sábado, 25 de outubro de 2025

Depois da bica...



 

Tantos anos depois...
O ritual mantem-se, o cafézinho no café de sempre depois do jantar.
Dos poucos cigarros que ainda fumo, um deles é queimado olhando o mar...
Aquela linha do horizonte que teima em reaparecer e me faz pensar noutras desiguais, já levado pelas noites de ontem.
Lástima, bagatela de vida esta, que por vezes nos priva do importante.
Insignificância a que nos botaram e obrigaram.
Todos gritam, curvados perante o fatalismo, protagonismo e tanta hipocrisia doentia.
Poucos aqueles, úteis, decentes e  convenientes para este País.
Horizontes, que nos faziam sonhar...uma utopia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

EVASÃO...


Ao entardecer, amanhecer, a qualquer momento, levados por essa brisa suave e antiga, que sopra do mar, galgando as dunas, nos transportando,
 com a nossa imaginação para outros mundos, outros lugares...
Viajando no destino de uma utopia, em que tudo seria perfeito, num sonho eterno, intemporal, sem bilhete de regresso.


terça-feira, 14 de outubro de 2025

Furacão Leslie - Ainda alguém se lembra?


Ainda alguém se lembra?

Fez ontem precisamente 7 anos, a 13 de outubro de 2018, que o Furacão Leslie causou enormes estragos na Cova e Gala.
Algo nunca antes visto por aqui e arredores.
A tempestade fez um desvio inesperado e não entrou por Lisboa, como estava previsto.
O "landfall" (toque em terra) foi registado na Figueira da Foz, no Cabedelo, às 22:10 horas, onde os ventos chegaram a atingir, máximos históricos.
As populações viveram longas horas de pânico, temendo o pior, as rajadas chegaram a atingir 176 km por hora.
A passagem do furacão Leslie pelo concelho da Figueira da Foz, provocou também grandes estragos na cidade, nomeadamente a queda de árvores e estruturas, além da invasão das avenidas junto ao mar por água e areia...

domingo, 5 de outubro de 2025

Imaginar como seria...


Nasci quase na areia, deste país e da minha aldeia.
Lembro-me de ti e do teu princípio, sem realmente te ter conhecido.
Terra de trisavós, que já por aqui nasceram...
Imagino com tenacidade, como seria naquele tempo, a usança que se vivia.
Numa aldeia junto ao mar, com vista a nascente, para o rio.
Gentes sofridas, abandonadas à sua sorte, emergidas das ondas do mar...
Pés decalços que deixaram rastos de dor e nos trouxeram até aqui.
Terra, terra minha e de tantos outros antes de mim.
Fomos e seremos sempre areias, como a minha aldeia desse tempo, e outros de outrora, em que ainda quase nada existia.
Só a areia, o céu, o rio e o mar... 

O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...