos Camarão

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Freguesia de São Pedro da Cova Gala - Ilha da Morraceira.


Quando o sol reaparece ao amanhecer, as cores renascem, e pintam a tela florescente mais linda que possamos imaginar...

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Figueira Antiga - Doca de embarque ediçao dos 120 anos da Casa Havanesa


Como podereria eu, descrever, imaginar nesse tempo, nos finais do século XIX, uma visita dos nossos bisavós, depois de atravessar a ponte a pé, vindos da margem sul.
Numa pequena viagem àquela antiga cidade, de encanto e beleza, situada na foz do mondego.

(João Fidalgo Pimentel)

domingo, 31 de dezembro de 2023

Feliz Ano Novo de 2024


Que a ponte da esperança para 2024, vos faça encontrar e sorrir para a felicidade, com que sempre sonharam...

Cada ano que passa, não voltará mais.
Encurtando o caminho, que nos levará ao nosso destino final.
Sejamos gratos e Felizes, na grande aventura da vida...

Um Feliz Ano Novo.
Desejam Rosa Maria e João Manuel, a todos os familiares, amigos, e todos os outros, por esse mundo fora...
Um Grande Abraço.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Para a História da Cova Gala (XV) - A Ponte do Buquete

 

Em tempos mais recuados, quando o Mondego a sul da sua Foz, se acercava com as suas águas e se infiltrava mais a poente junto da aldeia, formando depois na baixa-mar, a "Croa" dos Caícos.

A norte da povoação da Gala, onde actualmente se situa a entrada do Porto de Pesca, aproximadamente, havia a ponte do Buquete, que se impunha com todo o seu esplendor e magia, atraindo os pescadores da aldeia, e outros caminhantes que se deslocavam para o Cabedelo, para a Praia dos Blocos, ou simplesmente para a margem sul do rio.
Foi sempre também, um motivo de passeio de namorados e namoros, pelas "motas" e muralhas deste aprazível lugar, de águas suaves...
A ponte do "Cóxinho", como também era apelidada nesse tempo, marcava a sua deliciosa presença, permetindo a travessia para o outro lado da doca.
Era o pequeno e mimado ex-líbris, de um lugar maravilhoso das povoações da Cova e Gala, entretanto, ofuscado e enterrado para sempre..

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Feliz Natal...

 Feliz Natal para todas as vidas do nosso mundo e de outros mundos também.

Um Feliz Natal de ontem, de hoje, do amanhã, e para sempre...
Portador de paz e amor.

Comentário da Semana


 

António Pereira

 Há 15 horas  -  Partilhado publicamente

 

 
Adorei este pequeno filme. Fez-me viajar no tempo muitos, muitos anos, até às minhas primeiras memórias de infância. Nasci na Gala, em casa da minha avó e passei  lá todas as minhas férias grandes. Arincadeiras no pinhal a apanhar camarinhas, tomar banho no rio, apanhar caranguejos, chafurdar na lama quando a maré estava baixa, andar de barco até aos 5 Irmãos e dar a volta pela Murraceira, ir a pé até aos Blocos para tomar banho junto ao barco afundado, comer pevides, freiras e pirolitos feitos pela Morena e vendidos pela Coxinha... Que saudades! Sempre que vou à Figueira e tenho tempo, dou um saltinho à Gala para tentar rever todos estes sítios. Mas já não consigo ir ver o rio, pois a estrada cortou o acesso por onde eu entrava. 

sábado, 16 de dezembro de 2023

Cova..."Mar Branco".


Quando a areia dominava a aldeia.

No tempo, em que poucos ou nenhuns sabiam ler, escrever...

Época ainda não tão remota, como tendemos a pensar.

Outras lutas, outros sofrimentos de outros tempos quase apagados da memória.

Archotes e candeeiros a petróleo que iluminaram outras vidas...

As casas já partiram e as gentes de outrora também.

Nem a areia, ficou junto à praia, desse "mar branco" plantado de canaviais.

Nevoeiro antigo, quase impede de ver o barco encalhado nas dunas do passado.

Hoje todos sabemos, podemos, queremos e finalmente quase nos ignoramos...

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

O pequeno barco da rotunda


O pequeno barco da pesca costeira, que durante algum tempo, esteve na rotunda, junto ao Campo de Futebol do Cova Gala.

Teve o seu tempo maior de glória no mar, acabando finalmente em terra, para embelecer a dita rotunta, a caminho do Cabedelo.

Exemplos e sinais flagrantes da vida, e do tempo, de que tudo passa, tudo se vai com ele....



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

O Saque de Susa por Assurbanípal 647 AC.



 

O Saque de Susa por Assurbanípal 647 AC.
Conquistei Susa, e, por ordem de Assur e Istar, entrei nos seus palácios e senti-me satisfeito.
Abri os seus tesouros...,considerei-os como saque: - Prata, ouro, bens, riquezas de Súmer e Acad...
Tudo o que os antigos reis haviam conquistado em numerosas campanhas e levado para Elão...; pedras preciosas, objectos de valor, ornamentos reais...;
vestuário rico, armas de guerra, jóias dos guerreiros, todos os móveis do palácio em que se sentavam e deitavam.
A baixela de que se serviam para comer, beber, lavar, perfumar; os carros e carroças...; os cavalos e mulas e arreios enfeitados de ouro e prata.
Tudo isso levei, levei como saque.
Tudo devastei, matei, durante um mês e vinte dias, filhos do rei, irmãos, membros novos e velhos da família real do Elão.
O meu rival, o bom rei e a sua bela esposa,
deixei-os cobertos de sangue, sal e espinhos, no palácio mortos a meus pés...
Ganhei a guerra, menos a dor que senti pelo sangue e destruição que deixei para trás, ao regressar às terras de Assíria.
Contado por Assurbanípal, de uma inscrição, in Delaporte - "La Mésopotomie - Museu do Louvre, Paris".
Outros tempos, noutro contexto histórico, passados milhares de anos, num enquadramento diferente, pouco mudou em certas partes deste globo actual, onde se cometem muitas atrocidades e injustiças...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Encantos da Minha Terra...

Encantos da Minha Terra...

À beira-rio, nas suas margens, na margem da minha terra.

Braço sul do mondego, lá mais longe para nascente, outras terras também banhadas por ti.

Por detrás de mim salinas abandonadas e caminhos seculares, de que já não se faz caso.Um passado presente a cada momento, perturbado suavemente pelas águas e o vento tímido e apático de um dia de verão.

Encantos da minha terra, encanto de um dia, calor intenso, quietação desejada, num lugar já esquecido.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

A minha praia de sempre...


A minha praia preferida, aquela, a que muitos no meu tempo dos anos 60, início de 70, apelidavam de Praia do Catavento, ainda antes da construção dos primeiros molhes em frente à aldeia, para combater de alguma forma a erosão costeira, que já se fazia sentir derivado à subida do nível do mar. 
O prolongamento do mollhe norte da barra da Figueira da Foz, agravou ainda mais, toda esta situação, além de outros planeamentos e decisõs erradas das entidades (in)competentes.
"A minha Praia do Catavento", situava-se no extrermo sul da povoação da Cova, com vastas dunas, onde imponente estava a contrução metálica do catavento, e, nas manhãs de domingo soalheirento, algumas vezes trepei para olhar o mar e o seu horizonte, que tantas vezes me fez sonhar...

Nesta fotografia, salvo erro, tirada há cerca de 7 anos atrás, o passadiço, que dava acesso à praia, ainda estava completo, embora já se notasse, uma grande erosão.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Figueira de Antigamente Anos 70 - Descarga do Peixe na Antiga Lota.


Figueira de Antigamente - Descarga do peixe na antiga lota.Quando as traineiras se "embaralhavam" nas águas do mondego, em frente à antiga lota, para a descarga do peixe.

Azáfama, num lugar de outros tempos...

sábado, 2 de dezembro de 2023

Segunda década do século XX - Traineiras a vapor à saída da barra da Figueira da Foz.

Segunda década do século XX - Traineiras a vapor à saída da barra da Figueira da Foz, com a tradicional chalandra rebocada atrás.

Ao fundo o cabo mondego, e em plano intermédio o forte de Santa Catarina, que era nesse tempo, ainda o primeiro obstáculo às investidas do mar...

Os molhes norte, e sobretudo o sul e o seu prolongamento, que tanta polémica viria a criar derivado à erosão costeira nas praias a sul, na Cova, Costa e Leirosa, e ao assoreamento ainda de actualidade na barra, sem solucionamento definitivo, esses só seriam contruídos cerca de 40 anos mais tarde, em 1966.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Antigo ex-libris da Cova Gala - Borda do rio.


Inesquecível e maravilhoso lugar quase sobrenatural.

Para quem o conheceu e viveu com ele, passou a sua infância e juventude, jamais o poderá perder da memória...

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Bom início de semana, com a Figueira da Foz de Antigamente, no ano de 1916.

Navios bacalhoeiros e batéis ancorados na doca.
Neste mar, que nos chama e atrai.
Barcos, que partem, e deixam o cais.
São luzes de esperança, na noite do regresso...

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Invenções do Século XIX - 21 de novembro de 1877, Thomas Edison inventa o fonógrafo.

 


O aparelho consistia num cilindro com sulcos, coberto por uma folha de estanho.

Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Na ponta oposta, estava o diafragma, uma membrana vibratória que convertia sons em impulsos mecânicos, e vice-versa.

Este mecanismo estava ligado a um bocal em forma de cone, com um cilindro girado manualmente.
A voz provocava uma vibração no diafragma que, por sua vez, quando a gravação estava completa e o processo concluído, reproduzir palavras.
Edison trabalhou neste projeto em laboratório e não teria noção do impacto que a sua invenção teria na difusão da música.
Thomas Edison, que nasceu em Ohio, a 11 de fevereiro de 1847, destacou-se pela sua capacidade criativa.
Foi um inventor e empresário, que desenvolveu diversos dispositivos que suscitaram o interesse da indústria.
A invenção do fonógrafo, foi rapidamente adoptado como meio para registo musical, que com o aparecimeto,logo a seguir da grafonola e mais tarde do gira-discos, permitiu à música encontrar um modo de se difundir pelo mundo...
Eu pessoalmente, fiquei definitivamente maravilhado, desde o verão de 1967, quando o meu pai trouxe pela primeira vez, um gira-discos e alguns discos, que tinha comprado na América do Sul.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Cova Gala e as suas Casas

Cova Gala e as suas casas - Rua da Terra Nova (
3090-694), é raro o nome que não tenha uma ligação à vida do mar, e ou, uma homenagem às suas gentes...

domingo, 5 de novembro de 2023

Figueira da Foz - Navios Bacalhoeiros


A grande epopeia da pesca do bacalhau, também fez história desde os seus primórdios, na Figueira da Foz.

No crepúsculo do anoitecer, no início do século passado, lugres bacalhoeiros esperavam no cais.
Nas águas adormecidas do rio mondego, sob os derradeiros raios de sol, reflectiam-se imagens sublimes desse tempo antigo.
Que privilégio seria, para quem pôde viver esses momentos de encanto desse tempo, no passear da noite pela cidade junto ao rio, e desfrutar de todo o envolvente mágico.
Olhando a outra margem a sul, onde as lindas povoações da Cova e Gala já eram uma presença habitual.
Sendo quiçá as suas populações a nível nacional, as que mais activamente participaram nessa grande, duríssima e sofrida epopeia. 

terça-feira, 31 de outubro de 2023

CINEMA - Como Hollywood olhava para Portugal nos anos 30 do século passado.


Portugal raramente é protagonista nos filmes de Hollywood, mas, nos anos 30, Spencer Tracy ganhou um Oscar de Melhor Ator graças à interpretação de um pescador português. 

A tradição pesqueira entre as comunidades lusas nos Estados Unidos, a neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial ou a qualidade dos vinhos nacionais levaram alguns guiões a puxar para o grande ecrã pormenores alusivos a Portugal. 

John Travolta e Colin Firth já se viram e desejaram para falar português. Richard Gere apaixonou-se pela “Canção do Mar”, na voz de Dulce Pontes. Julia Roberts chegou a sentir-se humilhada por ter origens portuguesas. 

O Expresso selecionou 40 filmes — nenhum deles rodado em território nacional — onde, com maior ou menor destaque, surgem referências a Portugal.


O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...