Para a História da Cova Gala (VI) - No tempo do berbigão...
"Na outra margem, a "coroa da burra", começava a esperguiçar-se e expulsava os últimos lençóis de água que acareciavam seu corpo.
Era a mãe de muita gente, já há alguns anos para cá, sobretudo na apanha do berbigão.
Nessa madrugada dos anos sessenta, famílias inteiras atravessavam o rio de bote a remos.
Eram às dezenas, pais e filhos com enxadas e ancinhos, e às vezes de mãos nuas à procura do "pão" espalhado na ilhota, que a baixa-mar proporcionava...
Os de mais tenra idade, com os seus seis, talvez sete anitos, apanhavam os burriés entre o limo e a lama.
Marisco muito apetecido, que depois se vendia na figueira, no mercado e cafés.
À beira-rio o Manel já tinha regressado com o bote do pai carregado de sacos de berbigão.
Foi ao armazém do Pinto, e fez rápidamente o negócio da venda como era habitual (...)."
Excerto do escrito "A Recoleta"
(João M.Fidalgo Pimentel - Fevereiro 2005
Que dia é hoje?
Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...
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