segunda-feira, 18 de maio de 2026

Max (Maximiano de Sousa) - Pomba branca...

 


Pomba branca, Pomba branca, pomba branca, já perdi o teu voar... 

Naquela terra distante, toda coberta p'lo mar. 

Fui criança e andei descalço, porque a terra me aquecia. 

E eram longos os meus olhos, quando a noite adormecia. 

Vinham barcos dos países, e eu sorria a deus, sonhei. 

Traziam roupas, felizes,a s crianças dos países. 

Nesses barcos a chegar...

Depois mais tarde ao perder-me, por ruas de outras cidades. 

Cantei meu amor ao vento, porque sentia saudades... 

Saudades do meu lugar, do primeiro amor da vida. 

Desse instante a aproximar, dos campos, do meu lugar. 

À chegada e à partida, pomba branca, pomba branca,Já perdi o teu voar... 


Maximiano de Sousa tinha o nome artístico de Max, foi um cantor e fadista português, uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. 

A ele se devem êxitos como Noites da Madeira, Bailinho da Madeira, A Mula da Cooperativa, Tingo Lingo Lingo, Bate O Pé e Pomba Branca. Maximiano de Sousa era madeirense, tendo nascido a 2 de fevereiro de 1918 no n.º 7 da Rua dos Tanoeiros, freguesia da Sé, no Funchal, como filho ilegítimo de pai incógnito e de Georgina de Sousa, solteira, doméstica, então de 25 anos, também natural da freguesia da Sé, no Funchal. 

Nasceu na pobreza, o que se comprova pela menção, no registo de nascimento, ao facto de a mãe não ter tido de pagar os emolumentos do registo por ser indigente. 

Foi na Madeira que iniciou a sua carreira artística. Sonhara em ser barbeiro e violinista, ou tocar um instrumento de música, mas tinha pouca paciência para aprender o solfejo, e acabou por aprender o ofício de alfaiate. 

Contudo, o bichinho da música que sempre tivera, fê-lo estrear-se em 1927 na Praia Oriental no Funchal, tornou-se numa carreira em 1936, quando começa a actuar no bar de um hotel do Funchal: Cantor à noite, alfaiate de dia. 

Em 1957, parte para os EUA para uma digressão de cinco anos, interrompida por uma súbita doença de coração ao fim de dois anos. Viajou em seguida por Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina. 

Regressado a Portugal, embora continue a ser um dos artistas mais queridos do público, encontrará alguma dificuldade de trabalho, sobrevivendo à conta dos discos que continuava a gravar. 

Um dos seus maiores êxitos surgirá, aliás, neste período, Pomba Branca. 

Pereceu a 29 de maio de 1980, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, concelho de Sintra. 

A 13 de julho de 1981, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. 

Em 1991 foi inaugurado um busto em sua homenagem, da autoria da escultora Luíza Clode, junto ao Largo do Corpo Santo. 


Fonte: Wikipédia

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