As povoacões da Cova Gala, foram provavelmente aquelas que mais contribuíram nos séculos XIX e XX, para a pesca à linha do bacalhau na Terra Nova, com este tipo de Homens Valentes, e de uma coragem ímpar... Entre adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos e homens, estima-se que cerca de 90% foram à pesca do bacalhau, desde quase nos seus primórdios em Portugal, no século XIX, até à primeira metade do século XX. Foram os Armadores com frota de Veleiros de três e de quatro mastros, ou Lugres, que incrementaram no início do século XX, a pesca nos mares da Terra Nova no Canadá e da Gronelândia, com tripulações e pescadores da região de Ílhavo, Aveiro e Figueira da Foz que em condições muito severas, de abril a setembro pescavam à linha o Bacalhau, em pequenos barcos, os Dóris, que equipavam os Veleiros; este tipo de pesca terminou em 1971, ano da ultima partida de um Lugre para os mares do Norte. A frota de lugres bacalhoeiros começou a ser conhecida em todo o mundo durante a 2ª Guerra Mundial, como a “White Fleet”(frota branca), porque todos eles tinham os cascos pintados de branco, com velas também brancas. Uma necessidade surgida durante a Segunda Grande Guerra em que Portugal não participou por se ter declarado pais neutro no conflito. Durante a 2ª Grande Guerra os lugres Delães e Maria da Glória foram afundados em 1942 por submarinos alemães. Depois destes naufrágios, tomou-se a decisão de pintar os navios de branco com o nome e a nacionalidade bem pintados no costado e a bandeira portuguesa nas amuras e nas alhetas. Foi assim que, a partir de 1943, a nossa frota bacalhoeira ficou mundialmente conhecida por "White Fleet". Esta decisão foi tomada de acordo com os Aliados e comunicada a todas as partes em conflito. A frota de pesca portuguesa passou a navegar em grandes comboios de lugres brancos, com velas brancas e sem contactos rádio durante a travessia, proibidos pelos nazis Alemães. Os bacalhoeiros distinguiam-se bem de qualquer outro navio em alto mar… Só os nossos barcos tinham esse aspecto e eram belíssimos. Os mais bonitos de todas as frotas de pesca em qualquer parte do mundo... Este filme, é uma demonstração de veneração e respeito a todos os pescadores em geral, e em especial, aos da Cova Gala, na dura vida da Pesca à linha do bacalhau em dóris, nos séculos XIX até metade do século XX, Muitos destes pescadores, ainda adolescentes, com idades de 14,15 e 16 anos...
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Os Homens e os "meninos" dos dóris da Cova Gala (III) - (Nomes de A a Z)
As povoacões da Cova Gala, foram provavelmente aquelas que mais contribuíram nos séculos XIX e XX, para a pesca à linha do bacalhau na Terra Nova, com este tipo de Homens Valentes, e de uma coragem ímpar... Entre adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos e homens, estima-se que cerca de 90% foram à pesca do bacalhau, desde quase nos seus primórdios em Portugal, no século XIX, até à primeira metade do século XX. Foram os Armadores com frota de Veleiros de três e de quatro mastros, ou Lugres, que incrementaram no início do século XX, a pesca nos mares da Terra Nova no Canadá e da Gronelândia, com tripulações e pescadores da região de Ílhavo, Aveiro e Figueira da Foz que em condições muito severas, de abril a setembro pescavam à linha o Bacalhau, em pequenos barcos, os Dóris, que equipavam os Veleiros; este tipo de pesca terminou em 1971, ano da ultima partida de um Lugre para os mares do Norte. A frota de lugres bacalhoeiros começou a ser conhecida em todo o mundo durante a 2ª Guerra Mundial, como a “White Fleet”(frota branca), porque todos eles tinham os cascos pintados de branco, com velas também brancas. Uma necessidade surgida durante a Segunda Grande Guerra em que Portugal não participou por se ter declarado pais neutro no conflito. Durante a 2ª Grande Guerra os lugres Delães e Maria da Glória foram afundados em 1942 por submarinos alemães. Depois destes naufrágios, tomou-se a decisão de pintar os navios de branco com o nome e a nacionalidade bem pintados no costado e a bandeira portuguesa nas amuras e nas alhetas. Foi assim que, a partir de 1943, a nossa frota bacalhoeira ficou mundialmente conhecida por "White Fleet". Esta decisão foi tomada de acordo com os Aliados e comunicada a todas as partes em conflito. A frota de pesca portuguesa passou a navegar em grandes comboios de lugres brancos, com velas brancas e sem contactos rádio durante a travessia, proibidos pelos nazis Alemães. Os bacalhoeiros distinguiam-se bem de qualquer outro navio em alto mar… Só os nossos barcos tinham esse aspecto e eram belíssimos. Os mais bonitos de todas as frotas de pesca em qualquer parte do mundo... Este filme, é uma demonstração de veneração e respeito a todos os pescadores em geral, e em especial, aos da Cova Gala, na dura vida da Pesca à linha do bacalhau em dóris, nos séculos XIX até metade do século XX, Muitos destes pescadores, ainda adolescentes, com idades de 14,15 e 16 anos...
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Convite VIII Seminário "Desafios do Mar Português", dia 19 de Outubro - Museu Marítimo de Ílhavo
Desde 2012, as várias edições do Seminário ‘Desafios do Mar Português’ têm vindo a afirmar-se no panorama da cultura marítima como eventos de referência a nível nacional, trazendo para a linha da frente as problemáticas em torno da relação de Portugal com o Mar.
A 8.ª edição terá como tema “Portugal e o Mar: um novo regresso” e está agendada para o dia 19 de outubro, por ocasião do 18º Aniversário da Ampliação e Remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo. Serão parceiros deste evento o CHAM - Centro de Humanidades, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Tendo por base este tema, pretende-se abordar o posicionamento nacional perante os oceanos numa visão que percorre o nosso legado histórico e cultural, assim como perspectivar o futuro no que respeita à sustentabilidade ambiental e à economia azul e, acima de tudo, sensibilizar o público para uma visão ampla sobre “Um Novo Regresso”.
Também, e à semelhança dos anos anteriores, o evento será acreditado como uma formação de pequena duração (6 horas) para educadores de infância e professores de todos os níveis / graus de ensino, mediante posterior inscrição no site do Centro de Formação da Área.
INSCRIÇÕES GRATUITAS | ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos.
Inscrições até 18 de outubro de 2019
sábado, 7 de setembro de 2019
Convite - Museu Marítimo de Ílhavo - 3.ª edição da Festa dos Bacalhoeiros
O Museu Marítimo de Ílhavo promove a 3.ª edição da Festa dos Bacalhoeiros, um encontro entre gerações de homens de todo o país que andaram ao bacalhau nos mares gelados do Atlântico Norte. Entre recordações e relatos de vivências, o programa inclui visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo e ao Navio-Museu Santo André, performances teatral e musical e um almoço convívio.
28 de setembro, sábado
10:00 Visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo
Ponto de encontro
Fotografia da Campanha de 2019
11:30 Performance teatral
Merenda
Cais Bacalhoeiro
13:00 Almoço convívio
(Chora e Feijoada de Samos)
Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré
15:00 Visitas ao Navio Santo André
Performance Musical
10:00 Visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo
Ponto de encontro
Fotografia da Campanha de 2019
11:30 Performance teatral
Merenda
Cais Bacalhoeiro
13:00 Almoço convívio
(Chora e Feijoada de Samos)
Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré
15:00 Visitas ao Navio Santo André
Performance Musical
Inscrições de 2 a 25 de setembro:
Telf. 234 329 990 – visitas.mmi@cm-ilhavo.pt
Telf. 234 329 990 – visitas.mmi@cm-ilhavo.pt
€7,50
Limitado a 200 pessoas
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O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...
Que dia é hoje?
Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...
Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.
Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...
