segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sobre nós...na "OUTRA MARGEM"


Sábado, 18 de Outubro de 2008

Não sei quem é o Catavento, mas...

Não sei quem é o Catavento, editor do COVA GALA...entre o rio e o mar.Mas, sei o que foi o cata-vento da minha infância, nas dunas da Cova, junto ao qual foram filmadas, no ano de 1972, algumas cenas do filme português "A Promessa" de António de Macedo, "o primeiro filme português a integrar a Selecção Oficial do Festival de Cannes em 1973" , cujos exteriores foram filmados nos Palheiros da Tocha, Tocha, Figueira da Foz, Buarcos, Gala, Cova e Costa de Lavos.Sei, no entanto, porque li aqui, que temos o mesmo ideal: "O nosso ideal...é o amor profundo que dedicamos, á terra onde nascemos...Cova Gala."
Navegado por António Agostinho às 22:05 5 bitaites
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sábado, 18 de outubro de 2008

Velhos Valores Tradicionais...

Vivemos num mundo de incertezas, em que alguns valores fundamentais, são pouco respeitados. A confiança, sinceridade, solidariedade entre as pessoas, atingiu os níveis mais baixos de sempre. 
Era uma realidade que no tempo dos nossos pais e avós, a entreajuda, humildade e contacto-social estava sempre presente em cada esquina de uma casa. Especialmente na minha terra Cova Gala,  e por esse Portugal fora. Estes valores tradicionais, se asssim quisermos chamar,são indispensáveis para o bem estar de todos. 
Só assim poderemos evoluir de alguma forma positiva na sociedade em que vivemos. É verdade que os tempos são outros. Grandes coisas foram realizadas em proveito das populações. No entanto, outras infuências, tornaram as pessoas diferentes, muitas vezes para pior. 
O sistema político liberal de alto consumo, em que as pessoas são quase forçadas, aliciadas a consumir, está a atravessar um momento de quase pré-falência. Os maus exemplos, dos nossos governantes actuais e anteriores, em nada melhoraram este estado de coisas. 
Atraindo a si os cidadãos com promessas enganosas em tempos eleitorais, para alcançar o poder sem qualquer tipo de escrúpulos, é moeda corrente. A actual crise mundial financeira, também se deve muito,à falta de confiança que existe entre banqueiros e instituições bancárias, derivado a riscos não calculados destas mesmas em investimentos,para obter o máximo de lucros no mínimo espaço de tempo. Algumas encontram-se em condições precárias,não conseguindo obter empréstimos das suas congéneres e quando o conseguem, só com juros altíssimos. A falta de liquidez,vai resultar em menos investimentos e por consequência menos trabalho para todos, sobretudo para aqueles que mais necessitam...O cidadão comum, as famílias portuguesas ressentem-se de tudo isso. O individualismo e egoísmo do sistema reflecte-se a todos os níveis na nossa sociedade. 
Os velhos valores tradicionais dos nossos antepassados, já quase não existem... 
A elevação de sentimentos, nobreza,seriedade, respeitabilidade e honraria., fazem quase parte desse passado também... 

(em "Palavras Vivas Sempre de Actualidade - 2008")

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O tempo que nos resta...


Os meus dez anos,era a descoberta do mundo.

O mundo era meu...não havia outro,senão aquele em que vivia.


Esquecia-me às vezes que os idosos também tinham sido crianças como eu.

As brincadeiras de garoto,que vivia intensamente com os amigos,impediam-me de reflectir...

O meu avô,trazia na cara as marcas do tempo,um mapa de rios mares e caminhos,por onde passou.
Um dia sentiu-se mal...


Chamou-me,como a pedir ajuda.

Estava sentado na areia à sombra, junto ao portão do pátio.


Estendeu-me a mão trémula,tentou articular algumas palavras...não conseguiu.


Os mares,rios e caminhos que tinha vencido na vida,desapareceram...

Fixei os meus olhos nos seus e vi um olhar de criança como eu...a pedir ajuda.

Olhou-me mais uma vez com os seus olhos azuis de menino...e adormeceu para sempre.

Aos vinte anos,continuei a gozar desses anos maravilhosos que a vida nos ofereceu.

Tive a oportunidade de desfrutar de momentos fantásticos...também algumas contrariedades,alguns dissabores.

Nos melhores momentos,porém recordava-me ás vezes do meu avô,e dos seus olhos de criança...no momento em que me disse adeus...e chamou por mim.

Lembrava-me por vezes,que o tempo passa por tudo e todos...
Tantos anos passaram...tantos virão,é um privilégio estar aqui neste lugar,que não é nosso mas a quem pertencemos por um tempo.
Estamos limitados no tempo...quanto tempo ainda nos resta a cada um de nós?
Simplesmente,o de tentarmos ser felizes...e fazer alguém feliz.
Enquanto nos resta algum tempo...



(em Momentos Finais "O Tempo que nos resta")

O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...