A exposição de fotografia “Brisa de Silêncio – o ruído de uma exposição com garra(s)”, de Nuno Caetano, que estará patente ao público no Mercado Engenheiro Silva, entre 25 setembro e 25 de novembro, foi inaugurada, ontem, dia 25 de setembro, pelas 11:30, naquele espaço.
Nuno Caetano, nascido em 1974 em Coimbra, arquiteto de profissão e fotógrafo por paixão, é um deles. Esta é parte da sua visão do mundo, onde a Brisa do Silêncio se ouve com os olhos, inspirando-nos a fazer mais e melhor.”
Fonte:Notícias de Coimbra
Outros tempos...
A extinta Seca do Bacalhau da família Sotto Mayor na Morraceira, junto à antiga ponte da Figueira da Foz na margem sul do rio Mondego.
Nos finais dos anos sessenta, princípios de setenta pude observar todo esse trabalho, que se fazia sobretudo por mulheres.
A velha ponte sobre o rio mondego, assim o obrigava, com os seus semáforos para regular o tráfego que era muito, não se podendo fazer nos dois sentidos.
Longas esperas dentro da camioneta de transportes públicos, a Leiriense e mais tarde a Farreca.
Era outra "seca", mas diferente.
Quem é que não se lembra?
A construção da nova ponte em março de 1982, veio então alterar todo este estado de coisas para melhor felizmente.
Este novo livro de Filipa Melo é uma tentativa de exortar a atenção para o universo de alguns portugueses cuja principal fonte de sustento ainda é a navegação no mar.
Para a maioria, a ligação à marinha marcante (marinha de pesca ou marinha de comércio) é uma herança familiar, vinda das duas gerações anteriores ou de tempos imemoriais. Na dura solidão dos bacalhoeiros ou no relativo conforto de modelos mais ou menos recentes de navios de pesca ou de carga, o respeito pelo mar perpetua as suas regras. Apesar de toda a maquinaria, a profissão de marinheiro mantém algo de intrépido e aventureiro.
Escolhido o tema - os últimos marinheiros portugueses -, retomou aquele primeiro contacto com a marinha mercante, actualizou os dados dos intervenientes, reencontrou-se com alguns deles, e embarcou a bordo do navio de pesca de arrasto Neptuno, ao largo da Figueira da Foz, em Março de 2015
Embarcada com os marinheiros, dia após dia, partilhando com eles a rotina quotidiana, apercebeu-se que têm um grande orgulho pelo mar, mas também muito respeito. É a sua casa, uma casa flutuante. Têm outro tipo de contemplação sobre as coisas, uma percepção diferente.
O mar é muito mais do que dinheiro e economia, observou, apelando para a urgência de se passar a ver o mar com outra pespectiva, sob o risco de acabarmos por assistir à extinção dos marítimos portugueses.
A jornalista insta para a necessidade de serem revistas as políticas estatais. Esta é uma realidade que, segundo crê a autora, ainda é reversível.
O protesto dos taxistas contra a Uber, empresa de transporte de passageiros que funciona através de uma aplicação, provocou o caos no trânsito de Lisboa, esta terça-feira.
Durante o percurso, entre o aeroporto de Lisboa e o Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT), devido a alguns outros taxistas não se terem juntado ao protesto e terem continuado a trabalhar, verificaram-se agressões. Os manifestantes atiraram ovos contra os carros de quem trabalhava, o que acabou por culminar em confrontos. Durante essas agressões, também um fotojornalista da agência Lusa foi agredido.
Nasceu no dia 3 de setembro de 1898, é considerado o maior burlão português (e um dos maiores do mundo), que viveu uma vida de falsificações e mentiras. Artur Virgílio Alves Reis, membro de uma família com grandes problemas financeiros, tentou formar-se em engenharia, mas não conseguiu terminar o curso.
Tudo começou, quando o pai faliu, Alves dos Reis emigrou para Angola, para escapar à humilhação, pela mudança de estatuto social. Fez-se passar por engenheiro, forjando um diploma de Oxford, que lhe conferia formação académica em dezenas de áreas. Tornou-se rico, comprando a maioria das companhia de Caminhos de Ferro Transafricanos de Angola, com um cheque sem cobertura.
Alves dos Reis contactou cúmplices, portugueses e estrangeiros, e elaborou um contrato falso, que foi reconhecido notarialmente e validado pelos consulados de Inglaterra, Alemanha e França. Traduziu o contrato e falsificou assinaturas da administração do Banco de Portugal, para conseguir notas falsas, ainda que impressas com a mesma qualidade das verdadeiras e numa empresa legítima.
Com toda a fortuna que conseguiu, adquiriu propriedades, joias e outros bens. Tentou controlar o próprio Banco de Portugal e até comprar o jornal Diário de Notícias. Alves dos Reis continuou a sua saga de corrupção, numa altura em que já ecoavam, rumores de que havia notas falsificadas em circulação.
Até que as autoridades descobrem as falsificações e esquemas de Alves dos Reis, sendo então detido.
"Com que espírito é que vamos agora para o mar?"
A pergunta é feita diariamente pelos cerca de trezentos pescadores da sardinha de Peniche e Nazaré, que há 11 dias ultrapassaram as quotas de captura, e foram obrigados a parar os barcos. Com o mar "cheio de peixe", asseguram, estes homens estão apenas autorizados a capturar carapau e cavala, cujo valor de venda ronda os 2 ou 3 cêntimos.
Na Figueira da Foz e Matosinhos ainda se pesca. A compensação aos armadores (donos das embarcações) é calculada em função de uma fórmula que tem em conta a categoria do barco. Já as compensações aos tripulantes são fixas: 20 euros para marinheiros/pescadores, 24 euros para mestres e 27 euros para oficiais.
Evangelino Rosário tem 25 anos e há sete que anda no mar. Casado, com um filho pequeno, não sabe o que lhe reserva o futuro e está apreensivo. Sentado no barco Tudo por Deus atracado no porto de Peniche, cruza as mãos no peito, baixa a cabeça e lembra: "Ninguém consegue viver com três meses de trabalho", principalmente quando a mulher "tem trabalho temporário".
"Esta é a melhor altura para pescar sardinha, porque tem maior valor comercial", explica, garantindo não ter conseguido "amealhar nada" com os três meses que já trabalhou. "Tenho uma família para sustentar e por isso estou a pensar ir para o estrangeiro", assume, enquanto coça a cabeça, rematando depois: "Eu não sei fazer mais nada... a minha vida sempre foi a pesca....
O que vou fazer agora?"
Fonte: DN
Que dia é hoje?
Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...